Árvore de dar muito bons frutos, plantou o nonagenário.
Advertiram-no de que não chegaria a vê-la florescer. Respondeu: “Mas os outros, sim.”
Desse modo, idealisticamente desempenhou-se outro semeador, o Barão de Studart, e os contentados pelos resultados da messe, estamos sendo todos nós, seus seguidores no Instituto do Ceará.
Nessa arrebatadora seara, muitos empreenderam despojados igualmente de ambições e interesses pessoais, e semearam a boa semente.
Mais distante de nós, o exemplar comerciante Jeremias Arruda, senhor do belo e imponente palacete, atual sede do Instituto do Ceará, onde se vem abrigar o Museu de História.
E mais perto, diligente líder empresarial, obstinado criador de prosperidades, o Sr. Ivens Dias Branco, armou-nos a mão, o coração e os sonhos, para edificarmos em favor da nossa cultura.
Desse modo, sob os melhores auspícios, vê-se gloriosamente ereto, bem erguido, o Museu de História Barão de Studart, vitorioso projeto de dois expressivos profissionais, Sra. Lídia Sarmiento e Sr. André Scarlazzari, surpreendente proposta interativa que moderniza e atualiza o visitante, incitando-o não apenas a olhar e ver, mas se inspirando também fazer para os pósteros.
Tudo parece vivo nesse espaço, pronto para o diálogo.
Mas não se deseja, aí, o visitante submetido ou sucumbido.
O passado ficou mais perto, agora, mais próximo, à mão, interativo.
Já não mais prospera a idéia de mostrar antigas coisas simplesmente exibidas, admiradas.
Ao contrário: em todo o itinerário do visitante, ao longo do percurso do mais novo museu do Ceará, impõe-se o sentimento forte de que a História se renova a todo instante.
E o homem, seu ator principal.
Eduardo Campos