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Nilson Holanda
Nasceu Nilson Holanda a 22 de junho de 1935, em Limoeiro do Norte,
CE. Nessa cidade, concluiu o seu curso secundário no Ginásio
Diocesano. O Curso Clássico fê-lo no Colégio Estadual
do Ceará (Liceu do Ceará), em Fortaleza. Formou-se em
1957 pela Universidade Federal do Ceará, recebendo o título
de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. Em 1961,
freqüentou a Universidade de Stanford, Califórnia, EUA,
onde recebeu o título de Master of Arts (Economics). Posteriormente,
recebeu da Universidade de Harvard, Massachusets, EUA, o Diploma Master
of Public Administration (1960). Iniciou suas atividades profissionais no Banco do Nordeste do Brasil, em 1955, como Assessor Auxiliar da Presidência; de 1959 a 1961, foi Analista de Projetos do Departamento Industrial e de Investimentos do BNB; 1961 e 1962 viram-no como Chefe da Divisão de Análise de Projetos; de 1962 1965, foi Chefe Adjunto do Departamento Industrial e de Investimentos e, de 1962 a 1965, foi Chefe do mesmo Departamento do BNB. No Ministério do Planejamento foi, de 1971 a 1973, Superintendente do Instituto de Planejamento da Fundação IPEA e, cumulativamente, Secretário de Planejamento junto à Secretaria Geral do Ministério de Planejamento e Coordenação Geral. De 1971 a 1974, foi Superintendente do Instituto de Planejamento (IPEA/IPLAN) e Secretário de Planejamento; Membro dos Conselhos de Administração do BNDES e Finep; Representante do Ministério dos Conselhos Deliberativos da Sudene, Sudam, Sudeco e Sudesul. Como Professor Universitário, foi lente de Introdução à Economia e Teoria do Desenvolvimento Econômico, na Universidade Federal do Ceará, de 1962 a 1970 e Professor de Elaboração e Avaliação de Projetos em diversos cursos da Cepal no Brasil, Colômbia e Peru. Em 1964, assumiu a Presidência do Banco do Nordeste do Brasil. Como Delegado brasileiro, tomou parte em diversas missões no exterior, valendo destacar: Delegado do Conselho Interamericano da Aliança para o Progresso, em Washington, EUA, 1972/1973; Membro da Missão Brasileira encabeçada pelo Ministro do Planejamento, à França e à Rússia, em 1972. Nilson Holanda sempre batalhou por uma política moderna e sua ação desmistificou certos hábitos e costumes sediços. Lutou principalmente contra os quatro mitos que descobriu embutidos em todo o processo de evolução da Região Nordeste. São eles: 1o. O mito isolacionista dos que subestimam a condição natural de dependência da região pobre em relação ao pólo desenvolvido e ignoram o sistema de vasos com uni cantes do País; 2o. O mito do custo excessivo que se fundamenta no falso pressuposto de que são excessivamente elevados os investimentos de programas em relação à possibilidades do País; 3o. O mito do sistema não-responsivo, firmado na evasiva de que a economia nordestina não seria capaz de responder satisfatoriamente aos investimentos governamentais; 4o. O mito de desenvolvimento a-social (para não dizer anti-social) que insiste na tese de que não se traduzem em distribuição de benefícios, ou seja, em desenvolvimento social, no seu discurso de boas-vindas ao Instituto do Ceará, o Prof. Dr. Francisco Alves de Andrade assim se manifestou: A estas objurgatórias opusestes o brilhantismo e a vossa combatividade. E o desempenho do Banco do Nordeste ergue-se no avanço, dos seus estudos e pesquisas, na mostra palpitante de realizações de um caudaloso rio, cujo leito, descoberto por Rômulo de Almeida, inicialmente, recebeu o amanho prudente e previdente de Raul Barbosa em seus negócios. O sistema cresceu num processo de integração iniciado por Rubens Costa e ascendeu à plenitude de sua mais vigorosa expansão sob o talento e cultura do Professor Nilson Holanda.
Planejamento
e Projetos 13a edição, Imprensa Universitária
do Ceará, Fortaleza (edições patrocinadas pelo
Instituto Nacional do Livro, Brasília e Apec Editora, Rio,
1987); |