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Melquíades Pinto
Nasceu Melquíades Pinto Paiva no dia 6 de março de 1930, na cidade de Lavras de Mangabeira, CE, filho de José Rodrigues Tavares Paiva e Creusa Pinto Paiva. Na ci dade natal realizou o seu curso primário, no Grupo Es colar, de 1937 a 1941 e no Colégio 7 de setembro, em Fortaleza, 1941. O curso gina sial foi feito no Colégio Esta dual do Ceará (1942/43), o Ginásio Diocesano do Crato (1944) e no Ginásio Salesiano Padre Rolim (Cajazeiras, 1945). O curso Colegial, fê-lo no Colégio Estadual do Ceará entre os anos 1946/48. Fez seu curso Superior na Escola de Agronomia do Ceará (posteriormente incorporada à Universidade Federal do Ceará), no período 1949/52, obtendo o Grau de Engenheiro-Agrônomo. É doutor em Ciências pelo Instituto de Biociência da Universidade Federal de São Paulo 1972. Durante 16 anos desenvolveu atividades de pesquisa no Laboratório de Ciências do Mar, da UFC 1961 a 1976. Após sua graduação Acadêmica, desempenhou vários cargos de importância, valendo destacar: Diretor da Subestação Esperimental de Fordlândia, pertencente às Plantações Ford, então subordinadas ao Instituto Agronômico do Norte (1953); Professor de História Natural do Colégio Estadual do Ceará; Professor da escola de Agronomia do Ceará, lotado como Titular, no Departamento de Engenharia de Pesca (1954/1981), encontrando-se aposentado.; Professor da UFC a partir de 1962, onde esteve como Professor Titular, lotado no Departamento de Biologia aposentado em 1987; Diretor de Produção da Ceará Pesca S/A Cia. de Desenvolvimento (1966/69); Engenheiro das Centrais Elétricas Brasileiras ELETROBRÁS, desde 1982. Desempenhou atividades docentes em inúmeras escolas, universidades e em outras instituições nacionais, bem como em curso patrocinado pela Organização de Agricultura e Alimentação da Nações Unidas. Presta serviços de Consultoria Técnica a organismos nacionais e internacionais: cumpriu 19 missões oficiais no Brasil e no exterior, principalmente junto à Comissão Internacional para a conservação dos Atuns do Atlântico (1970/74), sendo seu primeiro Vice-Presidente nos biênios 1972/73, 1974/75 e também na III Conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1974/82). Na condição de Assessor Especial do Ministro das Minas e Energia, desempenhou missões relevantes, como Representante do MME na Comissão Internacional para os Recursos do Mar (1979/85) e Comissão Nacional para Assuntos Antárticos (1982/85). É membro do Scientific Expert Group of Walter Resources Development, a convite da ONU, para a Educação, Ciência e Cultura. Seu nome figura nas listas das áreas científicas em que atua. Foi agraciado com muitas honarias Medalha Amigo da Marinha, Medalha Presidente Castelo Branco, do Governo do Estado do Ceará, é Cidadão Honorário de Fortaleza, etc. Seu nome é verbete na grande Enciclopédia Larousse. Juntamente com Rui Simões de Menezes, Melquíades elaborou o documento sugerindo a criação do agora denominado Laboratório de Ciências do Mar, da UFC. Contribuiu Melquíades, decisivamente para a implantação do Curso de Engenharia de Pesca, tendo sido o primeiro Chefe do Departamento de Engenharia de Pesca. 1973 a 1976. Melquíades Pinto Paiva realizou vários viagens de estudo valendo mencionar: viagem de estudo a bordo no Navio Oceanográfico Toko Maru, entre Recife e São Luís, no período de março a abril de 1957; Estágio de especialização realizado no Museu Nacional do Rio de Janeiro, sob a orientação do professor Haroldo Travassos, no período de agosto de 1957 a agosto de 1958; viagem de estudos a bordo do Navio Oceanográfico Undaunted, entre Fortaleza e Recife, em agosto de 1966; viagem de estudos à Inglaterra, sob o patrocínio do Conselho Britânico, no período 25-11 a 8-12 de 1970; viagem de estudos ao Suriname, sob o patrocínio da Centrais Elétricas do Brasil S/A ELETROBRÁS, no período de 11 a 18 de fevereiro de 1977, para verificar as conseqüências ecológicas da construção da Represa Brokopondo. Participou de várias reuniões Nacionais de Técnicos em Pesquisa de Pesca, realizadas em Santos, SP (1959/61), Florianópolis SC (1962), Recife, PE (1963), Fortaleza, CE (1964), Rio de Janeiro RJ (1965), Santos, SP (1966), etc. Esteve presente a várias reuniões anuais da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, da qual foi Representante em Fortaleza por vários anos. Participou de inúmeras Bancas Examinadoras e Comissões Julgadoras para a seleção de Professores. No campo editorial publicou o O Boletim da Sociedade Cearense de Agronomia, de 1960 a 1975, foi Editor dos Arquivos e do Boletim da Estação de Biologia Marinha da UFC, de 1961 até 1975. Membro do corpo editorial da revista Marine Biology, publicada em Berlim Ocidental; membro do corpo de redatores da Revista Brasileira de Pesquisas Médicas, publicada em São Paulo; Editor da Coletânea de Estudos de Pesca, da Secretaria da Agricultura Indústria e Comércio do Ceará; membro da Comissão de Publicação e da Revista do Instituto do Ceará, de 1974 a 1976; responsável pela publicação do livro A Permanência de Rodolpho Von Inhering editado pela Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza, Rio, 1984. A
produção técnica e científica de Melquíades
Pinto Paiva é vigorosa e inúmeros são os seus
trabalhos e pesquisas, não cabendo aqui os registros de seus
estudos no campo da Biologia, da Piscicultura, da Ecologia, da Pesca
e de outros assuntos de sua especialidade. Sua tese de doutoramento,
publicada em 1972, e apresentada no Instituto de Biociências
da Universidade de São Paulo intitula-se Fisioecologia da Traíra,
Hoplias Malabaricus (Bloch), no Nordeste Brasileiro. Crescimento,
Resistência à Salinidade, Alimentação e
Reprodução. Seus trabalhos são publicados em
revistas especializadas do Brasil e do exterior. Atualmente, tem os
seguintes trabalhos a publicar: Deforestation of large Revervoir Basins,
Mensagem dos Engenheiros de Pesca do Brasil e o livro A Universidade
e o Mar.
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