Valdelice Girão
Síntese Biográfica
VALDELICE
CARNEIRO GIRÂO - Filha de Benigno Carneiro de Sousa e Raimunda
Carneiro Girão, Valdelice Carneiro Girão, nasceu em
Morada Nova na Fazenda Bom Destino, localizada na pequena parte da
Sesmaria pertencente ao patriarca da família Girão no
Ceará, António José Girão.
Os cursos iniciados os fez na terra natal, nas Escolas Reunidas,,
Colégio Monsenhor Tabosa e na Escola Normal Rural de Limoeiro
do Norte.
As dificuldades econômicas e adversidades outras só lhes
permitiram concluir mais tarde os cursos ginasial e colegial, através
dos chamados Madurezas, realizados no Liceu do Ceará, em 1967.
Seguiram-se os cursos superiores: Geografia -1968-1971, na Faculdade
de Filosofia do Ceará (Fafice); em 1975, a licenciatura em
História, pela Universidade Estadual do Ceará; em 1977,
já como professora de História da UFC, através
de concurso realizado em 1974, fez o curso de Especialização
em História de Pernambuco.
Apesar do hiato em cursos regulares, não parou de estudar e
pesquisar.
Freqüentando quase sempre cursos de extensão universitária.
Entre eles os Cursos de Antropologia Física e Cultural.
Mas foi através da pesquisa que fundamentou seus conhecimentos
históricos e antropológicos.
Seu primeiro emprego foi no Museu Histórico e Antropológico
do Ceará, hoje Museu do Ceará, aquela época em
convênio com o Estado, era administrado pelo Instituto do Ceará.
Através da pesquisa e estágio no Museu Histórico
Nacional do Rio de Janeiro, conseguiu os conhecimentos indispensáveis
para fazer a primeira classificação das peças
ali existentes. O material histórico e cerâmico.
Do Instituto do Ceará, passou a funcionária da Universidade
Federal, agora para estudar o rico acervo do Museu Arthur Ramos pertencente
ao Instituto de Antropologia, composto de peças da cultura
negra no Brasil, coletadas pelo mestre da Antropologia Brasileira,
Arthur Ramos, e a coleção de renda de bilros adquirida
por sua esposa Luisa Ramos.
Destas pesquisas resultaram os dois trabalhos: Arthur Ramos e a sua
Coleção;
Rendas de Bilros.
Pela dedicação à Casa do Barão, receberia
Valdelice o reconhecimento de seus membros em 1974, o título
"Amiga do Instituto". Viria depois
a medalha comemorativa ao primeiro centenário de Fundação
do Instituto do Ceará, em 1987.
Como Sócia Efetiva tomou posse em 4 de novembro de 1988, para
ocupar a vaga deixada pelo falecimento do historiador Raimundo Girão.
Eleita pela unanimidade de votos dos sócios à eleição.
O Professor Mozart Soriano Aderaldo um dos proponente da candidatura,
escreveu: "Professora Valdelice Carneiro Girão, já
conhecíamos vossa aptidão para as pesquisas antropológicas
e históricas, desde quando publicastes em número de
nossa revistai..] valiosa pesquisa sobre a Cerâmica
Indígena do Ceará; no tomo correspondente ao
ano de 1979; alentada exposição sobre Os movimentos
Pré-políticos da Década de 1840-50 em Pernambuco
- Mata-mata e Fecha-fecha; no volume referente ao ano de
1982, longo estudo sobre a Dependência da Capitania
do Ceará ao Governo de Pernambuco -1656-1799.
Paralelamente àquelas três colaborações
publicadas na Revista do Instituto , divulgadas em 1960 a vossa
Contribuição à Nomenclatura e Classificação
das Rendas do Ceará, na Revista do Folclore[...],1963;
Rendas e Bordados do Ceará , em 1965;
Renda de Bilros e seus artifícios, em 1966; A Coleção
Arthur Ramos[..], 1971; O Meu Ceará,
em 1977; depois insististes na importância de Arthur
Ramos e Sua Coleção, em 1983; no seguinte ano
tratastes do assunto importantíssimo para nossa economia[...]
As Oficinas ou Charqueadas no Ceará; em 1984
, nos presenteastes com vossa obra maior não somente pelo elevado
número de páginas (448), como principalmente por seu
conteúdo ,[...] Renda de Bilros; e finalmente
, oferecestes aos jovens pesquisadores [...j Guia do Pesquisador[..].
Na Imprensa no afã de divulgar o rico acervo de vosso conhecimento
na especialidade por vós escolhida , servindo de exemplos os
artigos intitulados A Implantação dos Primeiros
Núcleos Urbanos na Capitania do Siará Grande –
O processo de ocupação do Espaço no Ceará
e As Charqueadas no Ceará, vindo a lume no jornal
O Povo; O governo Caio Prado e a Migração Cearense
em 1888, no Diário Oficial de Letras[...], Imprensa
Oficial do Estado; e Caio Prado, Presidente do Ceará-
1888-1889, no periódico leitura de São
Paulo ".
Depois de eleita para o Instituto do Ceará , acrescentou em
seu currículo as edições dos livros : Pacajus:
De Aldeia a Cidade, em 1990; o Ceará no Senado Federal, em
1992; Raimundo Girão- O Homem ( organizado em parceria com
Eurípedes Chaves Júnior) em 2000; Bibliografia Cearense
- Século XIX e XX - 1825-1930 1° volume, , em 2001; além
dos artigos publicados na Revista do Instituto de 1989; - Arthur Ramos
– O Antropólogo; A posse da Saudade -1988; A Emigração
Cearense no Governo Caio Prado (1888-1889), 1990; Os Índios
Paicu, Primeiros Habitantes de Pacajus, 1991; A pedra do Letreiro,
1994; As Charqueadas, 1996 ; Eusébio Neri Alves de Sousa, 1997;
Hugo Victor Guimarães e Silva, 1998; Hugo Catunda Brasil Fontenele,
1990; Raimundo Girão , O Cidadão, 2000; Estudos Históricos
e de Evolução Urbana da Cidade de Aracati, 2001; A mulher
no Instituto do Ceará, 2001.
Participou da diretoria da 2ª. Tesouraria - 1989/1991, 1ª.
Tesouraria 1993/1995, 2° Secretaria -1997/1999, 1° Secretaria
- 2001/2003, Secretaria Geral.
Professora aposentada da Universidade Federal do Ceará, onde
lecionou por vários anos.