B
Bacharéis formados em Olinda
ABREU, Júlio
A velha Academia de Olinda.
t. LX, 86-110, t. LXII, 189-217; t. LXIII, 20-48; t. LXIV, 142-167.
BAENA,
Sanches de, visconde
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Os mortos do Instituto em 1909.
t. XXIII, 395-408.
Dados biográficos do visconde Sanches de Baena, pp. 405-406.
BÁHLIS,
Jorge
Registro bibliográfico.
t. XLVII, 215-220.
Nota bibliográfica sobre o livro de Jorge Báhlis. Civilização
Pré-históricas, assinada C.F.S. (220).
Balaiada
ARAGÃO, Manoel Ximenes de (1807).
Memórias do Professor Manoel Ximenes de Aragão. As phases
de minha vida.
Genealogia.
t. XXVI, 47-157.
Balaios
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908).
Presidentes do Ceará. Período regencial. 10o presidente,
Bacharel Francisco de Sousa Martins.
t. XV, 5-61.
Banco
Provincial do Ceará.
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908).
Presidentes do Ceará. Período regencial. 7o presidente,
Senador José Martiniano de Alencar (Conclusão).
t. XIII, 119-216.
Entre muitas outras informações o A. notícia a
criação do Banco Provincial do Ceará e transcreve
os seus estatutos.
BANDEIRA,
Thomaz de Aquino Pinto
A commissão de Luiz R. Chaves a Pernambuco. Segundo o testemunho
de Thomaz de Aquino Pinto Bandeira.
t. XXXVI, 324-327.
Tomando os revolucionários de 1824 conta do governo do Ceará,
mandaram Luís Rodrigues Chaves a Pernambuco, a fim de reclamar
de Manoel Paes de Andrade armamento e o mais que preciso fosse para
se proclamar a Republica do Equador. Acompanhou-o Tomás de Aquino
Pinto Bandeira, que relata as peripécias da missão e a
prisão de Chaves.
A bandeira da Confederação do Equador.
t. esp. 1924, 538.
A Bandeira de Pero Coelho. Por Carlos Studart Filho.
t. L, 13-37.
Bandeirantes
dos ares. Por Carlos Livino de Carvalho.
t. XLVII, 160-178.
Um bando do Governo do Ceará sobre a moeda Xemxem.
t. XIV, 279.
Aí se declara quais as moedas que estão em circulação
e se proíbe a circulação da moeda falsificada de
cobre apelidada xemxém.
Banimento
da família ex-imperial, Revogação do
Decreto revogando o banimento da família ex-imperial do Brazil.
t. XXXV, 279-284.
Barão
de Camucim (Homenagem do Instituto do Ceará no dia comemorativo
do primeiro centenário do seu nascimento 2 de fevereiro de 1947).
t. LXIII, 105-116.
Discurso de Leonardo Mota (105-108) e Lauro Chaves (108-116) sobre Geminiano
Maia, Barão de Camucim, comerciante, filantropo e membro do Partido
Liberal, agraciado com o título pelo Rei de Portugal (1893).
Foi Presidente da Associação Comercial.
Barão
de Catuama. João José Ferreira de Aguiar.
t. XXV, 124-128.
Transcrição do Diário de Pernambuco, de 20-11-1888.
Notícia biográfica do Barão de Catuama (1810-1888),
professor, parlamentar e, durante algum tempo, presidente do Rio Grande
do Norte.
Barão
de Studart.
t. XLIII-XLIV, XIII-XIV.
Nota da redação, notíciando que foi conferido ao
Barão de Studart o título de Grande Benemérito
do Instituto e salientando os serviços por ele prestados à
Revista.
t. LII, 217.
Nota da redação anunciando a morte do Barão de
Studart e a edição de um numero especial sobre ele.
t. esp. 1938, 121-122.
Notícia da entrega pelo arcebispo D. Joaquim José Vieira
ao Dr. Guilherme Studart do Breve de 22-1-1900 do Papa Leão XIII,
conferindo-lhe o título de Barão. A notícia é
transcrita dA República, de 7-3-1900.
BARATA,
Manuel de Mello Cardoso (1841-1916).
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Os mortos do Instituto.
t. XXXIII, 343-351.
Dados biográficos do Dr. Manuel de Melo Cardoso Barata, p. 351.
Barbalha,
Município de
Geographia physica e política de Barbalha.
t. XXIV, 130-133.
Transcrição dA União, maio de 1909. Descrição
da cidade, comarca e Município de Barbalha. Fornece dados econômicos
e agrícolas.
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Descripção do Município de Barbalha.
t. II 9-13.
BARBOSA,
Antônio
Documentos para a História do Brasil e especialmente a do Ceará.
(Colleção Studart).
t. XXIV, 215-399.
Os documentos referentes a Antônio Barbosa são os de ns.
11 e 12.
BARBOSA,
Bruno
Confederação do Equador. 1824-1924.
t. XXXVI, 59-63.
Transcrição do Comércio de Santos, de 2-7-1924.
Ligeira notícia sobre a Confederação do Equador.
A Independência no Ceará.
t. XXXVII, 3-6.
Refere ligeiramente a repercussão da Independência no Ceará,
transcreve a ata do juramento da Independência em Fortaleza, publicada
em um livro do Barão de Studart, datada de 24-11-1822, e o auxílio
prestado pelo Ceará na proclamação da Independência
do Piauí e Maranhão.
BARBOSA,
Ruy
COSTA, Antônio Theodorico da (1861-1939).
Ruy Barbosa. (Ligeiro perfil).
t. XXXVII, 146-155.
Discurso.
GOMES, Misael, padre
O apóstolo da República.
t. LXIII, 261-278.
Discurso.
BARBOSA,
Victoriano Soares
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Antônio José Victoriano Borges da Fonseca e seu governo
no Ceará.
t, IV, 189-234. Da p. 235-247, 8 docs.
BARCELOS
José de (1843-1919).
VALIDEZ, Alba
Uma grande figura da história educacional cearense.
t. LXII, 166-179.
BARREIRA,
Américo (1868-1912).
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Os mortos do Instituto.
t. XXIV, 400-405.
Notas biográficas do Dr. Américo Barreira, pp. 401-402.
BARREIRA,
Dolor Uchoa
Associações literárias e científicas no
Brasil, e particularmente no Ceará. Oiteiros.
t. LVII, 148-204.
No capítulo Outeiros, na História da Literatura Cearense
(Editora Instituto do Ceará, 1948, pp. 67-73), Dolor Barreira
retifica pequenos equívocos deste estudo.
Discurso.
t. LVI, 203-218.
Proferido na sessão fúnebre com que o Instituto do Ceará
comemorou, a 17 de agosto, o 30o dia do falecimento de José Pedro
Soares Bulcão. Dá alguns traços de sua vida, comenta
sua obra, transcreve alguns versos e diz que no Instituto ele se distinguiu
como genealogista.
Discurso de recepção ao novo sócio Boanerges Facó.
t. LXV, 278-279.
Discurso de recepção ao novo sócio Carlos Ribeiro,
t. LXII, 351-355.
Discurso de recepção ao novo sócio Fran Martins.
t. LXII, 377-398.
Eça de Queirós e o Brasil.
t. LX, 52-85.
Trata da influência literária de Eça de Queirós
no Brasil, notíciando os conceitos recíprocos entre Machado
de Assis e Eça, e as relações deste com Eduardo
Prado.
Elogio de Clóvis Beviláqua.
t. LVI, 115-122.
Discurso pronunciado na Corte de Apelação, em nome do
Instituto do Ceará, por ocasião da festa comemorativa
da conclusão da obra de Direito Civil de Clóvis Beviláqua,
ou seja com a publicação do seu Direito das Coisas, em
2 vols.
Elogio de Demócrito Rocha.
t. LVIII, 195-206.
Discurso pronunciado em nome do Instituto do Ceará e da Academia
Cearense de Letras, no dia 29 de dezembro de 1943, sobre a obra de Demócrito
Rocha (1888-1943) poeta, orador e jornalista cearense.
Eufrásio de Almeida (Um dos capítulos do 2o tomo da História
da Literatura Cearense).
t. LXIII, pp. 134-144.
Publicado no 2o tomo 1a pte. da História da Literatura Cearense
(Monogr. n0 18) Editora Instituto do Ceará, 1951, pp, 460-474.
Necrológio do Des. Álvaro Gurgel de Alencar.
t. LIX, 263-269,
Por que não escreveu Capistrano de Abreu a História do
Brasil?t. LVII, 223-229.
O autor condensa várias opiniões sobre Capistrano de Abreu.
Afirma que Capistrano não escreveu uma história do Brasil
porque: primeiro, não possuía capacidade filosófica;
e, segundo, porque não pensou, de início e em verdade,
em fazer a história do Brasil. Capistrano foi o históriador
de maior capacidade filosófica que o Brasil já possuiu
e escreveu uma história do Brasil, os seus Capítulos de
História Colonial. A segunda afirmação não
parece exata, conforme se pode verificar pela correspondência
de Capistrano de Abreu citada no prefácio da 4a ed. dos Capítulos
de História Colonial.
Saudando Clóvis Beviláqua, em nome do Instituto dos Advogados
do Ceará.
t. LXI, 1947, 142-148.
Discurso.
BRASIL, Pompeu de Sousa.
História da Literatura Cearense. (Comentários ao livro
de Dolor Barreira)
t. LXII, 180-188.
BARRETO,
Fausto Carlos (1852-1908).
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Os mortos do Instituto.
t. XXX, 365-374.
Dados biográficos de Fausto Barreto, pp. 367-369.
BARRETO,
Miguel Coelho Sá
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Os mortos do Instituto em 1909.
t. XXIII, 395-408.
Dados biográficos de Miguel Coelho Sá Barreto, pp. 404-405.
BARROS, Antônio Cardoso de
Foral de doação e mercês mandado passar em favor
de Antônio Cardoso de Barros. (Documento da Colleção
Studart).
t. XXIII, 10-16.
No t. XXXIII, pp. 294-299, há um estudo do Barão de Studart
sobre Antônio Cardoso de Barros.
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Antônio Cardoso de Barros.
t. XXXIII, 294-299.
BARROS,
João de (1496-1570).
Foral de direitos e mercê mandado passar em favor de João
de Barros. Dito em favor de Ayres da Cunha. (Documento da Colleção
Studart).
t. XXIII, 3-9.
BARROS,
João de
Regresso? A Hélio Lobo.
t. LI, 462-463.
Crônica.
BARROS,
José da Costa (1779-1839).
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Cearenses presidentes da Província do Ceará.
t. XXXVI, 236-241.
Pequena notícia de José da Costa Barros, primeiro presidente
do Ceará, 1824-1825.
BARROS,
José de Paula Leite de ( -1939).
Os mortos do Instituto.
t. LIII, 271-272.
Regista-se a morte do sócio José de Paula Leite de Barros.
BARROS,
José Júlio de Albuquerque
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Cearenses presidentes da Província do Ceará.
t. XXXVI, 236-241.
Pequena notícia do Dr. José Albuquerque Barros, 41o presidente
do Ceará, 1878-1880.
BARROS,
Pedro José da Costa (1779-1839).
BOITEUX, Lucas Alexandre.
O Tenente-Coronel Pedro José da Costa Barros.
t. XLV, 133-144.
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908).
Presidentes do Ceará. Primeiro Reinado. 1o Presidente, Coronel
Pedro José da Costa Barros.
t. IV, 43-71.
BARROSO,
Benjamin Liberato
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Geographia do Ceará.
t. XXXVII, 160-384.
Dados biográficos do coronel Benjamin Liberato Barroso, que governou
o Ceará de 1914 a 1916, p. 232.
BARROSO,
Gustavo
Os camellos do Ceará.
t. XLI, 69-74.
Transcrição dO Jornal, de 6-5-1921. O A. procura provar
que a afirmativa do viajante e pintor francês F. Biard de que
vira nas praias de Fortaleza camelos não era inexata. O A. consultou
o Barão de Studart, que lhe forneceu os dados históricos
sobre a introdução dos camelos no Ceará, em 24
de julho de 1859. Conta a história desses animais importados
oficialmente e diz que nada mais se sabe deles depois que foram comprados
em leilão em 1867. Cita outra tentativa feita no Peru de introdução
dos camelos. O livro Dois anos no Brasil, de F. Biard, está hoje
traduzido e publicado na Brasiliana, v. 244, 1945.
BARROSO,
Z
Uma página da História Pátria. José de Alencar.
T. XXXII, 345-357.
Artigo datado de 15-7-1918. O A. conta detalhes da vida de José
de Alencar e se interroga por que não se publicou até
aquela época uma biografia do escritor cearense. Recorda a política
do Império a propósito da exclusão por D. Pedro
II do nome de José de Alencar para senador pelo Ceará.
Publica duas poesias de Alencar, escritas na época de estudante.
BARTOLOMEU,
Floro
SOBREIRA, Azarias, padre
Floro Bartolomeu O caudilho bahiano.
t. LXIV, 193-202.
BASTIDE,
Roger (1898).
Dados biográficos.
t. LX, 289.
BASTOS,
Filinto
Homenagem à memória do Cons. João Nepomuceno Torres.
t. XXIX, 143-151.
Transcrição do discurso pronunciado pelo Cons. Filinto
Bastos, orador na sessão fúnebre do Instituto Geográfico
e Histórico da Bahia, em homenagem à memória do
Conselheiro João Torres, que foi também membro do Instituto
do Ceará. O A. oferece dados biográficos do extinto, que
nasceu em 1855 e morreu em 1913.
BATISTA,
Cícero Romão, padre
CARVALHO, Carlos Livino de (1881)
A tomada do Crato.
t. XLVI, 119-136.
SOBRAL, Lívio (pseudônimo do pe. Azarias Sobreira).
O Padre Cícero Romão.
t. LIV, 136-141; t. LV, 176-179; t. LVI, 110-114; t. LVII, 285-296.
TÁVORA, Manuel do Nascimento Fernandes
O padre Cícero. (Considerações sobre sua mentalidade
e ação social).
t. LVII, 268-281.
Baturité.
Subsídio geográfico, histórico e estatístico.
Por Pedro Catão.
t. LI, 49-99; t. LII, 177-200; t. LIII, 155-198.
Baturité
AMORA, Gil
O Município de Baturité.
II, 177-197.
Registro dos autos de erecção de real vila de Monte Mor
o Novo da América.
t. V, 82-106 e 265-300.
CATÃO, Pedro
Subsídio geográfico, histórico e estatístico
t. LI, 49-98; LII, 177-200; LIII, 155-198.
BAZET,
Margarida, irmã.
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXIV, 351-358.
Pequena notícia da Irmã Margarida Bazet, superiora do
Colégio Imaculada Conceição, pp. 354-355.
Beberibe,
Vila do
SANTOS, Benedicto A. dos
Para a história de algumas localidades cearenses.
t. XXIII, 189-265.
O autor trata, entre outras localidades, da Vila do Beberibe, pp. 247-252.
BECK,
Mathias
Diário da expedição de Mathias Beck ao Ceará
em 1649. Traducção do hollandez por Alfredo de Carvalho.
t. XVII, 325-405. 1 planta.
Trata-se de documento importantíssimo para a história
do Ceará. Foi trazido por José Higino Duarte Pereira do
Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais em Haia. A publicação
do documento é precedida de uma nota introdutória de Alfredo
de Carvalho. Nas pp. 331-383 se vê o Diário e mais informações
de
105 Matias Beck do Ceará (Journael en andere bescheyden van Mathias
Beck uyt Siara), que compreende o período de 18 de março
a 3 de maio de 1649. A parte do Diário de 4 de maio a 22 de julho
não foi encontrada por José Higino. A seguir, vem o Diário
do que aconteceu depois da partida do capitaine des armes Roberto Bruyn
(Continuação do diário escripto no Ceará
pelo S. Beck) (pp. 385-405), que compreende de 23 de julho a 9 de setembro
de 1649. Entre as pp. 372-373 ocorre a reprodução de uma
excelente planta do Forte Schoonenborch.
BELASBY,
Roberto Gow
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXII, 230-231.
Belasby foi autor de um projeto para o abastecimento de água
e a construção de esgotos de Fortaleza.
BELMAR,
A. de
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXII, 232; t. XXXIV, 353.
Belmar
foi autor de Voyage aux Provinces Bresiliennes du Para et des amazones
em 1860...
Beneditinos
Rescripto e despacho da erecção canonica da Abbadia de
S. Cruz de Quixadá.
t. XVII, 299-300.
LUNA, Joaquim G. de, monge beneditino.
Os monges beneditinos no Ceará.
t. LXVI, 192-288; t. LXVI, 220-240.
Documento a respeito duma fundação da Ordem de S. Bento
no Ceará.
t. XVI, 126-133.
BENEVIDES,
Augusto Tavares de Sá e
Apontamentos para a história do termo de Maria Pereira.
t. LVI, 83-90
Traça a história do termo de Maria Pereira a partir de
1835, quando era julgado. O Município foi criado pela Lei 550,
de 2711-1851. Dá os nomes dos juízes municipais que ali
serviram, bem como dos juízes de direito e promotores da comarca.
Transcreve algumas notas curiosas tiradas de inventários antigos.
Mombaça.
t. LXI, 247-270.
Estuda a origem do nome Mombaça, nome do Município situado
nos sertões do Ceará e seus primeiros habitantes.
1o Centenário do Município de Mombaça. (27 de novembro
de 1951).
t. LXV, 139-145.
A Lei n0 550, de 27 de novembro de 1851, criou o Município de
Mombaça. O A. relembra as origens deste e dá a lista dos
que exerceram as funções de chefe do executivo municipal.
BERFORD,
Antônio de Sales Nunes
Officio ao Ministro do Imperio José Feliciano Fernandes Pinheiro
sobre Conrado J. de Niemeyer.
t. XXIV, 155-159.
É datado de 28-2-1826. Queixa-se Berford da condição
estranha e descomedida de Conrado Jacob Niemeyer, comandante militar
da província, e relata quais os motivos da indisposição
deste contra a sua administração, Termina por pedir sua
demissão.
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908),
Presidentes do Ceará, Primeiro Reinado, 3o Presidente, Coronel
Antônio de Sales Nunes Berford.
t. VI, 227-246,
BERGAMO,
Cyrillo de, frei
Apontamentos historicos das capellas da parochia de Canindé,
pelo revdmo. Frei Cyrillo de Bergamo, missionário capuchinho,
t. XXXVI, 430-447,
Dá os nomes e dados históricos das seguintes capelas:
das Pedras, da Piedade, de SantAna, da Caridade, Ad instar do Serrote,
dos Grossos, Ad instar do Londá, dos Veados, da Madeira Cortada,
do Ipu, e da Caiçarinha,
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXII, 191-274.
Notícia de Frei Cirilo de Bergamo (pp. 238-239), missionário
capuchinho, autor da Secção Histórica do Santuário
de São Francisco das Chagas de Canindé, publicado nesta
Revista, 1916.
BERTHOT,
Pierre Florent
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXII, 191-174.
Notícia sobre Berthot, engenheiro contratado para o serviço
de melhoramento do Porto de Fortaleza, pp. 207-209.
BERTOLASO STELLA, Jorge
FERRARIO, Benigno.
Não confundamos.
t. LV, 55-62.
BERTRAND, C. Eg.
Sobre a gende dum echisto bituminoso do Ceará.
t. XL, 13-19.
Em nota inicial (pp. 12-13), Sílvio Fróis de Abreu fala
sobre a tese apresentada por C. Eg. Bertrand ao Congresso Geológico
Internacional, em 1900, sobre carvões gelósicos e carvões
húmicos. Há nesse trabalho referências a um xisto
betuminoso do Ceará. No arquivo do geólogo brasileiro
Gonzaga de Campos encontrou Fróis de Abreu a tradução
da memória de Bertrand, copiou-a e publicou-a aqui.
BETENDORFF, João Felipe, padre (1625-1698).
Extractos da Chronica da missão da Companhia de Jesus em o Estado
do Maranhão pelo Padre João Felippe Betendorff.
t. XX, 37-52.
O Padre Betendorff (1625-1698?) escreveu esta Crônica por sugestão
dos superiores da Ordem, É obra de larga informação,
estendendo-se de 1601 a 1698. o Barão de Studart fez os extratos
aqui publicados pela primeira vez, à vista do manuscrito existente
na Biblioteca Nacional de Lisboa, A edição dessa obra
se fez em 1910, na Revista do Instituto Histórico e Geográfico
Brasileiro, de acordo com a cópia obtida por Gonçalves
Dias na Torre do Tombo, durante sua missão à Europa, em
1854.
Trechos da Chronica do Pe. Betendorff relativos ao Ceará.
t. XXIV, 186-214.
Continuação dos trechos extraídos da Crônica
da Missão da Companhia de Jesus em o Estado do Maranhão,
pelo Pe. Betendorff.
BEVILAQUA Clovis (1859-1944).
Franklin Távora.
t. XLVIII, 277-285.
Notas biobibliográficas de João Franklin da Silveira Távora
(1842-1888), transcritas de um estudo escrito por Clóvis Beviláqua
na Revista da Academia Cearense. (t. IX, 1904).
BARREIRA, Dolor.
Elogio de Clóvis Beviláqua.
t. LVI, 115-122.
Saudando Clóvis Beviláqua, em nome do Instituto do Advogados
do Ceará.
(Discurso).
t. LXI, 142-148.
CLAUDIO, Affonso
Bosquejo biographico de Clovis Bevilaqua.
t. XXX, 155-197.
BEZERRA,
Antônio vide MENEZES, Antônio Bezerra de (1841-1921).
BEZERRA,
Aristoteles
Poesia (Ao Barão de Studart).
t. esp. 1938, 69.
Publicada na Revista do Conselho Central Metropolitano da Sociedade
de São Vicente de Paulo, setembro e outubro de 1938.
BEZERRA,
Leandro
Dr. Leandro Bezerra.
t. XXVI, 206-214.
Artigo transcrito dO Fluminense de Niterói, de 11-6-1907. Dá
traços biográficos de Leandro Bezerra Monteiro, deputado
federal e vereador na Câmara da Paraíba do Sul.
BEZERRA
DE SÁ, Murilo.
Famílias cearenses. Estudo genealógico dos Bezerra de
Menezes.
T. LX, 215-225.
Biblioteca
de empréstimo
ABREU, Cruz Presidentes do Ceará, Segundo Reinado. Cel. Joaquim
Mendes da Cruz Guimarães, 2o vice-presidente em exercício.
(De 1o de agosto de 1850 a 16 de novembro de 1850).
t. XXXVI, 4-43.
O autor historia a administração do coronel Joaquim Mendes
da Cruz Guimarães e entre outros fatos fala na existência
de uma biblioteca de empréstimo em 1849.
BIERRENBACH,
João Cesar Bueno (1872-1807)
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Os mortos do Instituto em 1907.
t. XXI, 415-432.
Dados biográficos de Bierrenbach da pp. 431-432.
Biographia,
Dr. Casemiro José de Moraes Sarmento. Coronel José Antônio
Machado.
t. XX, 345-354.
Dados biográficos de Casemiro José de Morais Sarmento
(1814-1860), pp. 345-349; e de José Antônio Machado (1782-1868).
Biotipologia
BRASIL, Pompeu Pequeno de Sousa.
Biotipologia e genealogia.
t. LXVII, 34-41.
Bispado
do Ceará
Inauguração do novo Bispado do Ceará, desmembrado
do de Pernambuco.
t. VI, 189-190.
Documento oferecido pelo reverendo monsenhor Graça. É
datado de 16-6-1861.
Bispos
do Ceará
FIGUEIREDO, Bruno, padre
Os primeiros bispos do Ceará.
t. XXXII, 71-73.
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Cearenses elevados ao sollo Episcopal.
t. XXXVI, 416-429.
BITANCOURT,
José Maria da Silva ( -1875).
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1841-1908).
Presidentes do Ceará. Segundo Reinado, 12o presidente, Brigadeiro
José Maria da Silva Bitancourt.
t. XXI, 3-11.
BIZARRIA,
Raymundo
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Os mortos do Instituto.
t. XXV, 372-382.
Dados biográficos de Raimundo Bizarria, pp. 372-375.
BOAVIDA,
Luiz Gonzaga
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXII, 191-274.
Ligeira notícia de Lula Gonzaga Boavida e o Ceará, p.
220.
BOITEUX,
Lucas Alexandre
O Tenente-Coronel Pedro José da Costa Barros.
t. XLV, 133-144.
Trecho do trabalho Ministros da Marinha. Oferece uma notícia
biográfica do Tenente-Coronel Pedro da Costa Barros (1779-1839),
que além de ocupar a presidência do Ceará e do Maranhão
e de desempenhar vários outros cargos públicos foi Ministro
da Marinha durante quatro dias, de 15 a 19-11-1823.
BOLÃO,
Luís Ignacio de Azevedo ( -1825).
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Ligeiros traços biographicos dos martyres de 1824.
t. esp. 1924, 618-634.
Dados biográficos de Luís Inácio de Azevedo, apelidado
Bolão, pp, 630-31.
BOMILCAR,
Álvaro vide CUNHA, Álvaro Bomilcar da (1874)
BORGES,
Frederico
Limites entre Ceará e Rio Grande do Norte. Razões finaes.
t. XVIII, 139-195.
Decidida a questão dos limites entre o Ceará e o Rio Grande
do Norte, no tocante à barra do rio Moçoró, por
sentença arbitral firmada pelo conselheiro Lafaiete Rodrigues
Pereira, na qual ficou reconhecido o direito do Ceará, não
se conformou o Rio Grande do Norte. Levada a causa ao Judiciário,
são aqui transcritas as razões finais assinadas pelo Dr.
Frederico Borges, nas quais ele reafirma os fundamentos do direito do
Ceará e pede a confirmação judicial da sentença
arbitral. As razões não estão datadas.
BORIES,
Pedro Augusto
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Geographia do Ceará.
t. XXXVII, 160-384.
Dados biográficos do Dr. Pedro Augusto Borges que governou o
Ceará de 1900 a 1914, pp. 230-231.
BORGES
DA FONSECA, José Vitoriano vide Fonseca, José Victoriano
Borges da
BORMANN,
J. B. de
MATTOS, Cunha
História militar pátria. A campanhia do Uruguay (1864-1865).
t. XXVI, 302-30S.
Ligeiro comentário ao livro do General J. B. de Bormann sobre
a campanhia do Uruguai. Procura retificar alguns enganos.
Borracha
da maniçoba.
t. XV, 110-113.
Transcrição da República, de Fortaleza. Trata-se
da tradução de um artigo do botânico Charles Naudin,
publicado na Revue des Cultures Coloniales, sobre a maniçoba
do Brasil.
BOTELHO,
Diogo
Documentos do tempo de Diogo Botelho relativos ao Ceará.
t. XXVI, 15-27.
BOUCHARDET,
Joanny ( -1919).
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXIV, 351-358.
Pequena notícia de Joanny Bouchardet, p. 356.
BOURROUL,
Estevam Leão (1856-1914).
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Os mortos do Instituto.
t. XXXIV, 364-368.
Necrológio do Dr. Estêvão Leão Bourroul,
pp. 364-365.
BRAGA,
Raimundo Renato de Almeida.
Discurso. (Ao tomar posse como sócio).
t. LVIII, 246-256.
Discurso na recepção do novo sócio Francisco Alves
de Andrade.
t. LXV, 300-303.
Plantas do Ceará.
t. LXII, 21-62.
Estuda, mais do ponto de vista prático que científico,
as plantas nativas ou exóticas. É um inventário
do mundo vegetal cearense.
Plantas do Ceará.
t. LXIII, 145-175.
Dicionário das plantas do Ceará: Letras B e C, até
o verbete Cajazeira.
Plantas do Ceará.
t. LXIV, 95-141.
Dicionário das plantas do Ceará, Letra C (Cajueiro) até
Carmelitana.
Plantas do Ceará.
t. LXV, 229-256.
Dicionário das plantas do Ceará: desde Carnaúba
até Chumbinho.
Um capítulo esquecido da economia pastoril do Nordeste.
t. LXI, 149-162.
Estudo publicado na revista Cultura Política, ano IV, n. 38,
março de 1944, Rio de Janeiro. O autor, baseado em boa bibliografia,
esclarece a história da indústria da carne-seca.
BRAGANÇA,
Luiz de
AULER, Guilherme.
Aspectos da vida de D. Luiz de Bragança.
t. LV, 96-108.
BRANDÃO,
Matheus N.
Explanação relativa aos limites do Ceará com o
Rio Grande do Norte.
t. XIX, 282-290.
Resume os pontos principais da questão de limites entre o Ceará
e o Rio Grande do Norte (barra do rio Moçoró) e transcreve
o questionário que deve ser respondido a respeito dos mesmos
limites. É datado do Rio de Janeiro, 23-5-1903.
BRANNER,
John Casper (1856).
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXII, 191-274.
Boa notícia biobibliográfica de Branner, dando especialmente
conta da expedição Stanford.
BRASIL,
José Cardoso de Moura
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1938).
Naturalidade do Dr. José Cardozo de Moura Brasil.
t. XV, 304-310.
Ainda a naturalidade do Dr. José Cardoso de Moura Brasil.
t. XVI, 60-71.
VASCONCELLOS, Abner Carneiro Leão de Moura Brasil. (Discurso).
t. LX, 277-286.
BRASIL,
Pompeu Pequeno de Sousa
Arte, sua crítica e evolução.
t. LXIII, 117-133.
Desenvolvendo a tese de que Arte é expressão, o A. expende
considerações próprias e alheias e critica Croce.
Trata da crítica de arte, procura fórmulas matemáticas
de crítica científica e, finalmente, trata da evolução
artística.
Biotipologia e genealogia.
t. LXVII, 42-59.
O A. trata das correlações entre a biotipologia e a genealogia,
tomando como base de aplicação seus filhos.
Em torno da genealogia cearense.
t. LXIV, 178-192.
Comentário ao artigo de Raimundo Girão, Notas para uma
introdução à Genealogia Cearense, e sugestões
para o plano do mesmo.
História da Literatura Cearense. (Comentários ao livro
de Dolor Barreira).
t. LXII, 180-188.
Comentário crítico sobre o lo tomo da História
da Literatura Cearense de Dolor Barreira.
BRASIL Thomaz Pompeu de Sousa (1852-1929).
Discurso proferido pelo Sr. Dr. Thomaz Pompeu na sessão de 12
de março de 1889, por occasião de sua posse de socio effectivo.
t. III, 106-112.
Juízo histórico do Senador Pompeu sobre factos do Ceará.
t. IX, 5-54.
O autor narra fatos ocorridos no Ceará e tece sobre os mesmos
considerações pessoais. Fala sobre as secas de 1825, 1826
e 1827, acusando o Coronel José Antônio Machado de má
distribuição dos donativos feitos para as vítimas
das secas. Chama atenção para o recrutamento de 1825 e
1826 e para a mortandade dos recrutas. Fala na administração
da justiça e na ignorância dos magistrados. Relata ocorrências
no Crato e Jardim, de 1817 a 1832, o motim militar de 27-8-1828, as
lutas entre o Tenente-coronel Conrado Jacob Niemeyer, comandante das
armas, e Berford, presidente da província, e a revolta de Joaquim
Pinto Madeira, publicando alguns documentos. Em contradita às
afirmações do Senador Pompeu sobre o Coronel José
Antônio Machado e a seca de 1825-1827, escreveu Paulino Nogueira
Borges da Fonseca o artigo intitulado Coronel José Antônio
Machado injustamente acusado pelo Presidente Coronel Antônio de
Sales Berford. (Seca de 1825 a 1827), publicado às pp. 291-329
deste mesmo tomo.
População do Ceará.
t. III, 78-104.
Trabalho demográfico apresentado pelo autor ao Instituto a fim
de ao candidatar à vaga do sócio falecido José
Sombra. Resume os dados estatísticos encontrados em vários
autores sobre o Século XVIII e discrimina os referentes ao Século
XIX, consignando a população de cada paróquia e
freguesia e o número de homens e mulheres, livres e escravos,
alfabetizados e analfabetos. É trabalho consciencioso e de grande
utilidade.
População do Ceará.
t. IV, 72-77.
Fala na necessidade da estatística, refere-se à mortalidade
infantil, dizendo ser a mesma relativamente insignificante, provindo
geralmente do defeito da alimentação segundo várias
estimativas, desde 1775 até 1888, em anos variados. Observa que
o Ceará estava no segundo lugar no quadro da densidade de população
das províncias do Império.
População do Ceará. Em 1889.
t. IV, 253-272.
Servindo-se dos dados estatísticos encontrados em relação
a alguns anos, o A. procura estabelecer a lei do desdobramento da população
no Ceará, calculando-a em percentagem não inferior a 2,5%
anualmente. A seguir, confronta o seu cálculo com os dados relativos
a assentos de batizados e casamentos. Publica uma tabela dos batizados
e casamentos desde o ano de 1878 até 1887.
Trechos do livro O Ceará no Século XX
t. XXIX, 323-344.
Transcrevem-se alguns trechos do livro O Ceará no começo
do Século XX, Fortaleza, 1909. Os trechos se referem à
configuração do solo, litoral, sertão, hidrografia,
lagoas, ilhas, cavernas, minerais, clima e temperatura.
ANDRADE, Francisco Alves de
A propósito do centenário do Dr. Thomaz Pompeu de Souza
Brasil.
t. LXVI 5-29.
CATUNDA, Hugo
O Senador Pompeu.
LVII, 39-43.
Parecer da comissão de admissão de sócios.
t. III, 77.
Parecer sobre a admissão do Dr. Thomaz Pompeu de Sousa Brasil
como sócio do Instituto. Datado de 27 de fevereiro de 1889.
SOUSA, José Bonifácio de
O centenário de Tomás Pompeu de Sousa Brasil. (Discurso).
t. LXVI, 313-320.
BRASIL, Thomaz Pompeu de Sousa, sobrinho
Açude Quixeramobim.
t. XXVI, 215-279.
Magnífica memória sobre os problemas da seca e seus remédios.
Estuda, a princípio, as zonas áridas e a irrigação
sistemática em várias partes do mundo, detendo-se, especialmente,
nas primeiras iniciativas cearenses, desde a época imperial.
Faz um bom histórico das várias medidas tomadas desde
1884 com a autorização para a construção
do açude de Quixadá, concluída em 1906, depois
do impulso devido à grande seca de 1888. Enumera as vantagens
econômicas e sociais da solução da seca, com o aproveitamento
de áreas enormes. Estuda depois o açude de Quixeramobim,
fazendo o histórico da vila, elevada à cidade em 1856.
Estuda, a seguir, num capítulo especial, denominado Bacia hidrográfica,
os aspectos botânicos, clima, temperatura, os dados hidrográficos
e o projeto de construção. Contém uma pequena bibliografia.
É uma memória de indiscutível importância
para a história das secas no Ceará.
Alguns aspectos da geografia humana cearense.
t. LIV, 153-192.
Trata da conquista da terra, dos rios, da caatinga e dos índios.
Mostra a luta contra o clima e na apropriação do solo.
Trata ainda do efetivo humano e das concentrações demográficas
no Ceará. É trabalho muito informativo.
Barão
de Studart.
t. esp. 1938, 309-111.
Notas biográficas do falecido Barão de Studart. Transcrição
do Boletim do Rotary Clube de Fortaleza, de 16-11-1938.
A capacidade irrigatória do açude Orós.
t. XLI, 159-166.
Diz o A. que o assunto predileto sobre as grandes obras de irrigação
do Nordeste brasileiro foi sempre da capacidade irrigatória dos
açudes, especialmente o de Orós, o maior e mais eficiente
dentre os dez que a Inspetoria de Secas pretendia construir. Como até
então não se estabelecera a verdadeira capacidade irrigatória
do Orós, variando de 40.000 a 200.000 hectares por ano as estimativas,
decidiu o A. fazer paciente investigação, procurando uma
solução que acabasse com a divergência, que provinha
do modo irregular e empírico com que se discutia a questão.
Neste artigo escreva as suas conclusões, terminando por afirmar
que a capacidade do Orós é de 85.000 hectares de terra,
mesmo que sobrevenham dois anos sucessivos de grandes secas.
Contribuição para o estudo das afinidades do Kariri.
t. XLII, 3-21.
Após algumas considerações gerais sobre os Cariri,
apresenta grupos de palavra mostrando afinidades das mesmas com os grupos
tupi, animará, ketchua, caribe e gê, e sugerindo que as
línguas apontadas resultam da diferenciação de
um mesmo idioma, falado em qualquer região da América,
porém mais antigo.
Os crânios da gruta do Canastra.
t. LVI, 153-193.
Valiosa contribuição à antropologia física
dos índios do Brasil. Em 1937 a Sociedade Cearense de Geografia
e História de Fortaleza informada de que na serrota do Corrente,
perto do lugar Santa Maria do Município de Sobral fora descoberto
um cemitério indígena, constitui uma comissão para
exame do mesmo. A comissão encontrou alguns vasos de argila,
de forma troncocônica, com ossadas, agrupados uns ao lado doa
outros. O material antropológico foi obtido pelo Instituto do
Ceará e constitui o objeto do presente estudo craniológico.
São 12 os crânios estudados. Há ainda observações
complementares e comparações étnicas, O autor indica
as obras e autores consultados.
Discurso.
t. esp. 1924, 5-10.
Pronunciado na sessão comemorativa do 1o centenário do
jornalismo cearense a 1o de abril de 1924. Traça em resumo, a
história do jornalismo cearense.
Discurso.
t. esp. 1924, 581-593.
Discurso pronunciado na sessão solene do Instituto a 26-81924,
comemorativa do primeiro centenário da Confederação
do Equador. O A. comenta a obra de Eusébio de Sousa e procura
investigar a psicologia daquela época. Estuda as origens do movimento,
acentuando a agitação e anarquia provocadas pela Independência.
Os dois primeiros capítulos da proto-história cearense.
t. LVII, 71-147.
Trata-se de excelente estudo, de grande erudição, contendo
os dois primeiros capítulos do livro Proto-história do
Ceará, monografia no 4 da História do Ceará. Editorial
do Instituto do Ceará, 1946, 243 p.
Dois topônimos cearenses. (Quixeramobim e Ubatuba).
t. LIV, 63-67.
O A. transcreve uma carta de Teodoro Sampaio ao Sr. Luís Studart,
datada de 3 de abril de 1931, a propósito dos dois topônimos
Quixeramobim e Ubatuba. Sampaio entende que a palavra Quixeramobim não
é de origem cariri, mas de outro grupo tapuia, e que a palavra
Ubatuba é de origem tupi. Tomás Pompeu tece algumas considerações
em torno da carta e dos dois topônimos, discordando quanto à
significação da palavra Ubatuba.
Ensaio de crítica científica de arte.
t. LVI, 123-134.
O A. examina as possibilidades de uma teoria científica da crítica
artística.
Estrutura geológica do Ceará. Noções estratigráficas
e geogenia.
t. LV, 159-175.
O A. estuda o complexo cristalino, a era proterozóica, as denudações,
a era mesozóica, cenozóica e paleozóica ou quaternária.
Esboça depois a geogenia do território cearense. Trata-se,
assim, de contribuição à geologia do Ceará.
Etimologia de algumas palavras indígenas.
t. XXXIII, 208-227.
O A. interpreta algumas palavras de origem indígena.
O fator moral na construção doa grandes açudes.
As grandes barragens cearenses.
t. XLVII, 78-88.
Este trabalho foi originalmente publicado nO Povo de 26-3-1931. Trata-se
de crônica sobre as responsabilidades morais doa engenheiros construtores
de açudes. O A. aponta os males que poderiam causar os desastres,
desabamentos e rompimentos dos açudes. O homem do Nordeste.
t. LI, 321-388.
O A. pretende definir o homem nordestino e para isso faz uma análise
da geografia histórica da região do Nordeste. Estuda a
área da caatinga, seu clima, temperatura, a casa, família,
caminhos, as etnias, a história do povoamento com a introdução
dos negros, a influência indígena e a miscigenação.
Procura determinar o normotipo, descrevendo a alimentação,
trabalho, várias qualidades físicas e intelectuais, as
doenças mais freqüentes. Estuda a moral sertaneja e o direito
penal do sertão, a economia e o meio comercial. Como se vê,
abrange matéria variada e vasta. O autor fornece alguns dados
estatísticos.
Índios fulniôs. Karnijós de Pernambuco.
t. XLIX, 31-58.
O A. escreve uma ligeira introdução sobre os tapuias nordestinos
e especialmente sobre os Karnijós. Declara não aceitar
a classificação de Rodolfo Garcia de que os Karnijós
são Cariri. Baseia-se em material lingüístico recolhido
por Mário Melo, J. C. Branner e um Sr. Jacobina, do Serviço
de Índios, para afirmar que a língua dos índios
Karnijó difere consideravelmente da dos Kariri. Não nos
parece suficiente o acervo lingüístico aproveitado pelo
autor para uma conclusão tão positiva. Seguem-se as notas
gramaticais. Índios merrime.
t. XLV, 5-35.
O autor faz algumas considerações gerais sobre os índios
do Maranhão; publica um quadro lingüístico comparativo
para dar uma idéia da uniformidade lingüística das
tribos indicadas e, finalmente, apresenta um vocabulário merrime-português,
por ele organizado com três grupos de índios. Os Merrime
pertencem ao grupo dos índios Canela e o A. dá uma nota
bibliográfica sobre o que se tem escrito sobre eles. O vocabulário
ocupa as pp. 13-35. Trata-se de contribuição original.
Índios Tremembés.
t. LXV, 257-267.
Contribuição histórica sobre os Tremembés,
antigos indígenas habitantes do Ceará.
José Martiniano de Alencar. O Homem.
t. XLIII-XLIV, 1-19.
Após oferecer alguns dados biográficos de José
de Alencar (1829-1877), o A. traça o seu perfil literário,
analisando as suas principais obras. Baseia-se nesta parte nos conhecidos
autores de história literária brasileira.
Lendas mehin.
t. XLIX, 189-217.
O A. precede a publicação de algumas lendas mehin de considerações
gerais sobre a relação entre as lendas e os sonhos. Os
índios Mehin vivem no sertão do Maranhão, bacia
do rio Corda. As lendas transcritas são as seguintes: Kenegumã
e Hokti (sobre a origem dos pássaros); Menegumã e Kukói,
Dzawô, Tet, Txuá e Pótxête, Pódwô,
Pud e Pudiêra (sobre o sol e a lua), Aukê. A seguir, vêm
Notas sobre as lendas, explicando a sua significação.
Os litóglifos da Pedra do Oratório e uma hipótese
relativa às origens das inscrições rupestres.
t. XLVIII, 5-30.
O A. descreve e estuda os litóglifos da Pedra do Oratório,
situada a 59 km ao sul da cidade do Quixadá. Formula a hipótese
de que a inscrição teria sido uma das antigas, quiçá
até das primeiras que foram gravadas na América do Sul,
rivalizando, neste ponto, com algumas do oeste da América do
Norte.
O mapa de Pero Coelho. Considerações gerais, autoria,
data, toponímia.
t. LXII, 139-165.
O autor estuda o mapa geográfico seiscentista, elaborado na 1a
década do Século XVII, por Pero Coelho de Sousa. Como
todos os trabalhos do autor, este examina exaustivamente o valioso documento
cartográfico, apenso ao Manuscrito Razão do Estado do
Brasil, escrito na segunda década daquele Século. O exame
toponímico e o estudo da relação com outros mapas
constitui uma das mais valiosas contribuições deste artigo.
O Nordeste e as suas feições geográficas mais características.
t. LII, 57-141.
Boa descrição do clima, hidrografia, rios, serras, planaltos
e planícies do Ceará. Como contribuição
à geografia estadual merece ser consultada.
Nota bibliográfica sobre o livro de Rodrigo Otávio Les
sauvages americains devant le droit.
t. XLVII, 217-220.
Parenthese geographico.
t. XLVI, 137-176.
Trata-se de crítica ao livro de Fidelino de Figueiredo Parêntesis
antigeográfico. A enorme análise não é ordenada,
clara e bem fundamentada. O A. faz grandes explanações
teóricas sobre a história e sociologia, comparando-as
com a patologia, a biologia, etc.
Pontos controvertidos.
t. XLVI, 233-240.
Responde à crítica que lhe fez Carlos Pereira, a propósito
do artigo que escrevera sobre o Retrato do Brasil, de Paulo Prado.
Povoamento do Nordeste brasileiro.
t. LI, 107-162.
Valiosa contribuição para a história do povoamento
do Nordeste. O A. estuda os primitivos habitantes, os ciclos de povoamento
(3 cicls.), e o estado atual da distribuição demográfica.
Pré-História Cearense.
t. LXVI, 36-181.
O A. trata do povoamento pré-colombiano do Nordeste Brasileiro.
É nova contribuição do A. da Proto-História
Cearense (1946). Lista das obras consultadas às pags. 166-181.
Proto-história cearense. Cap. 3 e 4.
t. LVIII, 15-173.
Contém o 3o e 4o capítulos do erudito e competente estudo
reproduzido na monografia no 4, Proto-história do Ceará,
1946, Editora do Instituto do Ceará, p. 243. Retrato do Brasil.
Pequenos retoques.
t. XLIII-XLIV, 145-246.
O A., receoso de que a obra de Paulo Prado, Retrato do Brasil, repercutisse
desfavoravelmente na mocidade brasileira, decidiu criticá-la,
negando a tese de que a cobiça e a luxúria do colonizador
português provocassem a tristeza brasileira. Seu trabalho é
longo, mal ordenado, sem sistema e sem boa base teórica, citando
escritores de autoridade contestável e não recorrendo
à documentação original. Tenta provar, por exemplo,
que a tese de Paulo Prado de que a era dos descobrimentos foi em parte
o resultado da libertação, no mundo ocidental, do medo
de Deus e do Diabo, é falsa, porque a Inquisição
continuou a regular a vida dos povos cristãos. O A. se esquece
que a Inquisição só apareceu exatamente porque
a heresia, a descrença e o ceticismo começavam a invadir
a alma católica, antes incapaz de se insurgir. A Inquisição
é assim uma reação à liberdade de pensamento.
Essa crítica foi também publicada em folheto.
Significação de algumas palavras indígenas.
t. XLVII, 179-184.
O A. interpreta as seguintes palavras indígenas: acaracu, aracoiaba,
crateús e papará. Taquias do Nordeste.
t. LIII, 221-235.
O A. começa mostrando a dificuldade em verificar a que grupo
étnico lingüístico pertence cada uma das numerosas
tribos tapuias. Distingue a cultura tapuia de caráter continental
da tupi litorânea no Nordeste do Brasil, e define na época
protocolonial três áreas culturais: 1) a litorânea
dos tupi, que dominavam a costa: 2) sublitorânea que se expandia
além do litoral; e 3) a do Interior, onde viviam os cariri. Com
os poucos dados lingüísticos disponíveis, procura
distinguir duas grandes famílias tapuias da região: a
dos Tarairiu e a dos Kariri.
Os tapuias do Nordeste e a monografia de Elias Herckman.
t. XLVIII, 7-28.
O A. faz, a princípio, uma interessante introdução
sobre o conhecimento colonial relativo aos tapuias, declarando que antes
da invasão holandesa tudo que se sabia provinha dos tupi inimigos
dos tapuia. Aponta os cronistas e missionários que entraram em
contacto com os cariri e afirma finalmente que a descrição
de E. Herckman avulta pela abundância de detalhes e fidelidade
dos informes. Dedica pequeno trecho a esta monografia, dizendo serem
suas informações justas e de muito valor sobre o aspecto
etnográfico e histórico. Transcreve então o trecho
da Descrição sobre os Costumes dos Tapuias, segundo a
tradução feita em 1886 por José Higino na Revista
do Instituto Arqueológico e Geográfico Pernambucano. As
notas de pé de página, críticas e comparativas,
baseadas em cronistas da época, permitem extrair excelentes dados
sobre a vida e os costumes dos tapuias nordestinos. É, assim,
contribuição original, valiosa e interessante, não
só para a etnografia como para a história dos holandeses
no Brasil.
Sistema de parentesco dos índios Cariris.
t. LXI, 163-180.
O A., com sua reconhecida competência e baseado em excelente e
moderna bibliografia, estuda a região, a família, a estrutura
terminológica e o sistema de parentesco dos Cariri.
Topônimos indígenas dos Séculos XVI e XVII na costa
cearense.
t. LIX, 156-205.
Magnífica contribuição sobre os topônimos
indígenas no Ceará. O A., com alta competência e
rigoroso método, declara de início que os velhos indígenas
da costa do Ceará, considerada do delta do rio Parnaíba
à foz do rio Apodi, podem ser enquadrados dentro de vários
períodos ou cilos, com significação própria
e regular caracterização. Afora o estudo individual de
cada topônimo, a parte inicial é uma admirável lição
de método histórico aplicado a estes estudos.
Vicissitudes da costa cearense.
t. LX, 116-184.
O A., em suas próprias palavras, fixa os primitivos extremos
das costas cearenses ao sul e ao norte e, em seguida, acompanha o processo
de expansão e retração até a fase atual,
quando, estabilizada definitivamente a linde setentrional, na foz do
rio Timonha, se intenta acertar de modo permanente o limite meridional
em um pontos contestados: foz do rio Apodi, advogada pelo Estado do
Ceará, ou Morro do Tibau, almejado pelo Estado do Rio Grande
do Norte.
Vocabulário dos índios mutuans do Yamundá.
t. L, 69-77.
Baseado em vocabulário mutuan, colhido pelo Sr. Tristão
de Carvalho, o A. aventa a hipótese de que o falar desses índios
mutuans seja Karaiba. Acresce que moram numa região em que predominam
os Karaiba. Após algumas observações gerais, dá
o vocabulário comparativo, com 25 línguas indígenas.
MAGALHÃES, Basílio de
Três obras de história.
t. LXIII, 279-282.
Resenha crítica sobre a Proto-história Cearense, de Pompeu
Sobrinho.
Notas e transcrições.
t. XLV, 223-240.
Às pp. 227-233, Carlos Pereira comenta a monografia de Pompeu
Sobrinho críticando o Retrato do Brasil, de Paulo Prado.
Registo bibliographico.
t. XLIII-XLIV, 364-374.
Notícia bibliográfica do livro O cearense e a literatura
regional, de Pompeu Brasil, assinada A. T. (373-374).
Brasil
Holandez. Por J. B. Hafkemeyer.
t. XXXVI, 294-307.
Crítica bibliográfica do livro de Waetjen: O Império
colonial holandês no Brasil, Gotha e Haag, 1921. Resume partes
do livro e transcreve algumas informações econômicas.
BRESCIA,
Timoteo Zani da, frei
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Estrangeiros e Ceará.
t. XXXII, 191-274.
Notícia de Frei Timoteo Zani da Brescia, missionário capuchinho,
autor de Al Pará, Maranhão e Ceará, Brasile del
Norde, Note de viaggio, 1903 (pp. 241-242).
BRICOUT,
Pierre
Registro bibliográfico.
t. XLVII, 215-220.
Nota bibliográfica sobre o livro de P. Bricout Microenergética,
assinada A. T. da C. (216.).
BRÍGIDO,
Virgílio (1854-1920).
Ligeiras considerações sobre as lutas de 1824.
t. II, 3-8.
O A. descreve alguns episódios sangrentos das lutas de 1824 que,
segundo ele, foram inteiramente inspiradas pelo fanatismo de um povo
ignorante e sectário.
O pessimismo. (Conferência).
t. III, 123-140.
Dissertação acadêmica sobre o pessimismo na Filosofia,
desde a antiguidade. Sem a menor importância.
BRITO,
Raymundo Farias ( -1917).
Divagações em torno de uma grande mentalidade.
t. VI, 115-133 e 193-199.
Artigo expositivo sobre a filosofia de Spencer e o método associacionista.
CUNHA, Álvaro Bomilcar da (1874-1957).
Farias Brito.
t. XLVIII, 83-87.
O A. faz ligeiras considerações sobre a obra de Farias
Brito, falecido em 1917.
Um inédito de Farias Brito.
t. LIV, 125-135.
BRITO,
Anísio, ed.
Documentos relativos à adhesão do Piauhy à Confederação
do Equador, Colligidos pelo Dr. Anísio Brito.
t. XXXVI, 76-163.
Documentos e peças oficiais sobre a adesão do Piauí
à Confederação do Equador. A maioria dos documentos
é assinada por Manoel de Souza Martins, Barão da Parnaíba,
Presidente da Província, e datados de 1824 e 1825. Contêm
três peças de Tristão Gonçalves de Alencar
Araripe, datadas de 3 de maio, 14 de maio e 16 de junho de 1824.
BRUNDSEIL,
João
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXII, 191-274.
O Barão trata, às pp. 205-206, de Brundseil, pintor e
desenhista alemão. A ele se devem as pinturas que adornavam as
bandeirolas das portas do salão nobre do Palácio dos Presidentes
do Ceará e retratos de várias famílias de Fortaleza.
BRUNET,
Luís ou João Jacques
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXIII. 239-248.
Entre outros estrangeiros que estiveram no Ceará, o A. regista
o nome de Luís ou João Jacques Brunet, com uma pequena
notícia.
BUEJO,
Paul
Reminiscências de um simples.
t. XLVII, 65-77.
O A. historia a vida política cearense desde a presidência
de J. J. de Albuquerque Barros até a Republica. Conta em detalhes
as lutas partidárias dos liberais e conservadores e a influência
dos ministérios federais na política cearense. O autor
recorda pessoalmente alguns fatos sucedidos no governo de Sátiro
Dias (1883), quando era criança, até a instalação
da Republica. Dá uma lista bibliográfica dos trabalhos
consultados.
BULCÃO,
Hiram Soares
Discurso.
t. LVI, 218-222.
Proferido em agradecimento, em nome da família Soares Bulcão,
na sessão de 17 de agosto de 1942, em que o Instituto do Ceará
comemorou o 30o dia do falecimento de José Pedro Soares Balcão.
(1873-1942).
BULCÃO,
José Pedro Soares (1873-1942).
Arraial. (Villa de S. João da Uruburetama).
t. XLV, 145-178.
Estudo bem documentado, embora mal ordenado, sobre a mudança
do nome da Vila de São João da Uruburetama. Só
a partir de 1899 é que, por termo de 28 de julho, se deu à
Vila de São João do Arraial a atual denominação
de São João de Uruburetama, inovação que
o A. considera desnecessária e sem justificativa.
O comendador João Gabriel.
t. LIII, 199-205.
O A. procura corrigir e retificar enganos e omissões cometidos
em artigo anterior, sobre o mesmo assunto (t. 46, 1932). É extraído
do Almanaque do Ceará de 1939.
O Commendador João Gabriel. A origem do nome Acre.
t XLVI, 25-40.
O A. escreve a biografia de João Gabriel de Carvalho e Melo (1820-1895),
primeiro cearense emigrado para o Interior do Amazonas e iniciador das
correntes imigratórias que se sucederam desde as grandes secas
de 1845-1871, para aquela província. João Gabriel levou
em 1857 para Itapá, perto da foz do rio Purus, 40 famílias
maranhenses e cearenses, destinadas a explorar os seringais, óleo
de copaíba, salsa, etc. Explorou o Purus acima até Arimá
e Tauariá, onde se localizou definitivamente e onde viveu o resto
de sua vida, mesmo depois de ter chegado além da confluência
do Acre. Em 1869 voltou ao Ceará e, retornando no mesmo ano,
levou 53 amigos e parentes, os quais, de volta ao Ceará, iniciaram
a partir de 1877, data da grande seca, o movimento imigratório
cearense para o Amazonas. Foi assim um dos grandes colonizadoras e exploradores
da indústria extrativa amazonense.
Plácido de Castro.
t. LI, 185-199.
Descreve a ação de Plácido de Castro, revolucionário
e administrador que organizou políticamente o Estado Independente
do Acre, após a capitulação definitiva dos bolivianos
em 24-1-1903 e governou o Acre Meridional. Mostra a origem de sua fortuna,
feita na exploração dos seringais e no comércio
de gado.
S. José da Serra de Uburetama. Freguezia de Nossa Senhora das
Mercês, antiga Vila da Imperatriz, hoje Vila Velha.
t. LIII, 237-262.
Historia o autor a criação da freguesia de Nossa Senhora
das Mercês, no local onde se erigiu a capela de Nossa Senhora
das Mercês, em 30-8-1757. Segue-lhe o desenvolvimento, contando
lutas e sucessos de sua história desde a época em que
era denominada de povoado de São José da Serra da Uruburetama,
até sua transferência em Vila da Imperatriz, em 17-10-1823,
e em Vila Velha em 20-12-1938.
Subsidio para a história do Departamento do Alto Puruz.
t. LIV, 5-62.
Diz o autor, em nota preliminar, que estando ele em SerraMadureira nos
anos de 1915 a 1918 como Encarregado do primeiro posto fiscal do Alto
Purus e sendo prefeito do departamento o Dr. Samuel Barreira, foi ele
incumbido de escrever uma história do Alto Purus. Não
quis, entretanto, escrever a parte relativa à administração
do Dr. Samuel Barreira; assim, seu trabalho ficou incompleto. Publica-o
agora, sem atualizá-lo.
Inicia seus subsídios com o descobrimento e exploração,
trata das questões de limites, da administração
amazonense, das insurreições acreana e da ação
de Plácido de Castro, o modus vivendi acordado entre o Brasil
e a Bolívia. Trata ainda das missões peruanas e do incidente
do São Salvador. Fala das negociações diplomáticas
entre o Brasil e o Peru e do Tratado de Petrópolis de 27-11-1903,
entre o Brasil e a Bolívia, que liquidou de vez o litígio
de fronteiras entre as duas nações. Fala da instalação
da Prefeitura do Alto Purus e dos prefeitos que a administraram até
iniciar-se a do Dr. Samuel Barreira.
Os mortos do Instituto em 1942.
t. LVI, 235-239.
Regista-se a morte de José Pedro Soares Bulcão.
ROCHA, Demócrito.
A vida sentimental de Soares Bulcão.
t. LVII, 247-267.
Soares Bulcão.
t. LVI, 200-225.