S
Sá,
João da Costa Carneiro e
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Antônio José Victoriano Borges da Fonseca e seu governo
no Ceará.
t. IV, 189-234. Às pp. 235-247, 8 docs.
Sá,
José Félix de Azevedo e (1781-1827)
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1852-1908)
Presidentes do Ceará. Primeiro Reinado. 2o Presidente, Coronel
José Félix de Azevedo e Sá.
t. V, 239-264.
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Cearenses presidentes da Província do Ceará.
t. XXXVI, 236-241.
Sá,
Luiz Joseph Correa de
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
A exploração das Minas de S. José dos Cariris,
durante o governo de Luiz Joseph Correa de Sá, segundo a correspondência
do tempo.
t. VI, 3-62.
Sá,
Sebastião de
Para a Questão Grossos.
Documentos relativos a Sebastião de Sá, o Capitão-Mor
do Ceará, que para os rio-grandenses-donorte nunca existiu. (Collecção
Studart).
t. XXX, 326-337.
Sabino,
Ignez ( -1911)
Os mortos do Instituto. Pelo Barão de Studart.
t. XXV, 372-382.
Dados biográficos de Da. Inês Sabino ( -1911), pp. 372-373.
Saboia,
Domingos Carlos de (1804-1862)
SANTOS, Benedicto
O Vigário Domingos Carlos de Sabóia.
t. XXII, 377-382.
Biografia do Padre Sabóia, que desempenhou várias funções
no Ceará, além das puramente eclesiásticas.
Sabóia,
Vicente Candido Figueira de
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Os mortos do Instituto em 1909.
t. XXIII, 395-408.
Dados biográficos do Dr. Vicente Cândido Figueira de Sabóia,
pp. 397-404.
Saldanha,
José Cruz (1853-1904)
ROCHA, Augusto
Canindeenses ilustres.
t. XXXV, 168-184.
Dados biográficos de João Cruz Saldanha, pp. 175-180.
Saldanha,
Joaquim José da Cruz (1813-1876)
ROCHA, Augusto
Canindeenses ilustres.
t. XXXV, 168-184.
Dados biográficos de Joaquim José da Cruz Saldanha, pp.
168-172.
SALES,
Antônio (1868-1940)
Nota introdutiva aos Versos alegres (publicação póstuma),
de Abílio Martins.
t. LXIII, 220.
O poeta foi Chefe de Polícia na administração de
Justiniano de Serpa.
Reminiscências. Capistrano de Abreu.
t. XLI, 253-258.
Neste excelente artigo, o A. fixa suas impressões e reminiscências
de Capistrano de Abreu. É valioso para o estudo da personalidade
do grande históriador brasileiro.
FONSECA, Júlio César da, filho (1856-1931)
O Ceará e a proclamação da República.
t. XXXVIII, 342-354.
Os mortos do Instituto em 1940.
t. LIV, 283-287.
Regista-se o falecimento, entre outras pessoas, de Antônio Sales.
Salinas
Carta régia sobre salinas do Ceará.
t. VI, 185.
Datada do Rio de Janeiro. 27-9-1808.
Officio do Governador Ignacio de Sampaio sobre salinas do Ceará.
t. VI, 185-186.
Datado de Fortaleza, 23-12-1815.
Salitre (O) no Ceará. Por Silvio Froes de Abreu.
t. XXXVI, 172-177.
SALVADOR,
Vicente do, frei
Historia do Brazil, de Frei Vicente do Salvador, na parte relativa ao
Ceará.
t. XI, 255-271.
Transcrição dos trechos referentes ao Ceará.
Sampaio,
Antônio de
ALENCAR, Álvaro Gurgel de
General Antônio de Sampaio.
t. XLIII-XLIV, 40-47.
General A. de Sampaio. Apontamentos.
t. XXXVI, 245-253.
Dados biográficos do General Antônio de Sampaio, que tomou
parte na Guerra do Paraguai, na qual foi autor de atos de heroísmo.
Sampaio,
José de Sá Barreto
SOBREIRA, Azarias, Padre
José de Sá Barreto Sampaio. Sertanejo de escol.
t. LIII, 75-97.
SAMPAIO,
Manuel Ignacio de
Officio do Governador Ignacio de Sampaio sobre salinas do Ceará.
t. VI, 185-186.
Datado de Fortaleza, 23-12-1815.
Documentos de 1817-1823. (Collecção Studart).
t. XLI, 231-242.
Entre outros, são aqui publicados três documentos, datados
de 12-6-1817, 25-5-1818, 13-2-1819, relativos à época
de Manuel Inácio de Sampaio no Ceará (1812-1819).
FONSECA, João Nogueira Borges da
D. Bárbara e o Governador Sampaio.
t. XLII, 106-113.
Para o estudo da história da Revolução de 1817.
t. XXXIII, 300-339.
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Administração Manoel Ignacio de Sampaio. (1o Visconde
de Lançada). Parte chronologica.
t. XXX, 201-247.
SAMPAIO,
Theodoro
Da evolução historica do vocabulario geographico no Brasil.
t. XVI, 209-222.
O A. responde a uma crítica que fez Antônio Bezerra na
Revista da Academia Cearense, t. VI, 1901, sob o título Língua
indígena. O nome Ceará, p. 115, sobre o aspecto arbitrário
da etimologia. Dá vários argumentos e exemplos a favor
da validade da etimologia e na parte final insiste na sua hipótese
de que a palavra Ceará significa uma casta de papagaios.
Língua indígena. O nome Ceará.
t. XV, 311-318.
Resposta de T. Sampaio a Cunha Mendes, publicado no Estado de São
Paulo, datada de 29-5-1901. Opina pela significação de
Ci: mãe, origem, fonte; e ara: papagaio: rio ou fonte dos papagaios.
Língua indígena. O nome Ceará.
t. XVI, 35-38.
Transcrição do Estado de São Paulo, de 13-10-1901.
Sampaio acha que Ceará significa uma casta de papagaios. Discute
a faculdade de generalização dos índios.
Sampaio,
Theodoro
BRASIL, Thomaz Pompeu de Sousa, sobrinho (1880)
Dois topônimos cearenses. (Quixeramobim e Ubatuba).
t. LIV, 63-67.
Variedades sobre assumptos cearenses.
t. XII, 75-84.
Transcreve-se, entre outros artigos publicados em jornais, um de Teodoro
Sampaio sobre o gado Caracu.
Sandt,
Guilh. v. den (1827-1912).
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXIII, 191-214.
Notícia de Guilh. v. den Sandt, missionário (218).
Santa
Casa de Misericórdia de Fortaleza
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Succinta notícia sobre a Santa Casa de Misericordia de Fortaleza.
t. XXIX, 354-356.
SANTA
Teresa, Miguel de, Frei
FACÓ, Boanerges
Fastos do Ceará.
t. LXVIII, 261-265.
Santiago,
João Luís de, monsenhor (1851-1916).
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Os mortos do Instituto.
t. XXXIII, 343-451.
Dados biográficos de Monsenhor João Luís de Santiago,
p. 350.
SANTOS, Benedicto
A Assembléa provincial. Processos de magistrados.
t. XXIV, 105-122.
O Ato adicional de 12-8-1834, visando reprimir excessos da magistratura
criada pelo Código de Processo Criminal, conferiu às Assembléias
Provinciais a atribuição de decretar a suspensão
e até a demissão de magistrados contra quem houvesse queixa
de responsabilidade, sendo que ouvido e dando-se-lhe lugar à
defesa. A Assembléia Cearense arrogou-se a competência
de legislar sobre a forma do processo respectivo, votando a Lei n. 70,
de 14-9-1837, que vigorou até ser revogada pela Lei Provincial
n. 2111, de 12-12-1885. O A. enumera os magistrados contra os quais
a Assembléia Provincial tomou conhecimento de queixas, no referido
período de 1837 a 1885 e diz qual foi o resultado dos respectivos
processos.
A Capella do Senhor do Bomfim erecta em Aracaty.
t. XXXI, 336-353.
O A. historia a ereção da capela do Senhor do Bonfim de
Aracati. Mostra que foi edificada em 1772 e não em 1774, como
indica a inscrição gravada no seu frontispício,
data referente à bênção apostólica.
Transcreve a Provisão expedida, a cerimônia de sua bênção,
datada de 8-8-1772. A bênção, por motivo ignorado,
foi transferida, só se verificando em agosto de 1774, como consta
da certidão do Cura Manuel da Fonseca Jaime. Dá várias
notas sobre fatos particulares da Capela, como reparos. melhoramentos.
e a construção do cemitério nos fundos dela. Transcreve
a provisão de 16-7-1879, que conferiu a bênção
canônica ao cemitério, bem como a escritura patrimonial
de uma morada de casas doadas pelo Capitão Pedro Ferreira de
Almeida, com a data de 8-3-1822.
A pena de morte em Aracaty
t. XXIV, 62-78.
O autor, baseado em documentos, retifica erros e omissões do
trabalho de Paulino Nogueira Borges da Fonseca, publicado no t. VIII
desta Revista sobre a pena de morte no Ceará, na parte referente
às execuções de pena de morte do preto Luís
e do preto forro Domiciano Francisco José, enforcados no Aracati,
em 1840 e 1852. Antes de utilizar-se dos mesmos documentos, enviou-os
a Paulino Nogueira para que este os aproveitasse, o que ele não
pôde fazer por ter falecido pouco depois. Transcreve uma carta
de Paulino Nogueira (datada de 8-1-1908), agradecendo os documentos
e reconhecendo que se enganara em alguns pontos.
As Capellas de São José em Aracaty.
t. XXXI, 354-367.
Nestas notas sobre as capelas de São José. diz o A. que
não sabe precisar quando começou e terminou a ereção
da primeira, afirmando que em 1720 houve um batizado ali. Transcreve
vários documentos, como a licença concedida pelo visitador
para reedificação da capela, datada de 16-3-1792, a sentença
na ação rescisória de 15-12-1843 as alegações
produzidas, etc.
Dissoluções parlamentares no Brasil.
t. XXVI, 306-316.
Sumaria o A. as 12 dissoluções da Câmara dos Deputados,
no Império, desde a primeira, em 12-3-1823, até a de 24-2-1891
durante a República.
Memorias da Matriz de Aracaty.
t. XXXII, 308-332.
Conta a história da Matriz de Aracati, erigida no mesmo local
onde em 1714, construíram a capela. Foi reparada em 1736 e danificada
em 1745. Foi modificada em 1769. Indica as reformas, os nomes dos vigários,
os objetos e pertences da igreja, dando o preço e época
da compra.
Artigo valioso para a história do patrimônio artístico
brasileiro.
O desembargador Hippolyto Cassiano Pamplona. (Notas bibiographicas).
t. XXV, 108-123.
Notícia biográfica do Desembargador Pamplona (18191895),
que desempenhou funções de juiz no Ceará e de presidente
da Relação. Foi deputado pelo Ceará de 1846-1849
e de 1864-1866. Foi um dos fundadores do jornal Aracati.
(Vide a Errata, no final do tomo, corrigindo engano da p. 112).
O Vigário Domingos Carlos de Sabóia.
t. XXII, 377-382.
Biografia do Padre Sabóia (1804-1862), que desempenhou várias
funções no Ceará, além das puramente eclesiásticas.
Para a história de algumas localidades cearenses.
t. XXIII, 189-265.
O A. estuda a criação de vilas e sua elevação
a cidade, fornecendo curiosos dados sobre a instituição
do júri, ensino, polícia, cemitério, açudes,
cadeia, mercados, obras públicas, etc. Trata de São Bernardo
das Russas, pp. 189-195; Cascavel, pp. 195-222; Aracati, pp. 222-235;
Cidade de União, pp. 236-242, Limoeiro, pp. 242-247; Vila do
Beberibe, pp. 247-252; Vila de Morada Nova, pp, 252-256; Vila de Crateús,
pp. 256-261; Povoação de Sucatinga, pp. 261-265.
Crateús. pp. 256-261; Povoação de Sucatinga. pp.
261-265.
SANTOS, João Brígido dos (1829-1921).
A capitania do Ceará. Seu commercio.
t. XXIV, 172-185.
Magnífico estudo, em que o autor conta como era feito o comércio
do Ceará com Lisboa, por intermédio do Recife. (O comércio
direto do Ceará com Lisboa e a Inglaterra só começou
em 1809). Os empórios desse serviço de cabotagem eram
o Aracati e o Acaracu, ao norte, na barra do rio desse nome, de onde
eram levados a carro de boi até Icó, onde eram distribuídos
pelos povoados da bacia do Jaguaribe. Enumera os artigos que se encontravam
comumente numa loja dos primeiros tempos. Fala numa fatura de fazendas,
da letra do negociante José Antônio Machado, que ele aviou
para o sertão, a qual dá uma idéia dos preços
em 1819, para todos os artigos que andavam no comércio do Ceará
e, a seguir, publica esse valioso documento, que é datado de
16-12-1819. Dá também os preços de vários
artigos encontrados nos lançamentos do antigo senado da Câmara
da Fortaleza, do qual constam: gêneros da terra, gêneros
estrangeiros, ordenados, côngruas, soldos, salários (1800).
Dá ainda notícia dos preços do gado e escravos
em 1710, segundo um inventário feito em Icó nesse ano.
Notícia os navios entrados de 1803 a 1811, qual a exportação
do algodão, especialmente para a Inglaterra, e publica um documento
datado da praia do Maranhão, 12 de janeiro de 1827, Preços
correntes dos principais gêneros de importação,
e que mais consumo tem nesta Praça, assinado por José
Rodrigues Roxo.
A Fortaleza em 1810.
t. XXVI, 83-131.
Baseado em dados extraídos dos livros do antigo senado da Câmara,
o A. descreve a cidade de Fortaleza por volta de 1810, divulgando antes
os dados de um documento gráfico de 1649, sobre a planta da cidade,
bem como a planta do porto de Fortaleza, feito pelo Capitão-de-Fragata
Francisco Antônio Marques Giraldes, de mando do Governador Barba
Alardo. Essa planta existia no Arquivo Militar do Rio de Janeiro. Acentua
o A. o papel de Barba Alardo criando o comércio direto da capitania
e incentivando a produção. Escreve depois sobre a disposição
dos terrenos, que começava a ocupar a cidade, e dá uma
idéia de sua fisionomia, em 1808. Descreve e compara Icó,
Aracati e Sobral, mostra a procedência de sua população,
fala de seu comércio com Pernambuco e sobre a escravidão.
Narra o início do atual (1912) alinhamento da cidade, datado
de 1812. Cita autores que estudaram a pobreza da Capitania nos inícios
dos novecentos. Segue-se uma valiosa relação de preços.
salários e ordenados por volta de 1800. Fornece, ainda, valiosos
dados sobre a história social, costumes, festas, vida religiosa,
ensino, modas, divertimentos, etc.
Algumas etymologias.
t. XVI, 121-125.
Dá a etimologia das palavras Acarape, Aracati, Arronches, Maracanaú,
Maranguape, Mondubim, Pirapora, Quixeramobim, Taquara, Trairi.
Biografias. Coronel João de Andrade Pessoa Anta.
t. III, 61-75.
Biografia do Coronel João de Andrade Pessoa Anta que, em Granja,
tomou parte na insurreição republicana de 1824 e foi executado
na cidade de Fortaleza, por sentença da Comissão Militar.
O A. transcreve as petições por ele endereçadas
ao Governador das Armas da Província e à Imperatriz. pedindo
perdão do crime que dizia ser-lhe imputado. Conta os seus últimos
momentos, ao ser executado.
Às pp. 204-210, encontra-se um artigo de Paulino Nogueira Borges
da Fonseca (Aditamento às biografias do Padre Gonçalo
e do coronel Andrade). As retificações principais são
referentes a este último. São publicadas sua carta de
despedida, o testamento e o codicilo (pp. 210-222), Paulino Nogueira
informa que o trabalho de J. Brigído foi transcrito no Diário
de Pernambuco, de 29 de janeiro de 1866, e refutado no dia seguinte
pelo Conselhei ro Tristão de Alencar, no Jornal de Recife, na
parte referente ao Senador José Martiniano de Alencar.
Biographias. Padre Gonçalo Ignacio de Loyola Albuquerque Mello
Mororó.
t. III, 28-50.
Biografia do Padre Gonçalo Mororó (1780-1825), que proclamou
a república de Quixeramobim, quando da adesão do Ceará
à Confederação do Equador, em 1824. Conta o A.
a sua parte nos acontecimentos, como foi executado por sentença
da Comissão Militar, e dá-nos uma ligeira notícia
bibliográfica. Publica também a Relação
das pessoas que mais se desenvolveram no malvado sistema republicano
na capital da província do Ceará (pp. 40-47), assinada
por João Carneiro de Campos.
Às pp. 204-210, encontra-se um artigo de Paulino Nogueira Aditamentos
às biografias do Padre Gonçalo e do coronel Andrade. As
retificações principais são referentes ao Coronel
Andrade.
Carta ao Dr. P. Theberge. (Crato, novembro 1859).
t. II, 109-120.
Relata as últimas lutas das forças da República
do Equador com as forças legalistas, a dispersão das primeiras
e a fuga de alguns chefes republicanos.
Ephemerides do Ceará.
t. XIV, 3-64 e 137-226.
Na primeira parte, efemérides de 1590-1760; na segunda de 1761-1892.
Trata-se de trabalho útil e informativo.
O A. explica, em nota final, que confeccionou este trabalho para ser
a Parte 4a do Ensaio Estatístico do Dr. Tomás Pompeu de
Sousa Brasil, editado no Maranhão, em 1863. Depois dessa época
lhe foi acrescentando e ilustrando e publicou duas vezes em periódicos
de Fortaleza, e em brochuras. Esta nota está datada de abril
de 1900.
Há 300 anos, Pedro Coelho de Sousa.
t. XVII, 40-49. Conta a expedição de Pedro Coelho de Sousa
ao Ceará, em 1603, cujo tricentenário se estava comemorando.
Homens da terra, Eduardo Francisco Nogueira Angelim.
t. XXIII, 266-279.
Conta o A. que, por volta de 1860, duas comissões científicas
visitaram o Ceará e que da segunda fazia parte Gonçalves
Dias, o qual lhe disse que um de seus grandes desejos era ir ao Pará,
a fim de conhecer Eduardo Angelim, estudar-lhe a vida e sua participação
na Cabanada. Afirma constar-lhe que Gonçalves Dias realizou essa
viagem de estudo, mas que a morte o levara antes de escrever a biografia
de Angelim. Relata então as reminiscências de seu contato
pessoal, feito em 1869, com esse cearense. Conta também resumidamente
os sucessos principais da Cabanada, movimento de caráter social,
que ensangüentou o Pará, entre 1834-1837. Revela, baseado
em declaração de Angelim, que durante o governo deste,
dois navios americanos de guerra propuseram-lhe a anexação
do Pará aos Estados Unidos. Transcreve do 5o vol. dos Motins
Políticos, de Rayol, a prisão de Angelim nos confins do
Ceará no chamado Rio Pequeno. Angelim morreu em 11-6-1882.
Homens da terra. João Pacheco.
t. XXIV, 148-154.
Relata a briga de duas famílias em Icó, do que resultou
o assassinato cometido por um irmão de João Pacheco, e,
por medida de perseguição política, a convocação
de João Pacheco e de um outro irmão seu para o serviço
ativo do Exército. Aí mostrou-se João Pacheco muito
valoroso e é aqui lembrado.
Major João Facundo de Castro Menezes. 8 de dezembro de 1841.
t. XXII, 370-376.
Fala dos acontecimentos políticos que precederam ao assassinato
de Facundo e transcreve os dizeres que se encontram na sua lápide.
O General Pedro Labatut.
t. XVII, 301-323.
Biografia do General Pedro Labatut, francês de nascimento (segundo
o autor, nascido em Marselha, e segundo Rio Branco nascido em Cannes).
Labatut comandou o Exército brasileiro na Bahia durante a guerra
da Independência e serviu no Ceará, comandando as tropas
que pacificaram a Província, por ocasião da guerra civil
que se seguiu à abdicação de 7 de abril de 1831.
Esta guerra ficou chamada de revolta de Pinto Madeira. Ao lado dos dados
biográficos de Labatut, o A. traça os principais acontecimentos
que agitavam a Província, dividida entre os liberais dirigidos
por José Martiniano de Alencar, partidário do 7 de abril,
e os conservadores, chefiados por Joaquim Pinto Madeira. As lutas tiveram
lugar principalmente no Crato. O General aportou a Fortaleza em 23 de
julho de 1832 e retirou-se do Ceará em 1833.
Povoamento do Ceará.
t. XIV, 241-248.
Transcrição do t. II da Revista do Instituto Histórico
e Geográfico Brasileiro. O A. sustenta, com base no rápido
povoamento do Ceará, a tese da salubridade do clima, da sanidade
da alimentação e da facilidade de viver nessa parte do
Brasil.
Roteiro histórico.
t. XXXII, 178-186.
Devendo ser brevemente inaugurada a via férrea LavrasCrato, decidiu-se
fazer uma viagem de turismo pela ribeira do Salgado até o Crato.
O percurso escolhido abrangeria locais históricos, razão
por que o A. escreve esse guia, relembrando os fatos históricos
ocorridos naquelas zonas.
Archivo de João Brígido.
t. XLII-XLIV, 375.
Nota sobre o arquivo de João Brígido.
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908)
Additamentos às biographias do Padre Gonçalo e do coronel
Andrade.
t. III, 204-210.
MENEZES, Antonio Bezerra de (1841-1921)
Algumas origens do Ceará.
t. XV, 153-288.
MENEZES, Antonio Bezerra de (1841-1921)
O desembargador Christovão Soares Reymão julgado à
vista dos documentos de seu tempo.
t. XVI, 161-190.
OLIVEIRA, João Baptista Perdigão de (1854-1929)
O Resumo Chronologico para a História do Ceará pelo senr.
major João Brígido dos Santos. Ligeira apreciação
por J. B. Perdigão de Oliveira.
t. II, 25-79.
Santos,
Luiz Antonio dos, bispo
ABREU, Júlio
Em torno da nomeação de um Bispo Coadjutor.
t. LVIII, 182-190.
SANTOS,
marquesa de, Vide MELLO. Domitila de Castro do Canto e, marquesa de
Santos (1797-1867)
São Bernardo das Russas
SANTOS, Benedicto A. dos
Para a história de algumas localidades cearenses.
t. XXIII, 189-265.
O A. trata, entre outras localidades, de São Bernardo das Russas,
pp. 189-195.
Sousa, Eusébio Neri Alves de (1883-1947).
U’a pagina para a história do Ceará.
t. XXXV, 299-333.
São Bernardo do Governador, Vila de
Auto da creação da Villa de S. Bernardo do Governador.
(Docs. offos. pelo snr. Eduardo Marques Peixoto, secretario do Archivo
Publico Nacional).
t. XX, 231-253.
S. José da Serra de Uruburetama. Freguezia de Nossa Senhora das
Mercês, Antiga Vila da Imperatriz, hoje Vila Velha. Por Soares
Bulcão.
t. LIII, 237-262.
SÃO
JOSÉ DO RIO NEGRO (CAPITANIA)
STUDART, Carlos, filho
Fundamentos geográficos e históricos do Estado do Maranhão.
(Com breve estudo sobre a origem e evolução das capitanias
feudais do Norte e Meio Norte). (Conclusão).
t. LXVIII, 84-122.
São
Vicente Ferrer das Lavras de Mangabeira, Vila
Auto de erecção e levantamento da povoação
de S. Vicente Ferrer das Lavras da Mangabeira em villa, mandado fazer
pelo muito alto e poderoso rei e senhor nosso, o Sr. Dom João
VI... sendo encarregado desta diligencia, por provisão do mesmo
senhor de nove de Agosto de mil oitocentos e dezesete, o Dr. José
Raymundo de Passos de Pombem Barbosa...
t. IV, 300-304.
Datado de 8-1-1818. Transcreve-se o respectivo alvará, de 20-5-1816.
O pelourinho foi levantado e a vila ereta em 8-1-1818. A cópia
foi oferecida pelo Dr. Guilherme Studart.
Sarmento,
Casemiro José de Moraes (1814-1860)
Biographias. Dr. Casemiro José de Moraes Sarmento. Coronel José
Antônio Machado.
t. XX, 345-354.
Dados biográficos do Sr. Sarmento, pp. 345-349.
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908)
Presidentes do Ceará. Segundo Reinado, 15o Presidente, Dr. Casimiro
José de Moraes Sarmento.
t. XXII, 155-163.
SATYRO,
Manuel
Administração dos Correios do Ceará.
t. XXXVII, 156-159. Historia a administração dos Correios
do Ceará, dá os nomes dos chefes ou administradores do
serviço postal e enumera os prédios em que ele tem funcionado.
7 de Setembro ou 12 de Outubro.
t. XXXVI, 231-235.
Discute se o dia da comemoração da Independência
do Brasil devia ser realmente o 7 de setembro ou o 12 de outubro, dia
em que D. Pedro foi proclamado Imperador Constitucional do Brasil, e
conclui pela última data.
Schwenhagen,
Ludovico
STUDART, Carlos, filho (1896 )
Antiga história do Brasil.
t. XLII, 169-198.
Em torno de uma palestra do Professor Ludovico Schwenhagen.
t. XXXVI, 280-294.
Scully,
William
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXIV, 351-358.
Pequena notícia de William Scully, pp. 353-354.
Secas
de 1790-1794
Registro de memoria dos principaes estabelecimentos, factos e casos
raros accontecimento nesta villa do Aracaty, feita segundo a ordem de
S. M., de 21 de Julho de 1782 pelo Vereador Manoel Esteves dAlmeida,
desde a fundação da dita villa, até o anno presente
de 1885.
t. I, 83-86.
FACÓ, Boanerges
Fastos do Ceará.
t. LXVIII, 261-265.
Seca
de 1825-27
BRASIL, Thomaz Pompeu de Sousa (1852-1929)
Juízo histórico do Senador Pompeu sobre factos do Ceará.
t. IX, 5-54.
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908)
Presidente do Ceará. Primeiro Reinado. 2o Presidente, Coronel
José Feliz de Azevedo e Sá.
t. V, 239-264.
Entre muitas outras informações sobre o período
de governo de Azevedo e Sá, o A. relata as providências
por ele tomadas quanto à seca de 1825.
O Coronel José Antonio Machado injustamente accusado pelo Presidente
Coronel Antonio de Sales Nunes Berford. (Secca de 1825 a 1827).
t. IX, 291-329.
GIRÃO, Raimundo
O Comendador José Antônio Machado e sua descendência.
t. LVI, 13-32.
Seca
de 1845
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908)
Presidente do Ceará. Segundo Reinado, 14o Presidente, Coronel
graduado Ignacio de Correa de Vasconcelos.
t. XXI, 337-352.
Secas
MAGALHÃES, Josa
Previsões folclóricas das secas e dos invernos no Nordeste
cearense.
t. LXVI, 253-268.
PAULET, Antônio Jozé da Silva.
Descripção geografica abreviada da Capitania do Ceará.
t. XII, 5-33.
Secas
de 1877-1909
ROCHA, Augusto
Notas choronologicas de Canindé.
t. XXVIII, 286-302.
Secas
de 1931 a 1933. PINTO, Guilherme de Sousa (1883-1939)
Geographia economica do Ceará. As seccas de 1931 a 1933.
t. LII, 17-34.
O A. descreve a situação aflitiva do Ceará, durante
a seca de 1931 a 1933. Fornece dados estatísticos sobre a produção,
exportação e prejuízos causados pela seca.
Secas,
Estudo das
LOEFGREN, Alberto
Ceará, Notas botanicas.
t. XXV, 129-170.
Secas,
Motivo das
FERNANDES, Alvaro Octacilio Nogueira (1873 )
Etiologia physiographica das seccas. Summa meteorica.
t. LI, 163-166.
Secas,
Obras contra as
BRASIL, Thomaz Pompeu de Sousa, sobrinho (1880 )
Açude Quixeramobim.
t. XXVI, 215-279.
Secas,
Solução das
RIBEIRO, Raymundo Francisco
Breve notícia do valle do Jaguaribe.
t. XXXIV, 331-350.
Sedição
de Exu
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908)
Presidente do Ceará. Segundo Reinado. 12o presidente, General
José Joaquim Coelho. (Barão da Victoria).
t. XX, 148-171.
Sedição
em Sobral, 1840.
FRANCA, José Vicente
Para a historia de Sobral. Sedição ou rebellião
em Sobral em 1840.
t. XX, 290-306.
Sedição
militar de 10-8-1833
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908)
Presidente do Ceará. Período regencial, 5o Presidente,
Tenente José Mariano de Albuquerque Cavalcanti.
Seifert,
José Antonio
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXII, 191-274.
Dados biobibliográficos de José Antônio Seifert,
no que se refere ao Ceará, p. 199. Seifert foi arquiteto e construiu
a antiga Alfândega. Trabalhou também nas obras da matriz
de Fortaleza.
Senna,
Ernesto (1853-1913)
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Os mortos do Instituto.
t. XXIX, 361-398.
Dados biográficos do Coronel Ernesto Sena, pp. 368-369.
SERAINE,
Florival.
Aspectos históricos da língua nacional no Ceará.
t. LXIII, 49-74.
Excelente estudo. baseado em modernas orientações filológicas
sobre o português do Ceará. O autor regista certas peculiaridades
da pronúncia dominante no Ceará e cita casos fonéticos
da pronúncia popular cearense de hoje, reproduzidos na grafia
nos jornais da última década da primeira metade do Séc.
XIX. Valiosa para a história é, ainda, a lista de expressões
que circularam na região em épocas passadas.
Contribuição ao estudo da influência indígena
no linguajar cearense.
t. LXVI, 5-16.
Excelente ensaio com os nomes da botânica e zoologia, regionais,
coisas e objetos, comidas e substâncias alimentícias, nomes
populares de doenças, denominações tópicas,
nomes pertinentes ao folclore regional, partes do corpo, uso corrente
referido a pessoas, e usados em geral com adjetivo, etc., de grande
valor para a lingüística brasileira.
Contribuição à toponímia cearense. t. LX,
254-276.
O autor estuda as denominações corográficas do
Ceará, especialmente as de procedência portuguesa.
Contribuição à toponímia cearense. (continuação).
t. LXI, 216-235.
O autor relaciona e estuda os nomes indígenas de localidades
(cidades 5 vilas), rios, ribeiros, lagoas, pontas e portos, ilhas, serras
e serrotes.
Contribuição à toponímia cearense.
t. LXII, 266-285.
Estuda o autor a procedência indígena dos topônimos,
quase todos da língua geral, mas alguns de origem tapuia ou cariri.
É, como a outras, uma contribuição valiosa, pela
riqueza das informações históricas e bibliográficas.
SERAINE,
Florival
(Discurso ao ser recebido como sócio).
t. LXIV, 371-380.
Os estudos folclóricos e etnográficos cearenses.
t. LXV, 28-40.
Excelente estudo para a história e a bibliografia do folclore
e de etnografia cearense.
Fundamentos geográficos e históricos do Estado da Maranhão.
t. LXIV, 17-60.
A morte de Joaquim Alves.
t. LXVI, 30-35.
Florival Seraine, um dos melhores valores da Revista, escreve sobre
Joaquim Alves, cujas contribuições neste periódico
e na sua História das Secas já haviam atraído a
atenção dos estudiosos nacionais. Seu estudo sobre o Juazeiro,
cidade mística, revelava sua alta categoria intelectual.
Panorama artístico na época colonial.
t. LI, 397-408.
Discurso pronunciado na sessão de 28 de fevereiro do Congresso
Regional de História e Geografia. promovido pelo Instituto do
Ceará.
Reisado no Interior cearense.
t. LXVIII, 31-83.
O A. estuda o folguedo denominado Reisado. O local da apresentação,
a época, os participantes, condição social e personalidade,
ambiente da apresentação, fatos históricos, sociais
e psicológicos são relacionados e descritos. Trata-se
de excelente contribuição para o estudo do folclore cearense,
realizada segundo a mais rigorosa técnica.
Seraine,
Jean
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXII, 191-274.
Dados bibliográficos de Jean Seraine, no que se refere ao Ceará,
pp. 197-199. Seraine foi o arquiteto francês que desenhou a planta
para o levantamento das paredes do recife que corre paralelo em frente
do Recife.
Serpa,
Justiniano de
FURTADO, Andrade
O centenário de Justiniano de Serpa
t. LXVI, 307-312.
Discurso.
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Geographia do Ceará.
t. XXXVII, 160-384.
Dados biográficos do Dr. Justiniano de Serpa, que governou o
Ceará de 1920-1923.
Serra
do Estêvão (por) José Bonifácio de Sousa
t. LXI, 5-44.
Sesmarias
Documentos. Algumas datas de sesmarias cearenses registadas na Bahia.
t. XLVI, 212-216.
Registros do Livro 1o de sesmarias e do livro 2o. Abrangem de 1676 a
1698.
Documentos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. (Copiados e offerecidos
ao Instituto pelo consocio Sr. Barão de Vasconcellos).
t. XXVII, 160-187.
Tratam-se de documentos sobre matéria variada. Alguns são
cessões de sesmaria.
Documentos para a história do Brasil e especialmente a do Ceará.
Collecção Studart.
t. XXXV, 3-137. Índice dos docs., 138-140.
Os documentos ns. 320 e 323 dizem respeito a sesmarias.
MUNIZ, Palma
Sesmarias cearenses.
t. XXXII, 3-6.
Treslado do auto e mais deligencias que se fizerão sobre as datas
de terras da capitania do Ryo Grande, que se tinhão dado. (Documentos
da Collecção Studart).
t. XXIII, 112-159.
Sexto,
João pi de, Frei (1869-l913)
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Extrangeiros e Ceará. (Continuação).
t. XXXVI, 381-389.
Pequena notícia do frei João pi de Sexto, no Século,
Clemente Riculcati, missionário, p. 385.
SILVA,
Antônio Martinz de Aguiar e (1893)
Cerandas infantis. (Letras e notas filológicas e lingüisticas).
t. XLVI, 3-24 XLVII, 99-122: XLVIII, 245-266; L, 205-218.
Colheita de cantigas infantis recitadas no Ceará. O A. não
fez comparação com as cirandas do extremo norte, do centro
e do sul, nem com as portuguesas, tentando apenas contribuir para o
estudo da língua popular. Só fez comparação
de textos para mostrar divergências ou mutações
de linguagem. É trabalho in teressante para o estudo da língua
popular e do folclore cearense. No tomo XLVIII regista as letras das
seguintes cantigas de roda: A Morena, O Intrometido, O Vira Carambola,
Teresinha de Jesus, A Burrinha, O Ciriri, As Flores Brancas, O Passarinho,
A Vovó, O Coração Roubado. No t. L, dá as
letras e as variantes seguintes: Os Caida, A Borboleta, A Leiteira,
A Rolinha, Os Olhos Travessos, A Feia, Constança, O Caranguejo.
Fonética do português do Ceará.
t, LI, 271-307.
O autor, inicialmente, sob a rubrica Generalidades, trata da língua
brasileira e do dialeto nortista, falando dos estudos sobre as modificações
da língua portuguesa no Brasil, publicados por Sousa da Silveira,
Antenor Nascentes, Mário Marroquim, Amadeu Amaral e Renato Mendonça.
A seguir, os vários fonemas, que oferecem divergência entre
o português geral e o português usado comumente no Ceará.
Trata ainda do ritmo e da fonética sintática.
Os sinais de Galvão.
t. XLVIII, 29-37.
O autor fala nos sinais de Galvão, cavaleiro celebre que identifica
com o Galvão da Demanda do Santo Graal, experiente e experimentado
nas regras da boa escolha de um cavalo. Tratase de lenda de tradição
universal, segundo o autor. O matuto do Ceará chama de sinais
de Galvão as regras que aplica para a verificação
do bom ou mau cavalo.
Os sinais de Galvão.
t. XLIX, 165-188.
Transcrevem-se um artigo de Leonardo Mota e a resposta de Martins de
Aguiar, ambos aparecidos primeiramente na Rua, de 13 e 15 de novembro
de 1934. Leonardo Mota tenta estabelecer a identidade de Galvão
e Aguiar sustenta que se trata de uma entidade mítica. O artigo
que suscitou a crítica de Leonardo Mota, escrito por Aguiar,
apareceu nesta Revista, t. de 1934.
Silva,
Antônio Teles da Documentos para a História do Brasil e
especialmente a do Ceará. (Colleção Studart).
t. XXIV, 215-399.
Vide o comentário e a enumeração dos documentos
publicados na entrada principal.
Silva,
F. J. Bethencourt da (1831-1911)
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Os mortos do Instituto.
t. XXIX, 361-398.
Dados biográficos do Comendador Betencourt da Silva. pp. 361-363.
SILVA,
Hugo Víctor Guimardes e (1898 )
A defesa marítima do Fortaleza na Revolução do
Equador.
t. L, 39-44.
O A. transcreve quatro documentos encontrados no Arquivo Público
do Estado sob a rubrica Comandante das Armas da Províncias, referentes
aos anos de 1824-1827, nos quais se descreve o estado das fortificações
do Mucuripe. Constam de ofício de Filgueiras a Tristão
Gonçalves, falando daquelas fortificações e dizendo
que envia um ofício de Vicente Alves Ribeiro e Borga Brilhante,
comandante do Mucuripe, com a relação do que necessitava
para a defesa, de onde ressalta que nada havia.
Discurso.
t. LI, 441-453.
Pronunciado na sessão de 3 de março do Congresso Regional
do História e Geografia, promovido pelo Instituto do Ceará.
Miguel Ferreira de Melo.
t. LXVIII, 266-271.
Crônica biográfica sobre Miguel Ferreira de Melo (1845),
pernambucano que serviu ininterruptamente à administração
pública cearense.
No dia da Pátria.
t. LIII, 111-115.
Palestra em tom discursivo feita num jantar do Rotary Clube de Fortaleza,
em 7-9-1939.
O simples nome do Barão.
t. esp. 1938, 114-117.
Contém algumas interessantes notas para a biografia do Barão
de Studart.
SILVA,
Innocencio Francisco da
Notas biobibliographicas. D. Fr. Christovão de Lisboa e Manoel
Severim de Faria.
t. XXIII, 309-315.
Extrato do Dicionário Biobibliográfico Portaguês,
de Inocêncio Francisco da Silva, relativo a Frei Cristóvão
de Lisboa (pp. 309-310), falecido em 1652, que durante algum tempo esteve
como Custódio da Ordem dos Franciscanos no Maranhão, onde
chegou em 16-8-1624. Aí escreveu uma história natural
relativa ao Maranhão, até hoje inédita. O códice
foi encontrado em Angola (Vide Robert C. Smith. O códice de frei
Cristóvão de Lisboa, Revista do Patrimônio Artístico
e Histórico Nacional, v. 5, p. 12). A seguir, vêm as notas
relativas a Manoel Severim de Faria (1583-1655), que escreveu entre
outras obras a História Portuguesa e de outras províncias
do Ocidente, desde 1610 a 1640, Fortaleza, 1903, edição
feita pelo Barão de Studart. Severim de Faria foi grande amigo
de Frei Vicente do Salvador.
Silva,
João Manoel Pereira da
ARARIPE, Tristão de Alencar (1821-1908)
Retificações históricas.
t. XXVII, 261-267.
Silva,
João Thomé de Saboya e
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Geographia do Ceará.
t. XXXVII, 160-384.
Dados biográficos do Dr. João Tomé de Sabóia
e Silva, que governou o Ceará de 1916 a 1920, p. 232.
Silva,
José de Castro Uma proclamação do vice-presidente
José de Castro Silva.
t. XVI, 280-281.
Proclamação datada de 18 de maio de 1831, aniversário
da abdicação de D. Pedro I.
SILVA,
Juvenal Galeno da Costa e (1836-1931)
Novas canções populares. A secca do Ceará (1878).
t. I, 65-69.
Poesia.
Os dois Imperadores. Revolução do México. (Poesia).
t. I, 204-205.
Juvenal Galeno.
t. XLV, 199-204.
Necrológio de Juvenal Galeno, com dados biobibliográficos.
Silva,
Luiz Diogo Lobo da
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1936)
O Ceará no tempo de Miranda Henriques. Lobo da Silva e as Minas
dos Cariris.
t. VI, 73-114.
SILVA,
Manoel do Nascimento Castro e
Cartas do Ministro Manoel do Nascimento Castro e Silva ao Presidente
José Martiniano de Alencar.
t. XXII, 104-154.
É desnecessário chamar atenção para a importância
dessas cartas. Como diz o Barão de Studart em nota à p.
104, essa correspondência (as cartas de Alencar a Castro e Silva
estão publicadas às pp. 3-103) lança luz precisa
sobre os acontecimentos e sobre os homens daquela época, não
só cearenses como do Brasil em geral. Os originais das cartas
de Castro e Silva se guardavam no arquivo da família Alencar.
A primeira carta não está datada. A segunda é de
2-1-1835 e a última de 17-10-1837. O Barão de Vasconcelos
copiou os originais e ofereceu as cópias ao Instituto.
Silva,
Manoel Joaquim Pereira da
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908)
Presidentes do Ceará. Primeiro Reinado. 4o Presidente, Marechal-de-Campo
Manoel Joaquim Pereira da Silva.
t. X, 5-45.
Silva,
Oliveira e
FIGUEIRA, Gaston
El poeta pernambucano Oliveira e Silva.
t. LIII, 262-270.
Silva,
Otto de Alencar (1874-1912)
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Os mortos do Instituto.
t. XXVI, 382-395.
Dados biográficos do Dr. Otto de Alencar Silva, pp. 391-392.
Silveira,
Joaquim Xavier da (1864-1912)
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Os mortos do Instituto.
t. XXVI, 382-395.
Dados biográficos do Dr. Joaquim Xavier da Silveira, p. 392.
SILVEIRA,
Simão Estacio da
Relação summaria das cousas do Maranhão. Escripta
pelo Capitão Simão Estácio da Silveira, dirigida
aos pobres deste Reino de Portugal.
t. XIX, 124-154.
Dá notícia da demarcação, dos primeiros
descobridores, lutas entre portugueses e franceses, dos índios,
condições físicas e produtos do Maranhão.
Simão Estácio da Silveira chegou ao Maranhão em
11 de abril de 1619, vindo dos Açores, durante o governo de Duarte
da Costa, que procurara colonos açorianos para o desenvolvimento
do Ceará. Foi logo depois eleito juiz. Estava em Lisboa em 1624,
quando imprimiu a Relação sumária, que tanto animou
aquela emigração. A obra foi impressa em Lisboa, por Geraldo
da Vinha, e é de extrema raridade, pois só se conhecem
dois exemplares na Biblioteca Nacional. Afora alguns outros exemplares,
foi a obra reimpressa por Cândido Mendes de Almeida nas Memórias
do Maranhão, t. 2, pp. 1-11, Rio, 1874; e pelo bibliógrafo
português Eugênio de Castro, em Lisboa, 1911, em edição
limitada a 50 exemplares. Da autoria de Simão Estácio
são o escrito Intentos da Jornada do Pará, de 219-1618,
publicado nos Documentos da Costa Leste-Oeste, p. 201-206, e a Petição,
impressa na Revista do Instituto Histórico e Geográfico
Brasileiro, t. 83, pp. 91-99, publicada por Rodolfo Garcia.
Simon,
Julio
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXII, 191-274.
Notícia de Júlio Simon, autor do uma biografia do Padre
Chevalier, publicada em Fortaleza, 1903, (pp. 228-229)
SIQUEIRA,
Diogo de Menezes e
Carta de Dom Diogo de Menezes a El-Rei sobre a conquista do Maranhão.
t. XXIII, 66-69.
D. Diogo foi Governador Geral de 1608-1612. Prestando enormes serviços
ao Brasil, não só na colonização do Ceará
e nas propostas de colonização do Maranhão. como
na iniciativa da elaboração do livro Rezão do Estado
do Brasil, redigido pelo Sargento-Mor Diogo de Campos, com informações
fornecidas pelo Governador.
Esta carta de 1-3-612 responde à do Rei de 19-1-1611, a respeito
do modo como se poderia levar avante a colonização da
costa norte. Ela é o resultado de acurados exames e conselhos
e para respondê-la enviou o Governador ao Rio Grande do Norte
o Sargento-Mor. Indicou a criação de 3 novas capitanias:
a primeira no Jaguaribe, Ceará, a segunda no porto do Camocim
e a terceira no Maranhão. Desta indicação, resultaram
as ordens de 9 de outubro e de 8 de novembro de 1612, para se povoar
o Maranhão, o que coube ao seu sucessor. Coube-lhe, porém,
a origem da primeira feitoria no Ceará, fundada por Martim Soares
Moreno.
Essa carta foi primeiramente publicada nos Documentos para a história
da conquista e colonização da costa leste-oeste do Brasil,
Rio, 1905, pp. 147-150 e foi reproduzida pelo Barão de Studart
nos Documentos para a História do Brasil, Fortaleza, 1909, 2o
vol. pp. 65-68. O original se encontra na Torre do Tombo, Lisboa, Parte
1a, maço 115, doc. 129.
Situação
econômica, 1829
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908)
Presidentes do Ceará. Primeiro Reinado. 4o Presidente, Marechal-de-Campo
Manoel Joaquim Pereira da Silva.
t. X, 5-45.
Small,
Horácio L.
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXIV, 351-358.
Pequena notícia de Horácio L. Small, p. 358.
Smith,
Herbert
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXII, 191-274.
Ligeira notícia de Herbert Smith, que esteve no Ceará
em 1879, como correspondente do New York Herald, p. 220.
Soares
Bulcão
t. LVI, 200-225.
Transcrevem-se os discursos do Padre Misael Gomes, pp. 200-202, pronunciado
à beira do túmulo,
em nome do Instituto do Ceará; de Dolor Barreira, na sessão
fúnebre com que o Instituto comemorou, a 17 de agosto, o 30o
dia do falecimento de Soares Bulcão (203-218) dá alguns
traços de sua vida, comenta sua obra, transcreve alguns versos
e diz que no Instituto ele se distinguiu como genealogista de Hiram
Soares Bulcão, de agradecimento, em nome da família Soares
Bulcão, na referida sessão do Instituto do Ceará
(218-222). Finalmente. transcreve-se um artigo em homenagem a Soares
Bulcão, publicado nO Povo, de 23-7-1942. O autor se diz discípulo
e admirador de Bulcão e considera-se garimpeiro por excelência
da genealogia cearense. É assinado por Raimundo Girão
(223-225).
SOBRAL,
Lívio pseud. Vide também SOBREIRA, Azarias, padre.
SOBRAL,
Lívio
Padre Cícero Romão.
t. LIV, 136-141.
O A. se propõe escrever um ensaio crítico da mentalidade
do Padre Cícero. Mostra as duas correntes a favor e contra o
Padre Cícero e como ele próprio passou gradualmente da
primeira para a segunda corrente.
Padre Cícero Romão.
t. LV, 176-179.
O A. continua seu interessante estudo sobre o Padre Cícero, relatando
um sonho tido logo no início de seu ministério. Relata
ainda pequenos detalhes de sua vida escolar.
Padre Cícero Romão.
t. LVI, 110-114.
Traça o perfil do Padre Cícero, e exalta suas qualidades,
comparando-o ao Cura dArs, a Francisco de Sales, a Vicente de Paulo,
a Eutiquio, a Antônio Conselheiro e a Savonarola.
Padre Cícero Romão. Caps. 4 e 5.
t. LVII, 285-296.
Contém o cap. 4 sobre Juazeiro Primitivo e em nota valiosa depoimento
da ex-escrava octogenária do Padre Cícero, conhecida por
Teresa.
Sobral.
AMARAL, Alberto
Para a história de Sobral.
t. LIV, 272-275; t. XLV, 122-132.
CAVALCANTE, José Vicente Franca
Notas para a história de Sobral.
t. XXIII, 160-178.
LINHARES, Fortunato Alves, padre
Apontamentos para a história e corografia do Município
e cidade do Sobral.
t. LV, 234-251.
Notas históricas da cidade de Sobral.
t. XXXVI, 254-293.
OLIVEIRA. João Baptista Perdigão de (1854-1929)
Creação da Villa de Sobral.
t. V, 109-120.
Para a história de Sobral. Coleção Alberto Amaral.
t. LV, 225-226.
Sobre a genese dum schisto betuminoso do Ceará.
t. XL, 12-19.
Silvio Fróes de Abreu, em nota inicial (pp. 12-13) fala sobre
a tese apresentada por C. Eg. Bertrand ao Congresso Geológico
Internacional em 1900, sobre carvões gelósicos e carvões
húmicos. Há nesse trabalho referências a um xisto
betuminoso no Ceará. No arquivo do geólogo brasileiro
Gonzaga de Campos encontrou Fróes de Abreu a tradução
da memória de Berttrand sobre o xisto do Ceará. Copiou-o
e publicou-a aqui.
Sôbre
hu memorial que fes Luís figro. Religioso da Companhia de Jesus
sobre as cousas tocantes a conquista do Maranhão. (Da Collecção
Studart).
t. XX, 324-338.
Trata-se de valioso e importante documento sobre o Maranhão.
Contém dados para a história religiosa, econômica
e social. Pede que o Maranhão seja provido de um prelado bispo
e que se enviem mulheres portuguesas para lá, onde existem 200
soldados sem mulheres. O documento começa com o Memorial enviado
por Luís Filgueira, ao qual se seguem vários pareceres,
inclusive do Conselho de Estado, datado de 10-8-1637. Luís Filgueira
achava que só os padres da Companhia eram bons Missionários,
pois os de Santo Antônio e Carmo não acudiam às
suas obrigações ou não se saíam bem, porque
depende de uma mecânica que só se acha nos padres da Companhia
de Jesus. Pedia vinte padres jesuítas e que o administrador fosse
o superior da Ordem, com poderes episcopais iguais aos dos administradores
do Rio de Janeiro.
Sôbre
o pagamto. do Presídio do Seara se fazer na Ilha 3a. (Doc. offerecido
pelo Barão de Studart).
t. XX, 321.
Cópia do Livro de consultas de serviço dEl rei de 1630.
Biblioteca Nacional de Lisboa. Conselho Ultramarino, n. 476. Propõe-se
que não podendo mais fazer o pagamento do presídio do
Ceará no almoxarifado de Pernambuco, se ordene ao provedor da
fazenda da Ilha Terceira que proveja os ditos pagamentos, mandando-os
todos os anos em uma caravela.
SOBREIRA,
Azarias, padre. Vide também SOBRAL, Livio, pseud.
SOBREIRA, Azarias, padre
Floro Bartolomeu O caudilho bahiano.
t. LXIV.
Dissertação sobre o caudilho baiano ligado ao Padre Cícero.
José de Sá Barreto Sampaio. Sertanejo de escol.
t. LXIII, 75-97.
Esboço biográfico de José de Sá Barreto
Sampaio (1861). Sócio da firma Sampaio & Irmãos (1892-1914),
localizada em Barbalha, fornecedora de tecidos da zona do Cariri e sertões
de Pernambuco, Piauí e Paraíba. Sampaio dedicou-se também
à obra educativa e religiosa, como fundador do Gabinete de Leitura
e membro destacado das Conferências de São Vicente.
Minha árvore de família. (Minha e de muitos outros).
t. LX, 20-51.
Árvore genealógica dos Sobreira, a partir do princípio
do Século XIX.
Vilanova e Antônio Conselheiro.
t. LXII, 218-220.
Pequena Notícia biográfica do cabo-de-guerra jagunço
Antônio Vilanova, recolhido oralmente do Padre Emílio Leite
Cabral.
Dados biográficos.
t. LX, 289.
SOBREIRA,
João Gonçalves Dias
Fundação de Caldas.
t. LV, 227-230.
Conta o A. que tendo o padre missionário José Antônio
de Maria Ibiapina, por volta de 1869, indicado a uma velha doente banhos
cálidos e esta se curado nas águas de Caldas, formou-se
uma grande corrente à procura da fonte daquele rio afluente do
Salgado. Daí se originou a fundação de Caldas.
Sociedade
Capistrano de Abreu
Uma circular dirigida ao Sr. Barão de Studart em memória
de Capistrano de Abreu.
t. XLI, 276-277.
Carta circular convidando o Barão de Studart a comparecer a uma
reunião no dia 11 de setembro de 1927, a fim de ser criada a
Sociedade Capistrano de Abreu.
Sociedade Capistrano de Abreu. (Nota).
t. XLII-XLIV, 375-376.
Sociedade
Cearense Libertadora
Arquivo de Alberto Rangel.
t. LVI, 139-141.
Para a história da libertação dos escravos no Ceará.
Relatório ou Synopse histórica da inauguração
da Sociedade Cearense Libertadora por Antonio Martins, secretario da
Sociedade Perseverança e Porvir.
t. XI, 105-112.
Sociedade
dos Penitentes
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908)
Presidentes do Ceará. Segundo Reinado, 14o Presidente, Coronel
graduado Ignacio Correa de Vasconcellos. t. XXI, 337-352.
Sócios
do Instituto do Ceará.
Relação dos sócios que compõem o Instituto
do Ceará.
t. XXIX, 406-415; XXXVI, 502-513. (Às pp. 509-513, relação
dos sócios falecidos).
Sócios
falecidos. (Lista).
t. XXXII, 376-378.
Consigna todos os sócios falecidos desde 1888 até 1918.
Dá a data do falecimento.
Smith,
Herbert
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXII, 191-274.
Ligeira notícia de Herbert Smith, que esteve no Ceará
em 1879, como correspondente do New York Herald, p. 220.
Soares
Bulcão
t. LVI, 200-225.
Transcrevem-se os discursos do Padre Misael Gomes, pp. 200-202, pronunciado
à beira do túmulo, em nome do Instituto do Ceará;
de Dolor Barreira, na sessão fúnebre com que o Instituto
comemorou, a 17 de agosto, o 30o dia do falecimento de Soares Bulcão
(203-218) dá alguns traços de sua vida, comenta sua obra,
transcreve alguns versos e diz que no Instituto ele se distinguiu como
genealogista de Hiram Soares Bulcão, de agradecimento, em nome
da família Soares Bulcão, na referida sessão do
Instituto do Ceará (218-222). Finalmente. transcreve-se um artigo
em homenagem a Soares Bulcão, publicado nO Povo, de 23-7-1942.
O autor se diz discípulo e admirador de Bulcão e considera-se
garimpeiro por excelência da genealogia cearense. É assinado
por Raimundo Girão (223-225).
SOBRAL,
Lívio pseud. Vide também SOBREIRA, Azarias, padre.
SOBRAL,
Lívio
Padre Cícero Romão.
t. LIV, 136-141.
O A. se propõe escrever um ensaio crítico da mentalidade
do Padre Cícero. Mostra as duas correntes a favor e contra o
Padre Cícero e como ele próprio passou gradualmente da
primeira para a segunda corrente.
Padre Cícero Romão.
t. LV, 176-179.
O A. continua seu interessante estudo sobre o Padre Cícero, relatando
um sonho tido logo no início de seu ministério. Relata
ainda pequenos detalhes de sua vida escolar.
Padre Cícero Romão.
t. LVI, 110-114.
Traça o perfil do Padre Cícero, e exalta suas qualidades,
comparando-o ao Cura dArs, a Francisco de Sales, a Vicente de Paulo,
a Eutiquio, a Antônio Conselheiro e a Savonarola.
Padre Cícero Romão. Caps. 4 e 5.
t. LVII, 285-296.
Contém o cap. 4 sobre Juazeiro Primitivo e em nota valiosa depoimento
da ex-escrava octogenária do Padre Cícero, conhecida por
Teresa.
Sobral.
AMARAL, Alberto
Para a história de Sobral.
t. LIV, 272-275; t. XLV, 122-132.
CAVALCANTE, José Vicente Franca
Notas para a história de Sobral.
t. XXIII, 160-178.
LINHARES, Fortunato Alves, padre
Apontamentos para a história e corografia do Município
e cidade do Sobral.
t. LV, 234-251.
Notas históricas da cidade de Sobral.
t. XXXVI, 254-293.
OLIVEIRA. João Baptista Perdigão de (1854-1929)
Creação da Villa de Sobral.
t. V, 109-120.
Para a história de Sobral. Coleção Alberto Amaral.
t. LV, 225-226.
Sobre a genese dum schisto betuminoso do Ceará.
t. XL, 12-19.
Silvio Fróes de Abreu, em nota inicial (pp. 12-13) fala sobre
a tese apresentada por C. Eg. Bertrand ao Congresso Geológico
Internacional em 1900, sobre carvões gelósicos e carvões
húmicos. Há nesse trabalho referências a um xisto
betuminoso no Ceará. No arquivo do geólogo brasileiro
Gonzaga de Campos encontrou Fróes de Abreu a tradução
da memória de Berttrand sobre o xisto do Ceará. Copiou-o
e publicou-a aqui.
Sôbre
hu memorial que fes Luís figro. Religioso da Companhia de Jesus
sobre as cousas tocantes a conquista do Maranhão. (Da Collecção
Studart).
t. XX, 324-338.
Trata-se de valioso e importante documento sobre o Maranhão.
Contém dados para a história religiosa, econômica
e social. Pede que o Maranhão seja provido de um prelado bispo
e que se enviem mulheres portuguesas para lá, onde existem 200
soldados sem mulheres. O documento começa com o Memorial enviado
por Luís Filgueira, ao qual se seguem vários pareceres,
inclusive do Conselho de Estado, datado de 10-8-1637. Luís Filgueira
achava que só os padres da Companhia eram bons Missionários,
pois os de Santo Antônio e Carmo não acudiam às
suas obrigações ou não se saíam bem, porque
depende de uma mecânica que só se acha nos padres da Companhia
de Jesus. Pedia vinte padres jesuítas e que o administrador fosse
o superior da Ordem, com poderes episcopais iguais aos dos administradores
do Rio de Janeiro.
Sôbre
o pagamto. do Presídio do Seara se fazer na Ilha 3a. (Doc. offerecido
pelo Barão de Studart).
t. XX, 321.
Cópia do Livro de consultas de serviço dEl rei de 1630.
Biblioteca Nacional de Lisboa. Conselho Ultramarino, n. 476. Propõe-se
que não podendo mais fazer o pagamento do presídio do
Ceará no almoxarifado de Pernambuco, se ordene ao provedor da
fazenda da Ilha Terceira que proveja os ditos pagamentos, mandando-os
todos os anos em uma caravela.
SOBREIRA,
Azarias, padre. Vide também SOBRAL, Livio, pseud.
SOBREIRA, Azarias, padre
Floro Bartolomeu O caudilho bahiano.
t. LXIV.
Dissertação sobre o caudilho baiano ligado ao Padre Cícero.
José de Sá Barreto Sampaio. Sertanejo de escol.
t. LXIII, 75-97.
Esboço biográfico de José de Sá Barreto
Sampaio (1861). Sócio da firma Sampaio & Irmãos (1892-1914),
localizada em Barbalha, fornecedora de tecidos da zona do Cariri e sertões
de Pernambuco, Piauí e Paraíba. Sampaio dedicou-se também
à obra educativa e religiosa, como fundador do Gabinete de Leitura
e membro destacado das Conferências de São Vicente.
Minha árvore de família. (Minha e de muitos outros).
t. LX, 20-51.
Árvore genealógica dos Sobreira, a partir do princípio
do Século XIX.
Vilanova e Antônio Conselheiro.
t. LXII, 218-220.
Pequena Notícia biográfica do cabo-de-guerra jagunço
Antônio Vilanova, recolhido oralmente do Padre Emílio Leite
Cabral.
Dados biográficos.
t. LX, 289.
SOBREIRA,
João Gonçalves Dias
Fundação de Caldas.
t. LV, 227-230.
Conta o A. que tendo o padre missionário José Antônio
de Maria Ibiapina, por volta de 1869, indicado a uma velha doente banhos
cálidos e esta se curado nas águas de Caldas, formou-se
uma grande corrente à procura da fonte daquele rio afluente do
Salgado. Daí se originou a fundação de Caldas.
Sociedade
Capistrano de Abreu
Uma circular dirigida ao Sr. Barão de Studart em memória
de Capistrano de Abreu.
t. XLI, 276-277.
Carta circular convidando o Barão de Studart a comparecer a uma
reunião no dia 11 de setembro de 1927, a fim de ser criada a
Sociedade Capistrano de Abreu.
Sociedade Capistrano de Abreu. (Nota).
t. XLII-XLIV, 375-376.
Sociedade
Cearense Libertadora
Arquivo de Alberto Rangel.
t. LVI, 139-141.
Para a história da libertação dos escravos no Ceará.
Relatório ou Synopse histórica da inauguração
da Sociedade Cearense Libertadora por Antonio Martins, secretario da
Sociedade Perseverança e Porvir.
t. XI, 105-112.
Sociedade
dos Penitentes
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908)
Presidentes do Ceará. Segundo Reinado, 14o Presidente, Coronel
graduado Ignacio Correa de Vasconcellos. t. XXI, 337-352.
Sócios
do Instituto do Ceará.
Relação dos sócios que compõem o Instituto
do Ceará.
t. XXIX, 406-415; XXXVI, 502-513. (Às pp. 509-513, relação
dos sócios falecidos).
Sócios
falecidos. (Lista).
t. XXXII, 376-378.
Consigna todos os sócios falecidos desde 1888 até 1918.
Dá a data do falecimento.
Sombra,
José (1852-1888)
FONSECA, Julio Cezar da, filho (1856-1931).
Discurso fúnebre... na sessão solemne commemorativa do
fallecimento do consocio e thesoureiro Dr. José Sombra.
t. II, 93-98.
Contém alguns dados biográficos do falecido.
Sessão de 22 de Março de 1888. Sessão extraordinária
e fúnebre em 15 de Abril de 1888.
t. II, 87 e 91-92.
Na primeira sessão, foi lavrado na ata um voto de pesar pelo
falecimento de José Sombra, tesoureiro do Instituto. Na segunda,
fez-se uma homenagem à sua memória, no 30o dia de seu
passamento.
Sombra,
José da Cunha (1888-1932)
do Ceará e a Academia Cearense de Letras em homenagem ao Dr.
José Sombra. do Ceará (249-251), pelo Dr. Antônio
Teodorico da Costa, em nome da Academia
t. XLVI, 228-244.
Transcrevem-se os discursos do Dr. Leonardo Mota e do Dr. Pontes Vieira,
em sessão de 20 de maio de 1932, no Clube Iracema.
In Memoriam. (Homenagem póstuma ao Dr. José da Cunha Sombra).
Discursos, artigos de jornais e noticiário da Imprensa sobre
o grande desastre que motivou a sua morte. (1932).
t. XLVI, 247-308.
Transcrevem-se os discursos pronunciados durante o enterramento do Dr.
José da Cunha Sombra, proferidos pelo Dr. José Lino da
Justa, em nome do Instituto.
Discursos proferidos na sessão fúnebre realizada, conjuntamente,
pelo Instituto Cearense de Letras (251-253), pelo Dr. Beni Carvalho
(253-255) e pelo Dr. J. F. Jorge de Sousa, em nome da Faculdade de Direito
e do Liceu (255-259).
Transcrevem-se ainda: um artigo de Djacir Menezes, publicado na Gazeta
de Notícias, de 27-4-1932 (260-261); Discurso de Leonardo Mota,
publicado no Diário do Norte, de 23-4-1932 (262-263); Elegia
em prosa, por Antônio Sales, publicada no Correio do Ceará,
de 27-4-1932 (264-266); discurso de Antônio Teodorico da Costa,
na sessão de 7-5-1932 (256-269); discurso de Leonardo Mota, na
mesma sessão (269-271); Nas trevas da morte, editorial do Correio
do Ceará, de 22-4-1932 (271-273); Dr. José Sombra, por
Lauro Nogueira. (273-278).
Transcrevem-se ainda o noticiário da Imprensa: transcrição
do O Nordeste, de 22-4-1932 (280-287); O Nordeste, de 274-1932 (287-291);
O Povo, de 22-4-1932 (291-295); Diário do Norte, de 22-4-1932
(295-303); Gazeta de Notícias, de 22-4-1932 (304-308); A Verdade,
de Baturité, de 24-4-1932 (307-308); A Reforma, de Aracati, de
1-5-1932 (308).
Soure,
Vila de
SOUZA, Eusébio (Neri Alves) de
Reparos históricos.
t. XXXIII, 228-238.
Sousa,
Antônio da Silva e
Documentos para a História do Brasil e especialmente a do Ceará.
(Collecção Studart)
t. XXIV, 215-399.
Documento 69 Relatório de Antônio da Silva e Sousa sobre
fatos do governo de Antônio Teles da Silva com relação
aos Holandeses senhores de Pernambuco. O Barão aqui só
indica o documento, dizendo-se o mesmo muito extenso e que foi publicado
por ele na Revista da Academia Cearense, ano de 1904.
Sousa,
Antônio Tibúrcio Ferreira de (1837-1885)
Discurso proferido pelo orador official Julio Cezar da Fonseca Filho,
por occasião da inauguração da estatua do General
Tibucio a 24 de maio de 1893.
t. XXXIV, 140-145.
O General Tibucio. Traços principais.
t. XXXV, 274-278.
Transcrição do Libertador, de 3-2-1887. Traços
psicológicos do General Antônio Tibúrcio Ferreira
de Sousa, herói da guerra do Paraguai.
SOUSA, Eusebio Neri Alves de (1883-1947)
Pela história do Ceará.
t. XLVIII, 115-133.
Tratam-se de três pequenas crônicas. Na última, o
A. conta episódios curiosos da vida do General Antônio
Tibúrcio Ferreira de Sousa.
VIANNA, Lobo
General Tibúrcio de Sousa, (Narrativa histórica).
t. XXVII, 3-46.
Dados biográficos do General Tibúrcio, que tomou parte
ativa na guerra do Paraguai. O autor conta também sua vida depois
da campanha, como administrador, militar e professor.
SOUSA,
Bernardino José de
CASTRO, José Luís de
Onomastica geral da geographia brasileira.
t. XLII, 64-92.
Comenta o livro Onomástica geral da geografia brasileira, de
Bernardino José de Sousa. Após referir-se à obra
em tom muito elogioso. oferece retificações ou maiores
esclarecimentos quanto a 65 palavras definidas na Onomástica.
Ao lado das Efemérides da Confederação do Equador,
escritas pelo Barão do Studart, estes capítulos representam
uma interessante e valiosa evocação da época e
do movimento revolucionário do Ceará. Os capítulos
descrevem os seguintes episódios: o Grande Conselho, que proclamou
em 26 de agosto a República no Ceará; a atitude de Cocrane;
o morticínio da Picada (23 de outubro), a epopéia de Santa
Rosa (31 de outubro), quando morre Tristão Gonçalves de
Alencar Araripe, os acontecimentos de outubro em Icó, a deserção
de José Félix, o Padre Mororó em face da história,
a capitulação do juiz presidente da Paraíba; o
humorismo de Conrado, uma casa histórica e tributo de sangue.
SOUSA,
Eusebio Neri Alves de (1883-1947)
A deposição do general Clarindo. (Capítulo de um
livro a ser publicado).
t. LIV, 248-271.
O autor relata como o Marechal Floriano, ao assumir o poder, procurou
afastar, dos governos estaduais todos os que tinham apoiado o golpe
de Estado de Deodoro. Por várias vezes chamou ao Rio o General
José Clarindo de Queiroz, que fora eleito Governador do Estado.
Este resolveu convocar o Congresso Estadual, a fim de pedir-lhe licença
para se ausentar, por tempo indeterminado. A licença foi negada
e vários outros acontecimentos, como o choque entre os alunos
da Escola Militar e da Polícia levaram à deposição
do General Clarindo. O A. transcreve comentários saídos
na Imprensa da época e fala ligeiramente do sucessor do General
Clarindo.
A deposição do general Clarindo.
t. LV, 24-46.
Trata-se de capítulo de um livro a ser publicado, conforme declara
o autor. História e deposição do General José
Clarindo de Queirós, Presidente do Estado, em 16 de novembro
de 1892. Transcreve algumas peças oficiais importantes para a
elucidação do fato. A oposição do Exército
ao General Clarindo originouse da sua obstinação em não
demitir seu chefe de Polícia, que não castigara os policiais
agressores dos alunos da Escola Militar.
A epopéia de Camarão. t. XXXII, 143-151.
Tendo a cidade de Viçosa, no Ceará, decidido erigir uma
estátua à memória de D. Antônio Felipe Camarão,
o A. louva o gesto e justifica a prioridade do Ceará na questão
do nascimento do destemido índio. Cita algumas passagens da vida
de Camarão e transcreve o episódio 5 de Natividade Saldanha.
Numa nota elucidativa no fim do artigo, diz o A. que ele fora publicado
em 5-6-1915 nO Rebate, de Sobral, e que só agora tomara conhecimento
do artigo de Francisco Augusto Pereira da Costa A naturalidade de D.
Antônio Felipe Camarão, última verba, no qual se
comprova a naturalidade pernambucana de Camarão. Diz então
que o Ceará pode se ufanar de ter sido o berço e residência
de descendentes e aparentados daquele vulto das lutas holandesas no
Brasil.
A epopéia de Santa Rosa. (Para o genial autor do Terra de Santa
Cruz).
t. XXXV, 368-375.
O A. conta a tentativa de Tristão Gonçalves de prosseguir
na luta e como foi obrigado a reconhecer sua derrota em Santa Rosa.
Quando procura fugir é assassinado. Havendo dúvida quanto
ao lugar em que ele caiu morto, o A. realizou acuradas investigações
e fez assinalar o local com um marco de madeira, em que ficou gravada
esta inscrição: Neste local foi assassinado Tristão
Gonçalves de Alencar Araripe (31 de outubro de 1824), Presidente
da República na Fortaleza (Confederação do Equador).
A epopéia de Santa Rosa.
t. XXXVI, 15-23.
Narra o fim de Tristão Gonçalves de Alencar Araripe, em
Santa Rosa, quando, ao ver seu exército batido, procura fugir
e é morto, em 31 de outubro de 1824. Trata-se de trabalho interessante.
A Imprensa do Ceará dos seus primeiros dias aos atuais.
t. XLVII, 7-45.
O A. se limita a dar notícia dos jornais de maior projeção
no cenário político social e econômico do Ceará,
desde o Impé rio até a República. Seu estudo baseia-se
especialmente nos trabalhos mais extensos e eruditos do Barão
de Studart e foi escrito a pedido do Ministério da Educação,
através do Interventor Federal.
A Imprensa no Ceará em 1918. Memória apresentada, e unanimemente
approvada, ao 1o Congresso Brasileiro de Jornalistas, reunido no Rio
de Janeiro, de 10 a 21 de setembro de 1918.
t. XXXIII, 22-107.
O A. narra, inicialmente, a situação da Imprensa cearense
na Capital e no Interior e conclui que naquela quadra o Ceará
não possuía jornais à altura de seu desenvolvimento.
A seguir, apresenta um catálogo dos jornais e revistas que então
se publicavam no Estado, num total de 49 publicações.
Consigna o ano em que apareceram, a redação e o programa
proposto. Junta duas fotografias mostrando os jornais e revistas da
Capital e do Interior.
A vida da Legio Crucis.
t. XXIX, 315-322.
O A. conta a história da Legio Crucis Irmandade da Cruz, instalada
no povoado Varjota, do Município de Ipu, no dia 12 de setembro
de 1879. O seu fim, segundo os estatutos, era arrecadar esmolas e fazer
coletas para o Papa. Estes óbolos seriam remetidos ao Diretório
da Legio Crucis no Juazeiro do Padre Cícero. Dois anos após
a sua fundação, denunciou o Promotor da Justiça
da comarca Antônio Clarindo Campelo Veado e Antônio Martins
Brandão, como pretendendo assassinar o Coronel Antônio
Nogueira Borges, que havia aconselhado algumas pessoas a se afastarem
da irmandade. Transcreve a denúncia e acrescenta terem sido os
réus absolvidos. O A. encontrou a documentação
no arquivo de um Cartório.
A vida de Vicente Lopes de Negreiros ou Vicente de Caminhadeira.
t. XXXII, 275-307.
Braz de Vicente Lopes Vidal Negreiros teve ligação direta
com os crimes dos Mourões, um dos acontecimentos mais graves
da história criminal do Ceará. O autor procura mostrar
que ele não foi um criminoso vulgar, mas homem possuidor de sentimentos
nobres.
Antônio Conselheiro em juízo. (Um episódio de sua
vida).
t. XXVI, 291-301.
Este artigo, transcrito do jornal de Recife, de 24-6-1912 foi o resultado
de pesquisas de cartório, realizadas em Quixeramobim, lugar do
nascimento de Antônio Vicente Mendes Maciel, denominado Antônio
Conselheiro, figura de destaque dos Sertões, de Euclides da Cunha.
Publica vários documentos referentes a uma ação
decendiária e conseqüente ação de embargos
e penhora nos seus bens, intentada pelo credor de Antônio Conselheiro,
José Nogueira de Amorim Garcia. Transcreve a petição
inicial, a sentença, a petição de citação,
a letra e certidão da dívida, e a sentença e certidão
de ciência do auto de penhora. O fato passou-se em 1871, data
fixada por alguns históriadores como a época do revés
da sorte de Antônio Conselheiro.
As minas do Ipu. (Ponto de vista histórico)
t. XXXII, 14-26.
O A., dizendo que Ipu é o Município que regista o maior
número de minas, resolve descrever detalhadamente as minas de
ouro encontradas em Juré e Bom Jesus. Transcreve sobre as condições
desta última longo trecho do trabalho do Dr. Raimundo Herácilto
de Carvalho, publicado na Revista do Instituto do Ceará (t. XV,
1901, p. 113 e segts.). Baseado no Dr. Tomás Pompeu, diz existir
no Município salitre, soda nativa, carvão mineral, caparrosa,
chumbo, potassa e cobre.
Breve notícia histórica da Cidade de Quixeramobim. Período
de 1789 a 1913.
(Accomodada pelo Bacharel Eusebio Nery A. de Souza).
t. XXVII, 364-399.
O A. trata da origem da palavra Quixeramobim, da sua fundação
e primeiro povoamento, da ereção do povoado em vila e
suas causas principais. Transcreve o termo de inaugura ção
da Vila, em 13-6-1789, edital, carta régia, termos de levantamanto
e abertura do pelourinho e outros documentos relativos à criação
e inauguração da Vila, todos copiados do arquivo da Câmara
Municipal. Transcreve a lei n. 170, de 14-8-1856, pela qual a vila foi
elevada à categoria de cidade. Dá sua posição
astronômica e limites. A continuação ocorre no vol.
XXVIII, 191-261.
Instituto do Ceará. (Ligeiras considerações a propósito
do 29o aniversário de sua fundação).
t. XXX, 303-307.
O A. faz uma crônica sobre a fundação, 4 de abril
de 1887, do Instituto do Ceará, agora comemorando o seu 29o aniversário.
Instituto do Ceará.
t. XXXVI, 178-202.
Depois de algumas considerações preliminares sobre vários
institutos literários cearenses, o A. dá uma boa e valiosa
notícia histórica do Instituto do Ceará e da sua
Revista, dizendo sobre a distribuição da matéria
pelos vários volumes já publicados. Trechos dessa notícia
foram publicados posteriormente no volume Meio Século de Existência,
Tip. Minerva, Fortaleza, 1937.
José de Fogo (José Soares de Souza).
t. XXXI, 368-376.
Notícia biográfica de José do Fogo, apelido de
José Soares de Souza (1840-1911), que lutou na guerra do Paraguai,
chegando a capitão. Pelos atos de bravura nessa guerra recebeu
a condecoração de cavalheiro da Ordem da Rosa.
Memória histórica apresentada pelo 1o secretário
do Instituto do Ceará, em sessão de aniversário,
em 4 de março de 1932.
t. XLVI, 323-330.
Resume o movimento social do Instituto durante o ano de 1931.
Memória histórica apresentada pelo 1o secretário
do Instituto do Ceará, em sessão ordinária de 5
de março de 1930.
t. XLIII-XLIV, 318-330. Notícia sobre as atividades do Instituto
durante o ano de 1929.
Não tem appêllo nem aggravo...
t. XLIII-XLIV, 313-317.
Crônica reconstituindo a execução de Joaquim Pinto
Madeira, Coronel de Milícias do Ceará que, em 1831, durante
a administração do Padre José Martiniano de Alencar,
sublevou o Cariri contra a Regência e a favor de D. Pedro II.
Não tendo o juiz aceito o apelo a que tinha direito o condenado,
foi este julgamento considerado na história penal do Ceará
como um assassinato jurídico.
Notícia geographica, historica e descriptiva do Município
de Quixeramobim. (Continuação).
t. XXVIII, 191-261.
Continuação da notícia iniciada no t. 27 (1913),
364-399, sob o título Breve Notícia. O A. trata da população
(15.000 habitantes), produções, indústrias minerais.
Descreve, a seguir, a cidade, seus povoados, serras, rios, açudes.
Dá algumas informações sobre a instrução,
o foro e a religião. Descreve os prédios públicos,
mercados, cadeia e noticia a formação da Imprensa. Por
fim, fala dos principais filhos de Quixeramobim. Seguem-se algumas notas
de interesse variado.
O Ceará e a Abolição.
t. XXXVII, 385-390.
Defende a prioridade do Ceará na libertação dos
escravos. Tendo o Professor Moreno Brandão, no livro Alagoas
em 1922, afirmado que na localidade de Entre Montes, dez anos antes
da abolição, foram alforriados incondicionalmente escravos,
o A. diz que até a produção de algum documento
comprobatório de tal asserção não se poderia
negar a prioridade do Ceará.
O Padre Mororó e seus julgadores perante a história.
t. XXXVI, 82-89.
Nega que o Padre Gonçalo Inácio de Albuquerque Melo Mororó,
tenha sido um dos precursores do movimento republi cano de 1824, entendendo
que a sua ação foi constrangida, forçada. Cita
o testemunho do professor Ximenes de Aragão, cujas Memórias
foram publicadas nesta Revista.
Os monumentos do Estado do Ceará. Referência histórico-descritiva.
t. XLVI, 51-103.
Valiosa contribuição sobre o patrimônio histórico
e artístico cearense. Foi escrita em oito dias, a pedido do Ministério
da Educação e Saúde, através do Interventor
Federal. que se dirigiu ao Instituto do Ceará. São os
seguintes os monumentos estudados: ao General Tibúrcio, ao General
Sampaio, a D. Pedro II, a J. da Penha (herma), a Justiniano Serpa (herma),
ao Centenário do Cristo Redentor. a José de Alencar, Fortaleza
de Nossa Senhora da Assunção, a D. Luís, aos Aviadores,
coluna comemorativa da Independência, monumento de Russas, ao
Trabalho, estátua do índio Camarão, estátua
do General Tibúrcio, monumento à Independência,
a Tristão Gonçalves, a Pero Coelho e estátua do
Padre Cícero.
Os nossos perfis.
t. XLIII-XLIV, 297-303.
O autor relembra sua época de estudante e os colegas bacharéis
em Direito no Recife. Transcreve poesias de Silveira Carvalho, seu colega,
nas quais retratava dois cearenses nomeados em 1907. É crônica
sem maior importância histórica.
Pela História do Ceará.
t. XLIII-XLV, 247-268.
Este trabalho reúne algumas crônicas sobre história
do Ceará, escritas para a Gazeta de Notícias de Fortaleza.
Contém os seguintes estudos: Koster no Ceará; A primeira
cidade livre do Império, ou seja, a libertação
de escravos havida em Icó aos 25 de março de 1883; Pela
glória de Tristão Gonçalves, sobre a ereção
no futuro Jardim público da Lagoinha. de um monumento à
memória de Tristão Gonçalves de Alencar Araripe;
O primeiro jornal que teve o Ceará, o Diário do Governo
do Ceará, 1824; A bandeira da Libertadora Icoense, feita pelas
senhoras de Icó, quando da libertação dos escravos
a 25 de março de 1883.
Pela história do Ceará.
t. XLVIII, 115-133.
Tratam-se de três pequenas crônicas. A primeira refere-se
às missões pregadas no Ceará por Frei Vidal de
Frescarollo, nos fins do Século XVIII e que ficaram famosas.
A segunda conta a visita do Conde dEu ao Ceará, em 1889, dizendo
ter o príncipe dado tantas esmolas que de súbito viu esgotado
todo o dinheiro que trouxera. Finalmente, na terceira, conta episódios
curiosos da vida do General Antônio Tibúrcio Ferreira de
Sousa.
Pesquizas historicas (DA Noite).
t. XL, 55-68.
Transcrição dA Noite. O A. faz o histórico do mosteiro
de Santa Cruz, na Serra do Estêvão, fundado em 1900 e abandonado
em 1915. Nele funcionava excelente colégio, inaugurado em 1903,
cujo fechamento causou prejuízos ao ensino no Nordeste e Norte.
A seguir, descreve a excursão que fez ao Bico Alto, ponto mais
elevado no Estado do Ceará, localizado na Serra de Baturité.
O Bico Alto, com altura máxima de 1058 metros, é superior
ao Monte Flor (900 metros) e Campo Grande, em Ibiapaba (1020 metros),
considerados anteriormente como os pontos mais elevados do Estado. Descreve
as cidades que visitou, seus costumes e hábitos.
Primazia do Vale do Jaguaribe.
t. XXXVI, 242-244.
Crônica sobre as primazias do Vale do Jaguaribe.
Quem era o marquez de Aracaty.
t. XXXVI, 448-455.
Narra episódios da vida de João Carlos Augusto dOeynhausen
e Gravenburg, Marquês de Aracati o seu incidente com a Marquesa
de Santos, que insistia em visitar D. Leopoldina agonizante, e a prisão
de Manoel Martins Chaves, o maior potentado da Ribeira do Acaracu. O
Marquês de Aracati governou o Ceará de 1803 a 1807.
Reparos históricos.
t. XXXIII, 228-238.
Tratam-se de três notas sobre o Monumento a Pero Coelho, inaugurado
no Crato, em 1903, sobre o Pelourinho da Vila de Soure, com o auto de
reconhecimento do local onde o mesmo foi erigido e o auto de escavação
do mesmo local e, finalmente, sobre a Vila Velha, lamentando o abandono
em que a mesma então se achava, Essas notas são datadas
de Fortaleza, agosto de 1919.
Tristão Gonçalves. As brilhantes festas de 31 de outubro,
primeiro centenário do combate de Santa Rosa, no qual tombou
o grande herói cearense.
t. XXXVI, 27-39.
Relata as festas pela passagem do primeiro centenário da morte
de Tristão Gonçalves de Alencar Araripe em Santa Rosa
(31-10-1824). Transcreve a Ata do lançamento da pedra fundamental
do monumento que vai ser erigido ao heróico feito de 31 de outubro
de 1824 (Combate de Santa Rosa). Transcrito do Sitiá, de 9-11-1925.
Um pouco de historia. (Chronica do Ipu).
t. XXIX, 151-243.
O A. trata da fundação de Ipu e de sua história
nos primeiros tempos. Baseia-se quase que exclusivamente em trabalhos
bem conhecidos e de fácil acesso. Passa depois à descrição
da cidade de Ipu e de suas principais atividades. Cita os intelectuais
nascidos em Ipu ou que aí viveram, e transcreve algumas produções
literárias dos menos conhecidos. Entre estes, convém mencionar
Raimundo Farias de Brito.
Um pouco de história. (Chronica do Ipu) (Cont.).
t. XXX, 248-278.
Continuando a crônica de Ipu, o autor escreve sobre a Legio Crucis,
e costumes das populações sertanejas e descreve alguns
tipos populares curiosos da região.
Um quadro histórico. t. XLIX, 7-30.
Interessante crônica histórica sobre a libertação
dos escravos no Ceará. Enumera as primeiras cidades a redimirem
seus escravos, começando por Acarape, que os aboliu a 1-1-1883.
Esta é uma primazia do Ceará, que a princípio impediu
o tráfico e depois libertou o escravo. O A. escreve, a seguir,
sobre José Irineu de Sousa (1852), pintor da tela Fortaleza liberta,
reproduzindo o acontecimento de 24-5-1883. Transcreve trechos da crítica
à tela e fala do custo e aquisição do quadro. Seguem-se
sete notas esclarecedoras e informativas.
Ua pagina para a historia do Ceará por Eusebio de Sousa.
t. XXXV, 299-333.
Refere as solenidades da inauguração do monumento comemorativa
da passagem do 119o aniversário da instalação da
então vila de São Bernardo das Russas. Transcreve uma
carta do Barão de Studart a ele dirigida, elogiando sua ação.
A seguir, transcreve o discurso do orador oficial da solenidade, que
foi o próprio autor, juiz de Direito da comarca (pp. 301-314).
Transcreve ainda a Ata da sessão extraordinária da Câmara
Municipal da cidade de São Bernardo das Russas, para a solenização
do 119o aniversário da inauguração da então
vila de São Bernardo do Governador (pp. 314-316); ata da sessão
cívica levada a efeito no edifício da Câmara Municipal
de São Bernardo das Russas (p. 315-320); Hino comemorativo da
fundação da vila (320-321); Programa dos festejos consagrados
à passagem do 119o aniversário da fundação
da então vila de São Bernardo do Governador (2-81801),
(pp. 321-322); resultado das festas, segundo o que foi publicado no
Correio do Ceará, de Fortaleza (pp. 322-323); discurso proferido
pelo Dr. Eduardo Dias, no edifício da Câmara Municipal
(pp. 324-325); discurso proferido pelo Dr. Joaquim Moreira de Sousa,
na praça da Matriz, ao ser inaugurado o monumento (325-330);
discurso proferido pelo farmacêutico José Ramalho de Alarcon
e Santiago, prefeito municipal, ao receber, em nome do Município,
o monumento (pp. 330-332); lei n. 86, de 2-8-1920 (pp. 332-333).
AGUIAR, Osvaldo
Eusébio de Souza. (Necrológio).
t. LXI, 210-215.
MARTINZ, Antônio, filho
A operosidade excepcional de Eusébio de Souza. (Necrológio).
t. LXI, 197-209.
Sousa,
Francisco Marques de
DORIA, Escragnolle
O Tenente Marques de Souza.
t. XXXII, 80-90.
Sousa,
José Aires de (1874-1941).
Os mortos do Instituto.
t. LV, 252-255.
Regista-se a morte de José Aires de Sousa, p. 253.
Sousa,
José Bonifacio de.
O Centenário de Tomás Pompeu de Sousa Brasil.
Vol. 66, 1952, 313-320.
Discurso sobre Tomás Pompeu de Sousa Brasil.
(Discurso ao ser recebido como sócio).
t. LXIV, 352-361.
Fala sobre os ocupantes da cadeira: Eusébio de Sousa, Joaquim
Catunda e Monsenhor Bruno.
Serra do Estêvão.
t. LXI, 5-44.
Contém descrição geográfico-histórica
da Serra (5-8); notícia do Mosteiro de Santa Cruz (8-18) dados
biográficos dos Monges beneditinos que serviram no Mosteiro de
Santa Cruz (19-29) notícia da Congregação das Missionárias
da Imaculada Conceição (29-34); Casa de Repouso São
José. (34-44).
Sousa,
José Irineu de (1852)
SOUSA, Eusebio Neri Alves de (1883-1947)
Um quadro histórico. t. XLIX, 7-30.
SOUSA,
Maria da Conceição
Catálogo analítico dos assuntos contidos na Revista do
Instituto do Ceará (tomos 1897-1951).
t. LXVII, 81-290.
Trata-se de magnífico instrumento de trabalho registando inumeráveis
assuntos. A riqueza da matéria valoriza o trabalho e realça
o grande valor da Revista do Ceará.
Sousa,
Pero Coelho de
Relação do Maranhão, 1608, pelo jesuíta
Padre Luiz Figueira, enviada a Claudio Aquaviva.
t. XVII, 97-140.
SANTOS, João Brígido dos
Ha 300 annos. Pero Coelho de Sousa.
t. XVII, 40-49.
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Francisco Pinto e Luiz Figueira. O mais antigo documento existente sobre
a história do Ceará.
t. XVII, 51-96.
Souto,
Elias
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908)
Ainda a naturalidade do Dr. José Cardoso de Moura Brasil. (Cont.)
t. XVI, 60-71.
SOUTO
MAIOR, Pedro
A missão de Antônio Paraupaba ante o Governo Hollandez.
t. XXVI, 72-82.
O A. relata a viagem de Antônio Paraupaba (1656/57), em 6-8-1654,
a Holanda, a fim de pedir auxílio para os seus companheiros indígenas.
Fora governador dos índios do Rio Grande, em 1645. Antônio
Paraupaba apresentou ao governo holandês Dois Protestos (Twe Verscheyden
Remonstrantien ofte Vertogen Overgegeven aen hara Ho: Mo: de Heeren
Staten Generael der Vereenighde Nedrelanden). O A. traduz a primeira
memória na íntegra e um trecho da segunda. A primeira
tem a data de 5-8-1654.
Dous índios notaveis e parentes proximos, Pedro Poty e Phillippe
Camarão. Documentos intessantissimos e ineditos.
t. XXVI, 61-71.
O A., na viagem que realizou à Holanda, extraiu do Arquivo protestante
Ouder Holland Zeading do registro de batismo da Igreja protestante no
Brasil Algemen Nederiandsch Famille Blad importantes informações
sobre a propaganda calvinista no Brasil. Narra, a princípio,
a viagem empreendida à Holanda, por Pedro Poti, em 1625 a 1630,
baseando-se nessa parte em Laet e, especialmente, nos documentos da
Coleção Hessel Gerritsz publicados nos Anais da Biblioteca
Nacional do Rio de Janeiro, v. 29, 1907. Traduz, a seguir, a carta de
Pedro Poti, dirigida a Camarão, que o induziu a abandonar os
holandeses. Essa carta foi encontrada entre os documentos da Coleção
Brieven en Papieren e é datada de 31-10-1645. A resposta de Felipe
Camarão é igualmente publicada. Foi extraída da
mesma Coleção, onde se encontrava traduzida do tupi para
o holandês. Traz a data de 28-3-1646.
Sousa,
João Cardoso de Menezes e, barão de Paranapiacaba (1827-1915)
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Os mortos do Instituto.
t. XXIX, 361-398.
Dados biográficos do Barão de Paranapiacaba, João
Cardoso de Menezes e Sousa, pp. 394-395.
Sousa,
José Soares de (1840-1911)
SOUZA, Eusebio Neri Alves de (1883-1947)
José do Fogo (José Soares de Souza).
t. XXXI, 368-376.
Stella,
Jorge Bertolaso
Notas e transcrições. t. XLIX, 219-225.
Notas sobre os livros de Jorge Bertolaso Vestígios de língua
primitiva, A vida científica de Trombetti (pp. 219-220)
Sombra,
José (1852-1888)
FONSECA, Julio Cezar da, filho (1856-1931).
Discurso fúnebre... na sessão solemne commemorativa do
fallecimento do consocio e thesoureiro Dr. José Sombra.
t. II, 93-98.
Contém alguns dados biográficos do falecido.
Sessão de 22 de Março de 1888. Sessão extraordinária
e fúnebre em 15 de Abril de 1888.
t. II, 87 e 91-92.
Na primeira sessão, foi lavrado na ata um voto de pesar pelo
falecimento de José Sombra, tesoureiro do Instituto. Na segunda,
fez-se uma homenagem à sua memória, no 30o dia de seu
passamento.
Sombra,
José da Cunha (1888-1932)
do Ceará e a Academia Cearense de Letras em homenagem ao Dr.
José Sombra. do Ceará (249-251), pelo Dr. Antônio
Teodorico da Costa, em nome da Academia
t. XLVI, 228-244.
Transcrevem-se os discursos do Dr. Leonardo Mota e do Dr. Pontes Vieira,
em sessão de 20 de maio de 1932, no Clube Iracema.
In Memoriam. (Homenagem póstuma ao Dr. José da Cunha Sombra).
Discursos, artigos de jornais e noticiário da Imprensa sobre
o grande desastre que motivou a sua morte. (1932).
t. XLVI, 247-308.
Transcrevem-se os discursos pronunciados durante o enterramento do Dr.
José da Cunha Sombra, proferidos pelo Dr. José Lino da
Justa, em nome do Instituto.
Discursos proferidos na sessão fúnebre realizada, conjuntamente,
pelo Instituto Cearense de Letras (251-253), pelo Dr. Beni Carvalho
(253-255) e pelo Dr. J. F. Jorge de Sousa, em nome da Faculdade de Direito
e do Liceu (255-259).
Transcrevem-se ainda: um artigo de Djacir Menezes, publicado na Gazeta
de Notícias, de 27-4-1932 (260-261); Discurso de Leonardo Mota,
publicado no Diário do Norte, de 23-4-1932 (262-263); Elegia
em prosa, por Antônio Sales, publicada no Correio do Ceará,
de 27-4-1932 (264-266); discurso de Antônio Teodorico da Costa,
na sessão de 7-5-1932 (256-269); discurso de Leonardo Mota, na
mesma sessão (269-271); Nas trevas da morte, editorial do Correio
do Ceará, de 22-4-1932 (271-273); Dr. José Sombra, por
Lauro Nogueira. (273-278).
Transcrevem-se ainda o noticiário da Imprensa: transcrição
do O Nordeste, de 22-4-1932 (280-287); O Nordeste, de 274-1932 (287-291);
O Povo, de 22-4-1932 (291-295); Diário do Norte, de 22-4-1932
(295-303); Gazeta de Notícias, de 22-4-1932 (304-308); A Verdade,
de Baturité, de 24-4-1932 (307-308); A Reforma, de Aracati, de
1-5-1932 (308).
Soure,
Vila de
SOUZA, Eusébio (Neri Alves) de
Reparos históricos.
t. XXXIII, 228-238.
Sousa,
Antônio da Silva e
Documentos para a História do Brasil e especialmente a do Ceará.
(Collecção Studart)
t. XXIV, 215-399.
Documento 69 Relatório de Antônio da Silva e Sousa sobre
fatos do governo de Antônio Teles da Silva com relação
aos Holandeses senhores de Pernambuco. O Barão aqui só
indica o documento, dizendo-se o mesmo muito extenso e que foi publicado
por ele na Revista da Academia Cearense, ano de 1904.
Sousa,
Antônio Tibúrcio Ferreira de (1837-1885)
Discurso proferido pelo orador official Julio Cezar da Fonseca Filho,
por occasião da inauguração da estatua do General
Tibucio a 24 de maio de 1893.
t. XXXIV, 140-145.
O General Tibucio. Traços principais.
t. XXXV, 274-278.
Transcrição do Libertador, de 3-2-1887. Traços
psicológicos do General Antônio Tibúrcio Ferreira
de Sousa, herói da guerra do Paraguai.
SOUSA, Eusebio Neri Alves de (1883-1947)
Pela história do Ceará.
t. XLVIII, 115-133.
Tratam-se de três pequenas crônicas. Na última, o
A. conta episódios curiosos da vida do General Antônio
Tibúrcio Ferreira de Sousa.
VIANNA, Lobo
General Tibúrcio de Sousa, (Narrativa histórica).
t. XXVII, 3-46.
Dados biográficos do General Tibúrcio, que tomou parte
ativa na guerra do Paraguai. O autor conta também sua vida depois
da campanha, como administrador, militar e professor.
SOUSA,
Bernardino José de
CASTRO, José Luís de
Onomastica geral da geographia brasileira.
t. XLII, 64-92.
Comenta o livro Onomástica geral da geografia brasileira, de
Bernardino José de Sousa. Após referir-se à obra
em tom muito elogioso. oferece retificações ou maiores
esclarecimentos quanto a 65 palavras definidas na Onomástica.
Ao lado das Efemérides da Confederação do Equador,
escritas pelo Barão do Studart, estes capítulos representam
uma interessante e valiosa evocação da época e
do movimento revolucionário do Ceará. Os capítulos
descrevem os seguintes episódios: o Grande Conselho, que proclamou
em 26 de agosto a República no Ceará; a atitude de Cocrane;
o morticínio da Picada (23 de outubro), a epopéia de Santa
Rosa (31 de outubro), quando morre Tristão Gonçalves de
Alencar Araripe, os acontecimentos de outubro em Icó, a deserção
de José Félix, o Padre Mororó em face da história,
a capitulação do juiz presidente da Paraíba; o
humorismo de Conrado, uma casa histórica e tributo de sangue.
SOUSA,
Eusebio Neri Alves de (1883-1947)
A deposição do general Clarindo. (Capítulo de um
livro a ser publicado).
t. LIV, 248-271.
O autor relata como o Marechal Floriano, ao assumir o poder, procurou
afastar, dos governos estaduais todos os que tinham apoiado o golpe
de Estado de Deodoro. Por várias vezes chamou ao Rio o General
José Clarindo de Queiroz, que fora eleito Governador do Estado.
Este resolveu convocar o Congresso Estadual, a fim de pedir-lhe licença
para se ausentar, por tempo indeterminado. A licença foi negada
e vários outros acontecimentos, como o choque entre os alunos
da Escola Militar e da Polícia levaram à deposição
do General Clarindo. O A. transcreve comentários saídos
na Imprensa da época e fala ligeiramente do sucessor do General
Clarindo.
A deposição do general Clarindo.
t. LV, 24-46.
Trata-se de capítulo de um livro a ser publicado, conforme declara
o autor. História e deposição do General José
Clarindo de Queirós, Presidente do Estado, em 16 de novembro
de 1892. Transcreve algumas peças oficiais importantes para a
elucidação do fato. A oposição do Exército
ao General Clarindo originouse da sua obstinação em não
demitir seu chefe de Polícia, que não castigara os policiais
agressores dos alunos da Escola Militar.
A epopéia de Camarão. t. XXXII, 143-151.
Tendo a cidade de Viçosa, no Ceará, decidido erigir uma
estátua à memória de D. Antônio Felipe Camarão,
o A. louva o gesto e justifica a prioridade do Ceará na questão
do nascimento do destemido índio. Cita algumas passagens da vida
de Camarão e transcreve o episódio 5 de Natividade Saldanha.
Numa nota elucidativa no fim do artigo, diz o A. que ele fora publicado
em 5-6-1915 nO Rebate, de Sobral, e que só agora tomara conhecimento
do artigo de Francisco Augusto Pereira da Costa A naturalidade de D.
Antônio Felipe Camarão, última verba, no qual se
comprova a naturalidade pernambucana de Camarão. Diz então
que o Ceará pode se ufanar de ter sido o berço e residência
de descendentes e aparentados daquele vulto das lutas holandesas no
Brasil.
A epopéia de Santa Rosa. (Para o genial autor do Terra de Santa
Cruz).
t. XXXV, 368-375.
O A. conta a tentativa de Tristão Gonçalves de prosseguir
na luta e como foi obrigado a reconhecer sua derrota em Santa Rosa.
Quando procura fugir é assassinado. Havendo dúvida quanto
ao lugar em que ele caiu morto, o A. realizou acuradas investigações
e fez assinalar o local com um marco de madeira, em que ficou gravada
esta inscrição: Neste local foi assassinado Tristão
Gonçalves de Alencar Araripe (31 de outubro de 1824), Presidente
da República na Fortaleza (Confederação do Equador).
A epopéia de Santa Rosa.
t. XXXVI, 15-23.
Narra o fim de Tristão Gonçalves de Alencar Araripe, em
Santa Rosa, quando, ao ver seu exército batido, procura fugir
e é morto, em 31 de outubro de 1824. Trata-se de trabalho interessante.
A Imprensa do Ceará dos seus primeiros dias aos atuais.
t. XLVII, 7-45.
O A. se limita a dar notícia dos jornais de maior projeção
no cenário político social e econômico do Ceará,
desde o Impé rio até a República. Seu estudo baseia-se
especialmente nos trabalhos mais extensos e eruditos do Barão
de Studart e foi escrito a pedido do Ministério da Educação,
através do Interventor Federal.
A Imprensa no Ceará em 1918. Memória apresentada, e unanimemente
approvada, ao 1o Congresso Brasileiro de Jornalistas, reunido no Rio
de Janeiro, de 10 a 21 de setembro de 1918.
t. XXXIII, 22-107.
O A. narra, inicialmente, a situação da Imprensa cearense
na Capital e no Interior e conclui que naquela quadra o Ceará
não possuía jornais à altura de seu desenvolvimento.
A seguir, apresenta um catálogo dos jornais e revistas que então
se publicavam no Estado, num total de 49 publicações.
Consigna o ano em que apareceram, a redação e o programa
proposto. Junta duas fotografias mostrando os jornais e revistas da
Capital e do Interior.
A vida da Legio Crucis.
t. XXIX, 315-322.
O A. conta a história da Legio Crucis Irmandade da Cruz, instalada
no povoado Varjota, do Município de Ipu, no dia 12 de setembro
de 1879. O seu fim, segundo os estatutos, era arrecadar esmolas e fazer
coletas para o Papa. Estes óbolos seriam remetidos ao Diretório
da Legio Crucis no Juazeiro do Padre Cícero. Dois anos após
a sua fundação, denunciou o Promotor da Justiça
da comarca Antônio Clarindo Campelo Veado e Antônio Martins
Brandão, como pretendendo assassinar o Coronel Antônio
Nogueira Borges, que havia aconselhado algumas pessoas a se afastarem
da irmandade. Transcreve a denúncia e acrescenta terem sido os
réus absolvidos. O A. encontrou a documentação
no arquivo de um Cartório.
A vida de Vicente Lopes de Negreiros ou Vicente de Caminhadeira.
t. XXXII, 275-307.
Braz de Vicente Lopes Vidal Negreiros teve ligação direta
com os crimes dos Mourões, um dos acontecimentos mais graves
da história criminal do Ceará. O autor procura mostrar
que ele não foi um criminoso vulgar, mas homem possuidor de sentimentos
nobres.
Antônio Conselheiro em juízo. (Um episódio de sua
vida).
t. XXVI, 291-301.
Este artigo, transcrito do jornal de Recife, de 24-6-1912 foi o resultado
de pesquisas de cartório, realizadas em Quixeramobim, lugar do
nascimento de Antônio Vicente Mendes Maciel, denominado Antônio
Conselheiro, figura de destaque dos Sertões, de Euclides da Cunha.
Publica vários documentos referentes a uma ação
decendiária e conseqüente ação de embargos
e penhora nos seus bens, intentada pelo credor de Antônio Conselheiro,
José Nogueira de Amorim Garcia. Transcreve a petição
inicial, a sentença, a petição de citação,
a letra e certidão da dívida, e a sentença e certidão
de ciência do auto de penhora. O fato passou-se em 1871, data
fixada por alguns históriadores como a época do revés
da sorte de Antônio Conselheiro.
As minas do Ipu. (Ponto de vista histórico)
t. XXXII, 14-26.
O A., dizendo que Ipu é o Município que regista o maior
número de minas, resolve descrever detalhadamente as minas de
ouro encontradas em Juré e Bom Jesus. Transcreve sobre as condições
desta última longo trecho do trabalho do Dr. Raimundo Herácilto
de Carvalho, publicado na Revista do Instituto do Ceará (t. XV,
1901, p. 113 e segts.). Baseado no Dr. Tomás Pompeu, diz existir
no Município salitre, soda nativa, carvão mineral, caparrosa,
chumbo, potassa e cobre.
Breve notícia histórica da Cidade de Quixeramobim. Período
de 1789 a 1913.
(Accomodada pelo Bacharel Eusebio Nery A. de Souza).
t. XXVII, 364-399.
O A. trata da origem da palavra Quixeramobim, da sua fundação
e primeiro povoamento, da ereção do povoado em vila e
suas causas principais. Transcreve o termo de inaugura ção
da Vila, em 13-6-1789, edital, carta régia, termos de levantamanto
e abertura do pelourinho e outros documentos relativos à criação
e inauguração da Vila, todos copiados do arquivo da Câmara
Municipal. Transcreve a lei n. 170, de 14-8-1856, pela qual a vila foi
elevada à categoria de cidade. Dá sua posição
astronômica e limites. A continuação ocorre no vol.
XXVIII, 191-261.
Instituto do Ceará. (Ligeiras considerações a propósito
do 29o aniversário de sua fundação).
t. XXX, 303-307.
O A. faz uma crônica sobre a fundação, 4 de abril
de 1887, do Instituto do Ceará, agora comemorando o seu 29o aniversário.
Instituto do Ceará.
t. XXXVI, 178-202.
Depois de algumas considerações preliminares sobre vários
institutos literários cearenses, o A. dá uma boa e valiosa
notícia histórica do Instituto do Ceará e da sua
Revista, dizendo sobre a distribuição da matéria
pelos vários volumes já publicados. Trechos dessa notícia
foram publicados posteriormente no volume Meio Século de Existência,
Tip. Minerva, Fortaleza, 1937.
José de Fogo (José Soares de Souza).
t. XXXI, 368-376.
Notícia biográfica de José do Fogo, apelido de
José Soares de Souza (1840-1911), que lutou na guerra do Paraguai,
chegando a capitão. Pelos atos de bravura nessa guerra recebeu
a condecoração de cavalheiro da Ordem da Rosa.
Memória histórica apresentada pelo 1o secretário
do Instituto do Ceará, em sessão de aniversário,
em 4 de março de 1932.
t. XLVI, 323-330.
Resume o movimento social do Instituto durante o ano de 1931.
Memória histórica apresentada pelo 1o secretário
do Instituto do Ceará, em sessão ordinária de 5
de março de 1930.
t. XLIII-XLIV, 318-330. Notícia sobre as atividades do Instituto
durante o ano de 1929.
Não tem appêllo nem aggravo...
t. XLIII-XLIV, 313-317.
Crônica reconstituindo a execução de Joaquim Pinto
Madeira, Coronel de Milícias do Ceará que, em 1831, durante
a administração do Padre José Martiniano de Alencar,
sublevou o Cariri contra a Regência e a favor de D. Pedro II.
Não tendo o juiz aceito o apelo a que tinha direito o condenado,
foi este julgamento considerado na história penal do Ceará
como um assassinato jurídico.
Notícia geographica, historica e descriptiva do Município
de Quixeramobim. (Continuação).
t. XXVIII, 191-261.
Continuação da notícia iniciada no t. 27 (1913),
364-399, sob o título Breve Notícia. O A. trata da população
(15.000 habitantes), produções, indústrias minerais.
Descreve, a seguir, a cidade, seus povoados, serras, rios, açudes.
Dá algumas informações sobre a instrução,
o foro e a religião. Descreve os prédios públicos,
mercados, cadeia e noticia a formação da Imprensa. Por
fim, fala dos principais filhos de Quixeramobim. Seguem-se algumas notas
de interesse variado.
O Ceará e a Abolição.
t. XXXVII, 385-390.
Defende a prioridade do Ceará na libertação dos
escravos. Tendo o Professor Moreno Brandão, no livro Alagoas
em 1922, afirmado que na localidade de Entre Montes, dez anos antes
da abolição, foram alforriados incondicionalmente escravos,
o A. diz que até a produção de algum documento
comprobatório de tal asserção não se poderia
negar a prioridade do Ceará.
O Padre Mororó e seus julgadores perante a história.
t. XXXVI, 82-89.
Nega que o Padre Gonçalo Inácio de Albuquerque Melo Mororó,
tenha sido um dos precursores do movimento republi cano de 1824, entendendo
que a sua ação foi constrangida, forçada. Cita
o testemunho do professor Ximenes de Aragão, cujas Memórias
foram publicadas nesta Revista.
Os monumentos do Estado do Ceará. Referência histórico-descritiva.
t. XLVI, 51-103.
Valiosa contribuição sobre o patrimônio histórico
e artístico cearense. Foi escrita em oito dias, a pedido do Ministério
da Educação e Saúde, através do Interventor
Federal. que se dirigiu ao Instituto do Ceará. São os
seguintes os monumentos estudados: ao General Tibúrcio, ao General
Sampaio, a D. Pedro II, a J. da Penha (herma), a Justiniano Serpa (herma),
ao Centenário do Cristo Redentor. a José de Alencar, Fortaleza
de Nossa Senhora da Assunção, a D. Luís, aos Aviadores,
coluna comemorativa da Independência, monumento de Russas, ao
Trabalho, estátua do índio Camarão, estátua
do General Tibúrcio, monumento à Independência,
a Tristão Gonçalves, a Pero Coelho e estátua do
Padre Cícero.
Os nossos perfis.
t. XLIII-XLIV, 297-303.
O autor relembra sua época de estudante e os colegas bacharéis
em Direito no Recife. Transcreve poesias de Silveira Carvalho, seu colega,
nas quais retratava dois cearenses nomeados em 1907. É crônica
sem maior importância histórica.
Pela História do Ceará.
t. XLIII-XLV, 247-268.
Este trabalho reúne algumas crônicas sobre história
do Ceará, escritas para a Gazeta de Notícias de Fortaleza.
Contém os seguintes estudos: Koster no Ceará; A primeira
cidade livre do Império, ou seja, a libertação
de escravos havida em Icó aos 25 de março de 1883; Pela
glória de Tristão Gonçalves, sobre a ereção
no futuro Jardim público da Lagoinha. de um monumento à
memória de Tristão Gonçalves de Alencar Araripe;
O primeiro jornal que teve o Ceará, o Diário do Governo
do Ceará, 1824; A bandeira da Libertadora Icoense, feita pelas
senhoras de Icó, quando da libertação dos escravos
a 25 de março de 1883.
Pela história do Ceará.
t. XLVIII, 115-133.
Tratam-se de três pequenas crônicas. A primeira refere-se
às missões pregadas no Ceará por Frei Vidal de
Frescarollo, nos fins do Século XVIII e que ficaram famosas.
A segunda conta a visita do Conde dEu ao Ceará, em 1889, dizendo
ter o príncipe dado tantas esmolas que de súbito viu esgotado
todo o dinheiro que trouxera. Finalmente, na terceira, conta episódios
curiosos da vida do General Antônio Tibúrcio Ferreira de
Sousa.
Pesquizas historicas (DA Noite).
t. XL, 55-68.
Transcrição dA Noite. O A. faz o histórico do mosteiro
de Santa Cruz, na Serra do Estêvão, fundado em 1900 e abandonado
em 1915. Nele funcionava excelente colégio, inaugurado em 1903,
cujo fechamento causou prejuízos ao ensino no Nordeste e Norte.
A seguir, descreve a excursão que fez ao Bico Alto, ponto mais
elevado no Estado do Ceará, localizado na Serra de Baturité.
O Bico Alto, com altura máxima de 1058 metros, é superior
ao Monte Flor (900 metros) e Campo Grande, em Ibiapaba (1020 metros),
considerados anteriormente como os pontos mais elevados do Estado. Descreve
as cidades que visitou, seus costumes e hábitos.
Primazia do Vale do Jaguaribe.
t. XXXVI, 242-244.
Crônica sobre as primazias do Vale do Jaguaribe.
Quem era o marquez de Aracaty.
t. XXXVI, 448-455.
Narra episódios da vida de João Carlos Augusto dOeynhausen
e Gravenburg, Marquês de Aracati o seu incidente com a Marquesa
de Santos, que insistia em visitar D. Leopoldina agonizante, e a prisão
de Manoel Martins Chaves, o maior potentado da Ribeira do Acaracu. O
Marquês de Aracati governou o Ceará de 1803 a 1807.
Reparos históricos.
t. XXXIII, 228-238.
Tratam-se de três notas sobre o Monumento a Pero Coelho, inaugurado
no Crato, em 1903, sobre o Pelourinho da Vila de Soure, com o auto de
reconhecimento do local onde o mesmo foi erigido e o auto de escavação
do mesmo local e, finalmente, sobre a Vila Velha, lamentando o abandono
em que a mesma então se achava, Essas notas são datadas
de Fortaleza, agosto de 1919.
Tristão Gonçalves. As brilhantes festas de 31 de outubro,
primeiro centenário do combate de Santa Rosa, no qual tombou
o grande herói cearense.
t. XXXVI, 27-39.
Relata as festas pela passagem do primeiro centenário da morte
de Tristão Gonçalves de Alencar Araripe em Santa Rosa
(31-10-1824). Transcreve a Ata do lançamento da pedra fundamental
do monumento que vai ser erigido ao heróico feito de 31 de outubro
de 1824 (Combate de Santa Rosa). Transcrito do Sitiá, de 9-11-1925.
Um pouco de historia. (Chronica do Ipu).
t. XXIX, 151-243.
O A. trata da fundação de Ipu e de sua história
nos primeiros tempos. Baseia-se quase que exclusivamente em trabalhos
bem conhecidos e de fácil acesso. Passa depois à descrição
da cidade de Ipu e de suas principais atividades. Cita os intelectuais
nascidos em Ipu ou que aí viveram, e transcreve algumas produções
literárias dos menos conhecidos. Entre estes, convém mencionar
Raimundo Farias de Brito.
Um pouco de história. (Chronica do Ipu) (Cont.).
t. XXX, 248-278.
Continuando a crônica de Ipu, o autor escreve sobre a Legio Crucis,
e costumes das populações sertanejas e descreve alguns
tipos populares curiosos da região.
Um quadro histórico. t. XLIX, 7-30.
Interessante crônica histórica sobre a libertação
dos escravos no Ceará. Enumera as primeiras cidades a redimirem
seus escravos, começando por Acarape, que os aboliu a 1-1-1883.
Esta é uma primazia do Ceará, que a princípio impediu
o tráfico e depois libertou o escravo. O A. escreve, a seguir,
sobre José Irineu de Sousa (1852), pintor da tela Fortaleza liberta,
reproduzindo o acontecimento de 24-5-1883. Transcreve trechos da crítica
à tela e fala do custo e aquisição do quadro. Seguem-se
sete notas esclarecedoras e informativas.
Ua pagina para a historia do Ceará por Eusebio de Sousa.
t. XXXV, 299-333.
Refere as solenidades da inauguração do monumento comemorativa
da passagem do 119o aniversário da instalação da
então vila de São Bernardo das Russas. Transcreve uma
carta do Barão de Studart a ele dirigida, elogiando sua ação.
A seguir, transcreve o discurso do orador oficial da solenidade, que
foi o próprio autor, juiz de Direito da comarca (pp. 301-314).
Transcreve ainda a Ata da sessão extraordinária da Câmara
Municipal da cidade de São Bernardo das Russas, para a solenização
do 119o aniversário da inauguração da então
vila de São Bernardo do Governador (pp. 314-316); ata da sessão
cívica levada a efeito no edifício da Câmara Municipal
de São Bernardo das Russas (p. 315-320); Hino comemorativo da
fundação da vila (320-321); Programa dos festejos consagrados
à passagem do 119o aniversário da fundação
da então vila de São Bernardo do Governador (2-81801),
(pp. 321-322); resultado das festas, segundo o que foi publicado no
Correio do Ceará, de Fortaleza (pp. 322-323); discurso proferido
pelo Dr. Eduardo Dias, no edifício da Câmara Municipal
(pp. 324-325); discurso proferido pelo Dr. Joaquim Moreira de Sousa,
na praça da Matriz, ao ser inaugurado o monumento (325-330);
discurso proferido pelo farmacêutico José Ramalho de Alarcon
e Santiago, prefeito municipal, ao receber, em nome do Município,
o monumento (pp. 330-332); lei n. 86, de 2-8-1920 (pp. 332-333).
AGUIAR, Osvaldo
Eusébio de Souza. (Necrológio).
t. LXI, 210-215.
MARTINZ, Antônio, filho
A operosidade excepcional de Eusébio de Souza. (Necrológio).
t. LXI, 197-209.
Sousa,
Francisco Marques de
DORIA, Escragnolle
O Tenente Marques de Souza.
t. XXXII, 80-90.
Sousa,
José Aires de (1874-1941).
Os mortos do Instituto.
t. LV, 252-255.
Regista-se a morte de José Aires de Sousa, p. 253.
Sousa,
José Bonifacio de.
O Centenário de Tomás Pompeu de Sousa Brasil.
Vol. 66, 1952, 313-320.
Discurso sobre Tomás Pompeu de Sousa Brasil.
(Discurso ao ser recebido como sócio).
t. LXIV, 352-361.
Fala sobre os ocupantes da cadeira: Eusébio de Sousa, Joaquim
Catunda e Monsenhor Bruno.
Serra do Estêvão.
t. LXI, 5-44.
Contém descrição geográfico-histórica
da Serra (5-8); notícia do Mosteiro de Santa Cruz (8-18) dados
biográficos dos Monges beneditinos que serviram no Mosteiro de
Santa Cruz (19-29) notícia da Congregação das Missionárias
da Imaculada Conceição (29-34); Casa de Repouso São
José. (34-44).
Sousa,
José Irineu de (1852)
SOUSA, Eusebio Neri Alves de (1883-1947)
Um quadro histórico. t. XLIX, 7-30.
SOUSA,
Maria da Conceição
Catálogo analítico dos assuntos contidos na Revista do
Instituto do Ceará (tomos 1897-1951).
t. LXVII, 81-290.
Trata-se de magnífico instrumento de trabalho registando inumeráveis
assuntos. A riqueza da matéria valoriza o trabalho e realça
o grande valor da Revista do Ceará.
Sousa,
Pero Coelho de
Relação do Maranhão, 1608, pelo jesuíta
Padre Luiz Figueira, enviada a Claudio Aquaviva.
t. XVII, 97-140.
SANTOS, João Brígido dos
Ha 300 annos. Pero Coelho de Sousa.
t. XVII, 40-49.
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938).
Francisco Pinto e Luiz Figueira. O mais antigo documento existente sobre
a história do Ceará.
t. XVII, 51-96.
Souto,
Elias
FONSECA, Paulino Nogueira Borges da (1842-1908)
Ainda a naturalidade do Dr. José Cardoso de Moura Brasil. (Cont.)
t. XVI, 60-71.
SOUTO
MAIOR, Pedro
A missão de Antônio Paraupaba ante o Governo Hollandez.
t. XXVI, 72-82.
O A. relata a viagem de Antônio Paraupaba (1656/57), em 6-8-1654,
a Holanda, a fim de pedir auxílio para os seus companheiros indígenas.
Fora governador dos índios do Rio Grande, em 1645. Antônio
Paraupaba apresentou ao governo holandês Dois Protestos (Twe Verscheyden
Remonstrantien ofte Vertogen Overgegeven aen hara Ho: Mo: de Heeren
Staten Generael der Vereenighde Nedrelanden). O A. traduz a primeira
memória na íntegra e um trecho da segunda. A primeira
tem a data de 5-8-1654.
Dous índios notaveis e parentes proximos, Pedro Poty e Phillippe
Camarão. Documentos intessantissimos e ineditos.
t. XXVI, 61-71.
O A., na viagem que realizou à Holanda, extraiu do Arquivo protestante
Ouder Holland Zeading do registro de batismo da Igreja protestante no
Brasil Algemen Nederiandsch Famille Blad importantes informações
sobre a propaganda calvinista no Brasil. Narra, a princípio,
a viagem empreendida à Holanda, por Pedro Poti, em 1625 a 1630,
baseando-se nessa parte em Laet e, especialmente, nos documentos da
Coleção Hessel Gerritsz publicados nos Anais da Biblioteca
Nacional do Rio de Janeiro, v. 29, 1907. Traduz, a seguir, a carta de
Pedro Poti, dirigida a Camarão, que o induziu a abandonar os
holandeses. Essa carta foi encontrada entre os documentos da Coleção
Brieven en Papieren e é datada de 31-10-1645. A resposta de Felipe
Camarão é igualmente publicada. Foi extraída da
mesma Coleção, onde se encontrava traduzida do tupi para
o holandês. Traz a data de 28-3-1646.
Sousa,
João Cardoso de Menezes e, barão de Paranapiacaba (1827-1915)
STUDART, Guilherme, barão de (1856-1938)
Os mortos do Instituto.
t. XXIX, 361-398.
Dados biográficos do Barão de Paranapiacaba, João
Cardoso de Menezes e Sousa, pp. 394-395.
Sousa,
José Soares de (1840-1911)
SOUZA, Eusebio Neri Alves de (1883-1947)
José do Fogo (José Soares de Souza).
t. XXXI, 368-376.
Stella,
Jorge Bertolaso
Notas e transcrições. t. XLIX, 219-225.
Notas sobre os livros de Jorge Bertolaso Vestígios de língua
primitiva, A vida científica de Trombetti (pp. 219-220)
STUDART,
CARLOS, Filho
Antiga história do Brasil.
t. XLII, 169-198.
Artigo crítica sobre o livro Antiga História do Brasil,
do Dr. Ludovico Schwenhagen, chama-o de livro bizarro e extravagante,
escrito à laia de romance histórico. Crítica a
escolha das fontes e analisa com detalhes os 3 primeiros capítulos
e rapidamente os seguintes, mostrando os enormes erros em que incidiu
Schwenhagen e que se trata, na verdade, de livro que não merece
o respeito dos estudiosos.
Antiguidades indígenas do Ceará.
t. XLI, 167-221.
Bom artigo, bem documentado e com boa indicação bibliográfica
sobre a arqueologia indígena cearense.
Antiguidades indígenas do Ceará.
t. XLVI, 105-118.
Nesta parte de seu estudo, o A. analisa os objetos de pedra usados pelos
indígenas cearenses. Trata das mós, almofarizes de fundo
de canoa. grais, discos, pitões e pedras elipsoidais.
A propósito de uma petrographia encontrada na fazenda do Mucambo
em Itapipoca.
t. XXXVI, 164-171.
Dá notícia de uma pedra coberta de caracteres, de onde
lhe adveio o nome de Pedra Ferrada. Discute o valor da petrografia e
diz estar com Von Ihering em que ela serve para assinalar a imigração
antiga dos povos que a executaram. O A. mostra-se bem informado da literatura
sobre inscrições lapidares.
Os arianos.
t. XLVIII, 39-57.
Desejando combater certa ficção, que se perpetuou no meio
intelectual brasileiro, segundo suas próprias expressões,
o autor faz um ligeiro histórico da raça e língua
arianas. Como trabalho antropológico, é de valor secundário,
baseado em tratadistas de autoridade contestável.
A bandeira de Pero Coelho.
t. L, 13-37.
Bom relato sobre a organização da bandeira de Pero Coelho
e sua realização. Depois de contar minuciosamente os riscos
e esforços de Pero Coelho, na expedição de conquista,
procura reabilitar sua memória, às vezes malsinada por
alguns históriadores e outras vezes acusado de crimes sem nome,
praticados contra índios. Transcreve o regimento que lhe foi
dado.
O Ceará sob o regime das capitanias hereditárias.
t. LII, 41-56.
Baseado em bons autores, descreve as três porções
primitivas que constituíam o Ceará, indica a carta de
doação, o foral e o procedi... que ele mostra que o auto
o qual figuram os dois réus se realizou em 20 de setembro e não
em 20 de novembro, como está na própria peça. O
erro deve ser da cópia ou do original, visto que Araújo
Portugal em 25 de outubro se apresentava a Castro Marim e, portanto,
não podia ser julgado em 20 de novembro.
Em torno de uma palestra do professor Ludovico Schwennhagen.
t. XXXVI, 280-294.
O Professor Ludovico Schwennhagen, em uma palestra realizada no Theatro
José de Alencar e publicada no Diário do Ceará,
sustentou a existência na capitania do Ceará Grande, antes
da chegada dos portugueses, de uma raça branca, bem como de vários
objetos fenícios encontrados no Ceará. O A. crítica
as afirmações e teses do Dr. Ludovico, procurando mostrar
sua total improcedência.
Enfermidades e a média de vida entre homens primitivos.
t. LXVII, 5-33. O A., com grande erudição, recolhe dados
sobre as condições de vida e a constituição
física do homem primitivo. Estuda e interpreta a influência
do clima, as condições de vida, as doenças, o raquitismo,
as fraturas, contusões e práticas ortopédicas,
doenças infecciosas, tuberculose, sífilis, doença
de Paget, trepanações cranianas, ferócia primitiva,
antropofagia, estatura e compleição, duração
da vida.
As fortificações do Ceará.
t. XLIII-XLIV, 48-94.
Excelente contribuição para a história das fortificações
cearenses. Após ligeiros comentários sobre as obras anteriormente
publicadas, o A. historia a construção do Forte de São
Sebastião, no Fortim de São Lourenço, de São
Tiago, de Nossa Senhora do Rosário, as fortificações
holandesas, Forte de Schoonenborch, as fortificações do
Camocim, Fortim do Jaguaribe, fortificações do Mucuripe
e a Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção (1812). Trata-se
de excelente estudo para a história militar, rico em informações
sobre as lutas dos holandeses no Brasil.
As fortificações do Ceará.
t. XLV, 119-121.
Nota adicional ao trabalho publicado no t. XLIV. Trata das fortificações
do Baixo Jaguaribe e de outros fortins cearenses.
Fundamentos geográficos e históricos do Estado do Maranhão.
(Com breve estudo sobre a origem e evolução das capitanias
feudais do Norte e Meio-Norte).
t. LXIII, 176-219.
O autor discute, baseado em boa informação bibliográfica,
nem sempre cuidadosamente referida, os fatores geográficos, o
reconhecimento e primeiras explorações da Costa Leste-Oeste
e as tentativas portuguesas para ocupar a Costa Leste-Oeste.
Fundamentos geográficos e históricos do Estado do Maranhão.
(Com breve estudo sobre a origem e evolução das capitanias
feudais do Norte e Meio-Norte). (Continuação).
t. LXIV, 17-60.
O autor examina a fundação do Ceará, a França
Equinocial, a conquista da Costa Leste-Oeste, a jornada do Grão
Pará e Amazonas.
Fundamentos geográficos e históricos do Estado do Maranhão.
(Com breve estudo sobre a origem e evolução das capitanias
feudais do Norte e Meio-Norte). Continuação).
t. LXV, 146-171.
O A. trata do rumo ao oeste, luta contra os estrangeiros, início
do movimento desbravador, a jornada de Pedro Teixeira ao Equador, o
Estado do Maranhão e Grão Pará.
Fundamentos geográficos e históricos do Maranhão.
(Continuação).
t. LXVI, 182-219.
O A. continua o trabalho, tratando do início do povoamento, as
capitanias feudais do Norte e Meio-Norte, a unidade do Estado, o Nativo,
os Missionários.
Fundamentos geográficos e históricos do Estado do Maranhão.
(Com breve estudo sobre a origem e evolução das capitanias
feudais do Norte e Meio-Norte). (Conclusão).
t. LXVIII, 84-122.
Erudito estudo sobre a Capitania do Ceará Grande, abrangendo
desde 1621 até o Século 18; sobre a capitania de São
José do Rio Negro desde 1755 até o começo do Século
XIX; sobre o Estado do Maranhão em 1750 e o destino das pequenas
capitanias nortistas; sobre a nova organização do Estado
e suas modificações no fim do Século XVIII. O capítulo
sobre a integração do Estado do Maranhão no Brasil
e a bibliografia completam o trabalho, realizado com apurado critério.
A missão jesuística da Ibiapaba.
t. LIX, 5-68.
Estudo sobre a catequese jesuítica em Ibiapaba, desde a lei de
9 de abril de 1665, que determinava fosse o governo dos índios
no Maranhão entregue aos jesuítas. O Padre Antônio
Vieira dirigiu a primeira Missão, em 1655. Várias outras
missões são descritas até 1759, quando da expulsão
dos jesuítas. Notas históricas sobre os indígenas
cearenses.
t. XLV, 53-103.
O A. assinala, em nota preliminar, as dificuldades principais para se
escrever a história das tribos selvagens que viviam no Ceará
ao tempo do povoamento e conquista do Brasil e, em seguida, fala do
critério seguido em seu trabalho. As suas notas são informativas
e baseadas em boas fontes e autores. É contribuição
valiosa.
Paginas ineditas da história colonial. Primitivo commercio marítimo
do Ceará.
t. LI, 309-314.
O A. descreve o primitivo comércio cearense, indicando os produtos
procurados pelos corsários e piratas estrangeiros. É uma
pequena notícia sobre o Ceará logo após o fracasso
das donatarias. Não indica as fontes consultadas nem realizou
pesquisas especiais.
Repertório da Revista do Instituto do Ceará, 1887-1931.
Organizado pelo Dr. Carlos Studart Filho.
t. XLV, 289-327.
São registados os títulos dos artigos em ordem alfabética.
Um problema de nosologia histórica.
t. XLVII, 89-98.
O A. sustenta a tese de que a sífilis não é originária
do Novo Continente. Cita em seu favor alguns cronistas da época
e autores recentes. G. Tiederici sustenta o contrário.
O uso dos metaes na America prehistorica.
t. XL. 213-238.
Estuda o A. a origem e difusão da arte de trabalhar os metais
no Novo Mundo.
Na pré-história americana o material brasileiro é
quase nenhum ou muito pobre, em face da cultura indígena brasileira
ser bastante inferior às outras culturas americanas.
Vias de comunicação do Ceará colonial.
t. LI, 15-47.
Valiosa contribuição sobre as estradas no tempo da conquista
e povoamento do Ceará. Estuda a Estrada Velha, percorrida por
Pero Coelho, a da Taquara. pequena vereda estendida pelos holandeses
até o Monte Itarema, a Camocim-Ibiapaba, a Geral do Jaguaribe,
a estrada nova das boiadas, a da Caiçara, a Crato-Piancó,
a Crato-Oeiras e as novas estradas.
STUDART,
Carlos Pereira
Contribuição para a etnologia brasileira. As tribos indígenas
do Ceará.
t. XL, 39-54.
Valioso estudo sobre as tribos indígenas que habitavam o Ceará
na...... ?
STUDART, Guilherme, barão de (1859-1938)
Achegas a geographia do Ceará.
t. XX, 220-228.
Nos princípios de 1889, o Barão de Studart publicou, na
Tribuna Comercial alguns trechos de um volume intitulado Descrição
geográfica da América portuguesa, por ele encontrado na
sala dos Reservados da Biblioteca Nacional de Lisboa. Transcreveu uma
nota encontrada no livro e atribuída a Ribeiro dos Santos. Nesta
nota se dizia ter sido suspensa a edição da obra pela
Imprensa Régia, devido à discórdia entre D. Rodrigo
de Sousa Coutinho e Frei José Mariano da Conceição
Veloso. O Barão considerava então como não conhecido
o autor e dizia que essa obra se completava nas informações,
com as de Gabriel Soares. Repete aqui o que ali escrevera e transcreve
os trechos copiados (pp. 221-224). Leituras posteriores, especialmente
a da edição da Notícia do Brasil, de Gabriel Soares,
precedida de um estudo por Francisco Adolfo de Varnhagen. o convenceram
de que o manuscrito Descriçao... acima referido, não era
serão uma cópia da Notícia do Brasil. Reproduz
então os trechos correspondentes ao Ceará na Notícia,
segundo a edição da Academia Real de Ciências (t.
3, p. 1), da Coleção de Notícias para a história
e geografia das nações ultramarinas, 1825. Estes trechos
ocorrem às pp. 225-228.
A Confederação do Equador no Ceará. Parte Chronologica.
t. esp. 1924, 141-188.
Excelentes efemérides do ano de 1824. Trabalho valioso, informativo
e de grande utilidade.
A correspondência de Bernardo Manoel de Vasconcellos e João
Carlos Augusto dOeynhausen com os ministros D. Rodrigo de Souza Coutinho
e Visconde de Anadia como subsídio para a história de
seus governos no Ceará.
t. III, 141-176.
O autor resume a referida correspondência desde 1799 até
1896. As cartas sumidas versam sobre os mais variados assuntos, inclusive
sobre os resultados dos balancetes de Receita e Despesa das Rendas Reais
da Capitania, Informações sobre portos, introdução
da vacina anti-variólica, pesquisas de minerais, etc.
Administração Barba Alardo.
t. XXII, 327-369.
Este trabalho do Barão de Studart é dividido em duas partes:
a primeira, pp. 237-348, Resumo Cronológico pp. 349-369, Resumo
Histórico.
Notícia biobibliográfica de Luiz Barba Alardo de Menezes,
que governou o Ceará de 21-6-1808 a 19-3-1812. Descreve as condições
do comércio do Ceará, assinala o desenvolvimento das plantações
de algodão e a sua exportação de 1814 a 1819, regista
o início do comércio direto do Ceará com a Europa,
comércio esse que até 1808 se fazia por intermédio
de Pernambuco. Oferece dados da população do Ceará,
encontrados em documentos por ele compulsados. Regista seus trabalhos
sobre o Ceará, como a Memória, publicada na Revista do
Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, t. 34, 1a
parte, p. 235 e sgts. e Revista do Instituto do Ceará, 1817,
pp. 36-60, assim como as cartas geográficas. Transcreve trechos
do Koster sobre o Ceará, da época de Barba Alardo. Traça
sua genealogia.
Administração Manoel Ignacio de Sampaio. (1o Visconde
de Lançada). Parte chronologica.
t. XXX, 201-247.
Manuel Inácio de Sampaio, Visconde de Lançada, governou
o Ceará de 1812 a 1819, substituindo Luiz Barba Alardo de Menezes.
O estudo é feito em caráter de efemérides, registando
desde sua chegada em Fortaleza, a 11-3-1812, até sua retirada,
em 4-10-1820, quando foi nomeado governador de Goiás. Trata-se
de valiosa contribuição para a história política
do Ceará.
A exploração das Minas de S. José dos Cariris,
durante o governo de Luiz Joseph Correa de Sá, segundo a correspondência
do tempo.
t. VI, 3-62.
O A. precede seu valioso estudo de uma Relação das cartas
e mais documentos que o habilitaram a escrever esta monografia. Baseado
nessa documentação inédita, da qual publica algumas
peças em extenso e outras fragmentadas, trata do descobrimento
das minas de ouro de São José dos Cariris, das tentativas
para sua exploração e dos serviços prestados por
Jerônimo Mendes da Paz e seus companheiros de expedição
para conseguir esse objetivo. Esses acontecimentos, segundo o A., resumem,
ao iniciar-se a segunda metade do Século XVIII, a vida inteira
dos habitantes do Ceará e a preocupação dos homens
que o governavam. Aponta inexatidões contidas nos capítulos
sobre mineração dos Apontamentos para a crônica
do Ceará, do Major J. Brígido dos Santos, e do Esboço
histórico, de Theberge.
A Independência do Pará.
t. XXXVIII, 231-236.
Artigo escrito aos 15 de agosto de 1923, em comemoração
à data da proclamação da independência do
Pará. O A. relembra os sucessos que culminaram com a referida
proclamação.
Alexandre Humboldt e Bernardo Manoel de Vasconcellos. t. II, 81-86.
Quando o Barão de Humboldt se achava no Brasil, foi expedido
contra ele um mandado de prisão, que não chegou a ser
executado. Alguns autores interpretaram essa ordem como uma medida pessoal
contra Humboldt. O Barão de Studart publica três documentos
para mostrar que havia uma proibição geral de viajarem
estrangeiros no Brasil sem licença. O primeiro documento é
uma carta de D. Rodrigo de Sousa Coutinho a Bernardo Manoel de Vasconcelos,
primeiro Governador da Capitania do Ceará, datada de 2 de junho
de 1800; e os outros dois são a carta circular a todos os chefes
militares e a resposta de Bernardo Manoel de Vasconcelos a Sousa Coutinho
(datada de 31 de dezembro de 1800). Também é posta em
foco a questão da recompensa oferecida pelo aprisionamento de
Humboldt. Aponta erros de Theberge e Pompeu, autores do Esboço
e do Resumo Históricos.
Antônio Cardoso de Barros.
t. XXXIII, 294-299.
Antônio Cardoso de Barros recebeu em doação (datada
de 1911-1535) boa parte das terras que formam o atual Ceará.
O A. pensa que Antônio Cardoso e sua família ali nunca
estiveram e que ele não a aproveitou e não se empossou,
por si próprio ou prepostos, mediante algum estabelecimento.
Em 1549, veio ao Brasil como Provedor-Mor, desembarcando na Bahia, em
28 de março, e seguindo três meses depois para Pernambuco.
Aí esteve até 1556, quando de volta a Portugal seu navio
naufragou nos baixios chamados de D. Rodrigo, quase à foz do
rio Coruripe e ele foi, com os outros náufragos, trucidado e
devorado pelos índios caetés, em 16-6-1556. O Foral de
doação e mercês a Antônio Cardoso foi publicado
pelo barão de Studart, no t. XXIII, pp. 10-16 e o Regimento de
17-12-1548 na Revista do Instituto, Histórico e Geográfico
Brasileiro, v. 18, p. 172.
1 Antônio José Victoriano Borges da Fonseca e seu governo
no Ceará.
t. IV, 189-234. às pp. 235-247, 8 docs.
Magnífico relato do período de governo de José
Victoriano Borges da Fonseca (1718-1786), na capitania do Ceará
(1765-1781). Dá caso do Ouvidor Victoriano Soares Barbosa, acusado
de lesar a Fazenda Pública, de parceria com o Padre José
Pereira, o que provocou a nomeação do novo Ouvidor João
da Costa Carneiro e Sá, encarregado de tirar residência
ou sindicar os atos de seu antecessor.
Borges da Fonseca, que a princípio era contra Soares Barbosa,
converteu-se depois em seu defensor e ele foi absolvido. O A. divulga
o auto da devassa que se procedeu contra Soares Barbosa, a marcha do
processo, assim como o capítulo 79 da queixa, relativa ao suposto
assassinato do Governador João Baltasar de Quevedo Homem de Magalhães.
Elogia a atuação de Carneiro e Sá. Sucedeu-lhe
na ouvidoria José da Costa Dias e Barros, de quem o autor não
faz bom conceito, mas a quem reconhece certos serviços. Contém
dados biobibliográficos, de Borges da Fonseca, autor da Nobiliarquia
Pernambucana, então inédita, e hoje publicada nos Anais
da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, (v. 47-48, 1925-1926), afora
uma Memória sobre a Capitania do Ceará, e uma Cronologia
da mesma Capitania, ambas perdidas.
Afora os documentos divulgados no texto, o A. transcreve, no final de
seu estudo. os seguintes: 1) Ofício de Borges da Fonseca a Francisco
Xavier de Mendonça Furtado, dat. de 11-91768; 2) id. a João
da Costa Carneiro e Sá, dat. de 14-1-1770 3) Ofício de
João da Costa Carneiro e Sá, dat. de 1-3-1770 4) id.,
de 2-7-1770; 5) Ofício de Manoel da Cunha Menezes a Martinho
de Melo e Castro, dat. de 30-3-1770; 6) Extrato de uma carta de João
da Costa Carneiro e Sá a Manoel da Cunha Menezes, de 19-111770;
7) Manoel da Cunha Menezes a Martinho de Melo e Castro, 18-1-1770; 8)
id., id., 18-3-1771.
Trata-se do melhor estudo biobibliográfico já publicado
de Borges da Fonseca.
Apontamentos biographicos.
t. XVI, 104-113. Dados biográficos do Padre Dr. Antônio
Elias Saraiva Leão (1808-1896 ou 1897), pp. 104-105; Desembargador
Francisco de Assis Bezerra de Menezes (1814-1878). pp. 105-107; Francisco
Xavier Torres (1803-1873). pp. 108-113.
Azevedo de Montaury e seu governo no Ceará.
t. V, 5-81.
Excelente contribuição sobre o período de governo
de João Batista de Azevedo Coutinho de Montaury no Ceará
(11-5-1782 até agosto de 1789). Não é favorável
a opinião do autor sobre Montaury, dizendo que em nada se fez
notável o seu governo senão em excessivo e mal-entendido
rigorismo. Acrescenta que nenhum benefício promoveu para a capitania
e que seu nome, repetido pelos contemporâneos com horror, passou
aos pósteros como símbolo de infrene e louco despotismo.
Relata incríveis atos de arbitrariedades de Montaury e publica
vários documentes que muito contribuem para o esclarecimento
de sua movimentada administração.
Divulga o cálculo que Montaury fez da população
do Ceará 100.000 habitantes, e crítica o cálculo
de Varnhagen, dando ao Ceará em 1775 apenas 34.000 habitantes,
que correspondiam apenas, segundo um documento da Biblioteca da Ajuda,
às pessoas de desobriga ou que freqüentavam a confissão.
Descreve a situação de toda a capitania durante esse período.
Relata fatos ligados ao tráfico de índios e publica documentos
a esse respeito. Refere-se a fatos ligados à inquisição
e descreve a perseguição que Montaury moveu ao escrivão
da Fazenda Real Francisco Bento Maria Targine, mais tarde Visconde de
São Lourenço, e que teve por resultado o afastamento deste
de seu cargo e publica documentos a respeito. Publica ainda duas relações
de objetos mandados por Montaury a Martinho de Melo e Castro. Aí
são descritos produtos então cultivados. como, por exemplo,
o açúcar e o trigo, e são enumerados outros artigos
e objetos (pp. 7079). Na remessa de 30-4-1783, são dignos de
reparo as observações feitas a respeito do açúcar,
cujo fabrico se iniciou nos arredores de Fortaleza e do que era fabricado
nos Cariris Novos. Antes só serviam as canas cultivadas em Fortaleza
para a rapadura.
No t. VI, 141-178, Studart publicou a parte documental referente a este
estudo.
Carta ao desembargador Paulino Nogueira Borges da Fonseca.
t. X, 331.
Comunica ter feito entrega ao secretário do Instituto das coleções
da Revista que se encontravam sob sua guarda. Datado de 1-10-1896.
Cartas ao Barão de Santana Neri (1893) e a Capistrano de Abreu
(1902).
t. LV, 124-128.
Na primeira, agradece referências elogiosas que lhe fizera o Barão
de Santana Neri e pede-lhe que se corresponda com ele. Na segunda, datada
de 22-5-1902, comenta o trabalho de Henri Vignaud sobre Colombo e Paolo
Toscanelli. Está sem assinatura, mas provavelmente é do
Barão de Studart. A seguir, pp. 128130, são transcritas
duas cartas de Alfredo de Carvalho ao Barão de Studart. Na primeira,
pergunta se conhecia em Lisboa alguma pessoa que pudesse obter notícia
exata e completa do periódico Aurora pernambucana, de que necessitava
para o seu trabalho sobre a Imprensa em Pernambuco. Na segunda, datada
de 21-41898, envia algumas informações sobre jornais do
Ceará.
Catalogo dos jornaes de grande e pequeno formato publicados em Ceará.
t. XII, 167-211.
Trabalho primitivamente publicado na Revista da Academia Cearense. Enumerava,
então, 369 jornais. Saiu aqui bastante aumentado, com 507 itens.
Os jornais são registados em ordem alfabética. No final,
o A. dá uma lista dos jornais segundo a localidade e outra segundo
o ano do aparecimento.
Nas pp. 277-278, encontram-se retificações de erros saídos
nesse catálogo. Catalogo dos jornaes de grande e pequeno formato
publicados em Ceará.
t. XVIII, 196-291.
Valioso trabalho. primitivamente publicado na Revista da Academia Cearense.
Enumerava, então, 369 jornais. Em 1898, foi reproduzido, com
acréscimos, na Revista do Instituto do Ceará, enumerando
507 jornais. Neste Catálogo, agora publicado, são registados
834 jornais, arrumados em ordem alfabética. No final, há
um Resumo, com o total dos jornais enumerados segundo a letra alfabética,
segundo as localidades e segundo o ano do aparecimento.
Em nota final, e como complemento, o A. consigna algumas publicações
feitas por cearenses na Imprensa jornalística de outros Estados,
ou que têm relação com fatos da história
cearense. Enumera ao todo 19 itens.
Cearenses elevados ao Sólio Episcopal.
t. XXXVI, 416-429.
Dá os nomes dos cearenses que atingiram essas altas funções
e dados biográficos dos mesmos. São os seguintes os nomes
registados: D. Antônio Xisto Albano, Bispo do Maranhão
(18591917), pp. 416-17; D. Carlotto Fernandes da Silva, Bispo de Caratinga
(1863 ). pp. 418-19; D. Jerônimo Tomé da Silva, Bispo do
Pará e Arcebispo da Bahia (1849 ). pp. 419-20; D. Joaquim Ferreira
de Melo, Bispo de Pelotas (1873 ). pp. 420-21; D. José Lourenço
da Costa Aguiar, Bispo do Amazonas (1847-1905), pp. 421-23; D. José
Tupinambá da Frota, primeiro Bispo da Diocese de Sobral (1882
). pp. 424-25; D. Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Bispo de S. Paulo
(1826-1894), pp. 425-27; D. Manoel do Rego Medeiros, Bispo de Pernambuco
(1829-1866), pp. 42728; D. Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva. primeiro
Bispo da Diocese do Crato (1863 ), pp. 428-29.
Cearenses presidentes da Província do Ceará.
t. XXXVI, 236-241.
Regista com uma pequena notícia os nomes de Pedro José
da Costa Barros (1779-1839), 1o presidente do Ceará, 1824-1825;
José Felix de Azevedo e Sá ( -1827). 2o presidente. 1824-1826;
José Mariano de Albuquerque Cavalcanti (1772-1844), 5o presidente,
1831-1833; Senador José Martiniano de Alencar (17941860), 7o
presidente, 1834-1837; e 11o presidente, 1840-1841; Dr. Heráclito
de Alencastro Pereira da Graça ( -1914), 37o presidente, 1874-1875;
Dr. José Júlio de Albuquerque Barros (1841-1893), 41o
presidente, 1878-1880.
Conselho Geral da Província do Ceará.
t. XXXVI, 456-494.
Transcreve a ata da sessão de 16-8-1825, na qual foi feita a
apuração dos votos para a escolha dos Conselheiros da
Província. A próxima reunião de que o A. tem notícia
é a de 30-111829, sessão preparatória para a de
instalação, realizada em 1o de dezembro. O Conselho funcionou
em dezembro e janeiro e também em 1830, 1831, 1832 e 1833. O
A. transcreve as falas de instalação ou de encerramento
das sessões do Congresso.
Dados biográficos do Dr. F. C. de Sousa Pinto.
t. XXXI, 229-230.
Ligeira notícia biográfica, precedendo a Biografia do
padre Miguel Joaquim de Alencar e Castro, por Sousa Pinto, pp. 230-269.
Dados biográficos do Maestro Alberto Nepomuceno.
t. XXXIV, 371-375.
Boa notícia biográfica sobre o músico e o maestro
cearense e antigo professor e diretor do Instituto Nacional de Música.
Data e factos para a historia do Ceará o anno antes e o anno
depois da Independencia.
t. XXXV, 182-230.
Boa contribuição para a história do Ceará.
abrangendo de 1821 a 1823.
Data e facto para a história do Ceará. Ultimo qüinqüênio
da Monarchia. 1885-1889.
t. XXXVI, 295-353.
Às pp. 251-312 vem uma Relação dos Presidentes
do Ceará durante o período monárquico, com o dia,
mês e ano da posse.
Datas para a história do Ceará na primeira metade do Século
XVIII.
t. IX, 86-138, e 337-410.
Valiosa contribuição para as efemérides do Ceará.
Abrange de 20-1-1700 a 1-12-1749.
Datas para a história do Ceará no 1o quarto do século
corrente.
t. X, 341-453.
Excelente contribuição para as efemerides do Ceará.
Abrange de 1-1-1800 a 12-10-1825.
Datas para a História do Ceará no Século XVII.
t. VIII, 103-153.
Valiosa contribuição para as efemérides do Ceará,
no Século XVII. A primeira data é de 1603 e a última
de 1699.
Descripção do Município de Barbalha.
t. II, 9-13.
Excelente notícia histórico-geográfica, econômica
do Município de Barbalha, dando uma pequena lista dos produtos
agrícolas do ano de 1887 e as respectivas quantidades. É
neste Município que estão localizadas as várias
fontes termais do Ceará, como Caldas, conhecidas pelas suas propriedades
medicamentosas.
Discurso.
t. XLIII-XLIV, 351-355.
Pronunciado por ocasião da homenagem que lhe foi prestada pelo
Instituto. Transcrição da Gazeta de Notícias, de
8-11930. O Barão fala, entre outras cousas, na repercussão
da Revista no estrangeiro. dizendo ter recebido da Inglaterra e da União
Soviética, pedidos de coleções da mesma.
Documentos relativos ao Mestre-de-Campo Moraes Navarro. Notícias
para um capítulo novo da história cearense. (Collecção
Studart).
t. XXX, 350-364.
Trata-se de uma notícia histórica, em que o A. relata
os serviços e atividades do Mestre-de-Campo Manoel Álvares
de Morais Navarro. Esta notícia serve de introdução
à publicação dos documentos de sua coleção
sobre Morais Navarro. Mostra que este servia primeiro como alferes da
fortaleza Vera Cruz, na capitania de São Vicente, passando a
Capitão de Ordenança. Foi promovido, em 1689, pelo Governador
da Bahia, no posto de Sargento-Mor do terço empenhado em fazer
a guerra aos índios do Rio Grande. Veio com um terço de
paulistas à Bahia e daí seguiu pelo sertão do São
Francisco até onde estacionava Martins Cardoso, Mestre-de-Campo
que fora solicitado a pacificar os índios do Rio Grande do Norte
e do Ceará. Serviu então como sargento-mor e auxiliou
Domingos Jorge Velho na luta contra os negros dos Palmares. Foi a São
Paulo, levantou um terço e veio como Mestre-de-Campo para o que
foi nomeado em 1696. Sua entrada na ribeira do Jaguaribe deu-se a 30
de julho de 1699. Retifica o engano de Varnhagen, que afirmara ter Bernardo
Vieira de Melo feito a pacificação total dos índios
do Rio Grande do Norte, em 1657, mostrando que tanto esta pacificação
não fora conseguida que foi necessária a bandeira de Morais
Navarro. A terrível matança dos Paiacus, no rancho de
Jenipapoaçu, que cometeu em 4-8-1699 provocou a representação
da Câmara de Natal, a Pastoral do Bispo Frei Francisco de Lima,
datada de 23-9-1699, excomungando Morais Navarro e seu terço,
bem como o processo de que resultou sua prisão em Pernambuco,
em 1700. Sabe-se que em 1711 andou pela capitania de Minas Gerais e
se casou três vezes, vindo a falecer em Pernambuco, em idade avançada.
No t. 31, pp. 161-223, são publicados os documentos sobre Morais
Navarro.
Duas Memórias do Jesuíta Manuel Pinheiro.
t. XLVI, 177-200.
Excelente contribuição para a história das missões
no Ceará e para a história da construção
do convento e igreja do Aquiraz, dos Padres jesuítas. O autor
traça a biografia do Padre jesuíta João Guedes,
que veio em 1720 de Portugal, incumbido de construir um convento para
dez padres da congregação. Indica os construtores da igreja
em 1748 e dá a lista dos subscritores do Hospício (convento)
do Aquiraz (pp. 182-186). O Padre João Guedes (1660-1743) era
natural da Boêmia e por duas vezes foi a Lisboa advogar os interesses
dos índios do Ceará. A seguir, desenvolve algumas considerações
sobre o papel conjunto e solidário desempenhado no Brasil pelo
soldado e o missionário. Segue-se a transcrição
das duas Memórias do Padre Manuel Pinheiro, que foi superior
em 1748 do convento. As Notizie contém segundo o Padre Serafim
Leite, (Hist. da Comp. de Jesus no Brasil, t. II, Rio, 1943, p. 74),
algumas inexatidões e infidelidades de memória.
Ephemerides. Ceará Republicano.
t. XIII, 114-118. (1893); t. XIII, 223-276 (1894); t. XV, 137-151 (1890-1900);
t. XVI, 309-322 (1901); t. XIX, 312-332 (1902-1905).
Boa contribuição às efemérides do Ceará
moderno.
Ephemerides cearenses.
t. XXI, 127-136 (1906); t. XXII, 383-393 (1907-1908); t. XXIII, 389-394
(1909); t. XXVI, 376-381 (1910-1912); t. XXX, 338-349 (1913-1915); t.
XXI, 104-106 (1916); t. XXXII, 127-129 (1917); t. XXXIII, 252-258 (1918);
t. XXXV, 339-348 (1919-1920); t. XXXVI, 94-96 (1921).
Boa contribuição à história do Ceará
moderno.
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXII, 191-274.
Trata-se de excelente e erudita bibliografia estrangeira sobre o Ceará.
O A. ajunta notas biográficas. É precedido de uma nota
introdutória, mostrando porque é relativamente pequena
a bibliografia sobre o Ceará. Diz o A. que a flora e a fauna
cearenses são muito pobres, não despertando a curiosidade
dos naturalistas com referência à Etnografia e à
História, é ainda missionários ou padres dedicados
conseguiu registar 72 nomes, entre os quais muitos missionários
ou padres dedicados aos problemas de assistência social. Há
muita informação bibliográfica pouco conhecida.
Às pp. 269-274 dá uma lista dos autores e de suas obras,
tendo referência ao Ceará. São os seguintes os estrangeiros
registados: Henry Koster, pp. 193-195; L. F. de Tollenare, pp. 195-196;
Lord Thomas Cochrane, 196-197; Jean Seraine, 197199; José Antônio
Seifert, 199; Ferdinand Denis, 199-200; George Gardner, pp. 201-203;
F. Chabrillac, 203; William Hadfield, 203; Pedro F. Theberge, 203-204;
D. P. Kidder e J. C. Fletcher, 204-205; João Brundseil, 205-206;
Dr. Mallet, 206207; Frei Serafim de Catania, 207; Pierre Florent Berthot,
207209; Dr. Carlos Komis de Tatvarad, 209; Amedée Ernest Barthelemy
Monchez, 209-210; Pierre A. Chevalier, 210-211; L. Emile, 211-212; João
Luiz Rodolpho Agassiz, 213-216; J. Whitfield, 216; Gaune, 216; José
Joaquim de Senna Freitas, 216-217; Antoine Azemar, 219; Godofredo Hech,
219; Sir John Hawshaw, 219-220; Luiz Gonzaga Boavida, 220; Herbert Smith,
220; Arcadio Dome, 221; Jules Jean Revy, 221-222; Charles A. White.
222; Arthur Smith Woodward. 222-223; Emilio Gengembre, 223; Princesa
Teresa. 223-225; Goeldi, 224225; De Lacy Wardlaw, 225-226; Alfred Marc,
226; D. Armstrong. 226-227: Patrick OMeara, 227-228; Julio Simon, 228-229;
Sir Albert Taylor, 229-230; Juan José Castro, 230; Robert Gow
Bleasby, 230-231; Friederich Katzer, 231-232; A. de Belmar, 232; Dr.
Jacques Huber, 232-335; Dom Gérard von Caloen, 236-238; Frei
Cyrilo de Bergamo, 238-239; Dom Maurício Prixhzy, 239-240; Frei
Matheus de Ponteranica. 240-241; Frei Timoteo Zani da Brescia, 241-242;
Orvile A. Derby, 242244; João B. Hafkemeyer, 244-245; Adolpho
Ducke, 245-246; Marie Robinson Wright, 246-247; Osvald Ben o Weber,
247; David Starr Jordan, 247-248: Milton Underdown, 248; Pierre Denis,
248-249; Ernest Ule, 249; D. Vanderillo Herpiecre, 249250; Vicente Peroneille.
250-251; Henrique Pedro Cristiano Jaunsen, 251-252; Guilherme Vaessen,
252-253; Alberi Loefgren, 253-254; Roderic Crandall, 254-255; Horace
Elbert Williams, 255-258; Padre Raphael Galanti, S. J. 258-260; Paul
Walle. 260; Paul Adam, 260; John Casper Branner, 261-267; Drs. Juan
Guiteras e Henry R. Carter, 267-268.
À página 218 encontram-se ainda registados os seguintes
nomes: Guilh. v. den Sandt, missionário, e Ant. Honorati.
Estrangeiros e Ceará.
t. , 239-248.
O A. relaciona estrangeiros de importância que estiveram no Ceará.
São os seguintes os nomes registados: James Henderson (1783-1848),
General Pedro Labatut, Luís ou João Jacques Brunet, D.
Julio Tonti, Geraldo A. Waring, Clemente Khoriaty, Dr. C. D. Crommelin,
Dr. G. Davidson, Andrew Thompson, Daniei Wise, Henrique Morise (1861),
T. H. Lee, Pe. Malatios Nakad Z. Antoniu.
Extrangeiros e Ceará.
t. XXXIV, 351-358.
O autor continua a excelente biobibliografia dos estrangeiros que escreveram
sobre o Ceará. Regista, aqui, os nomes de Richard Dixon, 351;
James Henderson. (1819-1855). p. 351; Charles Blackford Mansfield (1819-1855),
p. 351; W. Wellesley. p. 352; D. P. Kidder e J. C. Fletcher, p. 352;
DElissalde, pp. 352-353; George Cheveley. p. 353; Avé Lallemant,
p. 353; A. de Belmar, p. 353; William Scully, pp. 353-54; John James
Foster, p. 354; Irmã Margarida Bazet, superiora do Colégio
Imaculada Conceição. pp. 354-355; Milnor Roberts, p. 355;
Isaac N. Ford, p. 355: Julio Tonti, pp. 355-356; Simon Lumesi, padre,
(18501914), p. 356; Joanny Bouchardet, ( -1919), p. 356; D. Amaro van
Emelen, pp. 356-357; Jules Destord, p. 357; R. C. Mossnman, pp. 357-358;
Guilherme Giesbrecht, p. 358; Horacio L. Small, p. 358.
Extrangeiros e Ceará. (continuação).
t. XXXVI, 381-389.
Regista os seguintes nomes: Antônio Paes da Cunha Mamede, farmacêutico,
pp. 381-382; Frei David de Desenzano, missionário, pp. 382-383;
Edward F. Walsh (1891-1921), p. 383; Hugh Mac Kean (1880). pp. 383-384;
Luiz Ribeiro da Cunha, doador dos terrenos que ficaram constituindo
a Colônia Orfanológica Cristina, p. 384; Frei João
Pi de Sexto, no Século Clemente Reculcati (1868-1913), missionário,
p. 385; Manoel Caetano de Gouvea, grande negociante, pp. 385-386; Frei
Marcelino de Milão (1882 -), missionário, pp. 387-388;
Milmor Roberts, engenheiro americano, p. 388; William Huggins. engenheiro,
pp. 388-389.
Faze o bem, não cates a quem, ou uma página da vida do
Senador Alencar.
t. I, 87-91.
O A. relata como, por motivo de gratidão, José Martiniano
de Alencar fez absolver um criminoso de nome Francisco Dias, condenado
à morte, o qual vivera antes honestamente e muito o ajudara quando
fugia, após o malogro da República do Equador.
Francisco Alberto Rubim.
t. XL, 20-25.
Relato da administração de Francisco Alberto Rubim, que
tomou posse do governo da capitania do Ceará, em 13-7-1820. Foi
nomeado em 4-7-1816 e em 3-11-1821 foi deposto. Sobre sua época
encontra-se copiosa notícia no jornal lisboeta Astro da Lusitânia,
n. 196, de 19-7-1821.
Francisco Pinto e Luiz Figueira. O mais antigo documento existente sobre
a história do Ceará.
t XVII, 51-96.
Magnífico estudo em que o autor historia a expedição
de Pero Coelho de Sousa, ao Ceará, em 1603, e sua volta em 1605
com a família e dolorosa retirada. Retifica pontos obscuros e
enganos de conhecidos cronistas e autores, inclusive Aires de Cazal
e Varnhagen. Diz que Pero Coelho de Sousa foi levado ao Ceará
pelo desejo de ressarcir danos sofridos na Paraíba e que procurou
escravizar o gentio e vendê-lo em seguida. Discute a autoria do
Mapa que traz por título Descrição do verdadeiro
descobrimento e nova conquista do Rio de Jaguaribe..., que se atribuía
a Pero Coelho e que vem apenso, como outros, no Livro da Razão
do Estado do Brasil. Dá razões por que não concorda
com essa autoria e entende que o autor foi Diogo de Campos, que escreveu
o Livro da Razão do Estado do Brasil.
Relata a seguir a viagem dos Padres jesuítas Francisco Pinto
e Luís Figueira ao Ceará. Publica um manuscrito por um
membro da Ordem de Jesus. que pretende dar instruções
aos missionários do Maranhão, sobre o modo que devem observar
nas estradas ao sertão. O tipo escolhido como exemplar é
o do Padre Francisco Pinto. Oferece-nos dados biográficos dele
e do Padre Luís Figueira, a quem atribui a autoria do documento
mais antigo da história do Ceará: a descrição
de sua viagem ao Ceará.
Trata-se de contribuição muito rica em informações
históricas, biográficas e especialmente bibliográficas,
onde o autor revela enorme conhecimento das fontes da história
do Ceará.
Às pp. 97-138 vem publicada a Relação do Maranhão,
1608, pelo jesuíta Padre Luís Figueira. enviada a Cláudio
Aquaviva e às pp. 138-140 uma carta do Padre Figueira sobre as
dificuldades da Missão do Maranhão.
Geographia do Ceará.
t. XXXVII, 160-384.
O A., em nota, diz que este trabalho foi escrito em poucos dias, a pedido
da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, para figurar no Livro a
ser editado por ela, em comemoração ao 1o Centenário
da Independência do Brasil. Sai aqui ampliado e emendado. Trata-se
de excelente monografia, em que o Barão, num sumário de
seus vastos conhecimentos, baseados em documentação autêntica,
na sua maior parte publicada por ele próprio nesta Revista, nos
dá o histórico do Ceará, desde as terras que o
formam, até o presidente atual do Estado, Dr. Justiniano de Serpa,
quatriênio de 1920-1923. Esta parte histórica ocupa às
pp. 160 233. Dá a lista e ligeira notícia dos presidentes
que administraram o Ceará no regime republicano, a saber: Tenente-Coronel
Luís Antônio Ferraz, 1889-1891, (228-229); General José
Clarindo de Queirós, 1891-1892, (p. 229); O General nasceu em
1841 e morreu em 1893; Tenente-coronel José Freire Bizerril Fontenele.
1892-1896, (pp. 229-230); Dr. Antônio Pinto Nogueira Acioli, 1896-1900,
(p. 230); Dr. Pedro Augusto Borges. 1900-1904, (pp. 230-231); Dr. Antônio
Pinto Nogueira Acioli, 1904-1908. (p. 231); Dr. Antônio Pinto
Nogueira Acioli, 1908-1912, (p. 231); o Dr. Acioli faleceu em 1921;
Coronel Marcos Franco Rabelo, 19121914, (pp. 231-232); Coronel Benjamin
Liberato Barroso. 19141916. (p. 232); Dr. João Tomé de
Sabóia e Silva. 1916-1920. (p. 232); Dr. Justiniano de Serpa.
1920-1923. (p. 233).
A seguir, trata das Figuras do Ceará Colonial. dando alguns dados
biográficos das mesmas. São os seguintes os nomes registrados:
Século XVII. Álvaro de Azevedo Barreto (234235); Amaro
Fernandes de Abreu (235); André Rodrigues (235); Antônio
Barbosa da Silva (236); Antônio Cardoso de Barros (236); Antônio
Fernendes Monseica (237); Antônio Martins Palha (237-238); Antônio
Mendes Lobato (238); Antônio Pereira (238); Antônio Ribeiro
(238-239); Antônio Vieira (239); Padre Ascenso Gago (239-240);
Baltasar João Correia (240); Bartolomeu de Brito (240); Belchior
Pinto (240); Belchior Vaz (240-241): Bento Corrêa de Figueiredo
(241); Bento de Macedo Faria (241-242): Claes Adriassen Cluyt (242);
Cristóvão Severim, Frei (242-243); Damião Pires
(243); Daniel de la Touche (243); Diogo Coelho de Albuquerque (243-244);
Diogo de Campos Moreno (244); Diogo Nunes (244-245); Domingos de Veiga
Cabral (245); Domingos Ferreira Chaves (245); Domingos Ferreira Chaves
(245); Domingos de Sá Barbosa (245-246); Domingos Ferreira Pessoa
(246); Domingos Lopes Lobo (246-247); Estanislau de Campos (247), Estêvão
Velho de Moura (247-248); Fernando Antônio Lobo de Albertim (248);
Fernão Carrilho (248-249); Francisco Aragiba (249); Padre Francisco
de Lira (249); Francisco Pereira da Cunha (251); Francisco Pinto, Padre
(251); Francisco Ribeiro de Miranda (250); Francisco Dias de Carvalho
(250); Francisco Gil Ribeiro (251); Francisco Pereira da Cunha (251);
Francisco Pinto, Padre (251); Francisco Ribeiro de Sousa (251-252);
Francisco Ximenes de Aragão (252); Gedeon Morris de Jonge (252);
Hendryck Hendryckssen (252); João Algodão (252-253); Jacob
Coches, Padre (253); Jerônimo de Albuquerque (253); João
Álvares da Encarnação, Padre (253254); João
Amaro Maciel Parente (254); Jan Baptista Syens (253); João Cavalcante
de Albuquerque (253); João da Costa Monteiro (255-256); João
da Mota (256-257); João de Freitas da Cunha (257); João
de Melo de Gusmão (257-258); João de Paiva Aguiar (258);
João Leite de Aguiar (258-259); João Soromenho (259);
João Tavares de Almeida (259); Jorge Corrêa da Silva (259-260);
Jorge de Barros Leite (260-261); Torge Garstman (261); Luís Figueira
(261-262); Manuel Alves da Cunha (262); Manuel Alves de Morais Navarro
(262-263); Manuel Carvalho Fialho (263264); Manuel da Costa Barros (264);
Frei Manuel da Cruz (264); Manuel de Brito Freire (264-265); Manuel
de Sousa dEça (265); Manuel Fernandes Pereira (264); Manuel Gomes
(265-266); Manuel Pedrosa Júnior (266); Manuel Pereira da Silva
(266); Manuel Rodrigues Ariosa (266-267); Martim Soares Moreno (267-268);
Mateus Tavares (268); Matias Beck (269); Matias Cardoso de Almeida (269);
Pascoal Paes Parente (269); Paulo Martins Garro (269); Pedro Barbosa
de Pedrosa, jesuíta (269270); Pedro de Morais (270); Pedro Francisco
(270); Pedro Lelou (270-271); Pero Coelho de Sousa (271-272); Rafael
Barbosa da Franca (272); Sebastião de Sá (272-278) Sebastião
Martins (273274); Simão Cordeiro (274); Simão de Vasconcelos
(274); Tomas Cabral de Olival (274); Valentim Tavares Cabral (274-275);
Adriano José Leal (275); Alexandre de Proença Lemos (275);
Alexandre Maria de Mariz (275-276); André Ferreira de Almeida
Guimarães (276); Antônio Barbosa Ribeiro (276); Antônio
da Costa e Sousa (276-277); Antônio de Aguiar Pereira (277); An
tônio de Castro Viana (277); Antônio de Loureiro Medeiros
(277-278); Antônio de Sousa Machado (278); Antônio de Sousa
Marinho (278) Antônio Gonçalves de Araújo (278);
Antônio José da Silva Paulet (278-279); Antônio José
Vitoriano Borges da Fonseca (279-280); Antônio Manuel Galvão
(280); Antônio Marques Cardoso (280); Antônio Pereira dAvila
(280); Antônio Tomas da Serra (280); Antônio Vieira da Silva
(281); Bento da Silva Oliveira (281); Bernardo Coelho da Gama Casco
(281222); Bernardo Manuel de Vasconcelos (282-283); Carlos Ferreira
(283); Carlos Maria de Ferrara (283); Cristovão Soares de Carvalho
(283); Cristóvão Soares Reimão (283-284); Domingos
Alves de Matos (284); Domingos Simões Jordão (284-285);
Estêvão Monteiro (285); Feliciano José da Silva
Carapinima (285); Felix José de Morais Magalhães (285-286);
Francisco Afonso Ferreira (286): Francisco Alberto Rubim (286); Francisco
Alves Feitosa (286-287); Francisco Alves de Pugas (287); Francisco Maria
Targini (287-289); Francisco Carvalho de Sousa (289290); Francisco da
Silva Soares (290); Francisco de Liras, Padre (290); Francisco Miguel
Pereira Ibiapina (290); Francisco de Miranda Costa (290); Francisco
de Montes Silva (291); Francisco Duarte de Vasconcelos (291); Francisco
Luís de Mariz Sarmenho (291-292); Francisco Ribeiro de Sousa
(292); Francisco Xavier de Miranda Henriques (292); Fco. Ximenes de
Aragão (293); Francisco Xavier Tórres (283); Francisco
Ximendes de Aragão (283); Gabriel da Silva Lago (293-294); Gonçalo
Ignácio de Loiola Albuquerque e Melo Mororó (294); Gregório
Alves Pontes (294-295); Gregório José da Silva Coutinho
(295); Guilherme Ware (295); Inácio de Sousa Magalhães
(295); Jerônimo Mendes da Paz (297); João Antônio
Rodrigues de Carvalho (297); João Baltasar de Quevedo Homem de
Magalhães (297-298); João Batista de Aires Coutinho de
Montauri (298); João Batista Furtado (299); João Carlos
de Oeynhaunsen, Visconde e Marquês de Aracati (299-300); João
Corrêa Armando (300); João da Costa Carneiro e Sá
(300-301) João Dantas de Aguiar (301); João da Silva Feijó
(301-302); João de Berros Braga (302-303); João de Matos
Monteiro (303); João de Matos Serra (303-304); João de
Teiva Barreto e Menezes (304); João Guedes ou Ginzi (304-305);
João de Andrade Pessoa Anta (305); João Lopes Cardoso
Machado (305); João Ribeiro Pessoa, Padre (305-306); João
Rodrigues de Sousa (306); João Rufo da Costa Freitas (306); João
Ferreira de Miranda, Pe. (306); Jm. Inácio Lopes de Andrade (306-307);
Jorge da Costa Gadelha (307); Jorge Tagaigbuna (307); José Aleixo
Corrêa Amaral (307308); José Antônio Machado (308);
José Borges de Novais, Pe. (308); José Aleixo Corrêa
Amaral (307-308); José Antônio Machado (308); José
Borges de Andrade (306-307); Jorge da Costa Gadelha (307); Jorge Tagalgbuna
(307); Novais, Pe. (308); José Coelho Ferreira (309); José
da Costa Dias e Barros (309) José da Cruz Ferreira (309); José
de Almeida Machado (309-310); José de Arandas, Pe. (310); José
de Xerex Furna Uchoa (310-311); José Henrique Pereira (311);
José Martiniano de Alencar (311312); José Mendes Machado
(312-313); José Pacheco Lima (313); José Pachdo Spinosa
(313-314); José Pereira da Costa (314); José Pereira Filgueiras
(314-316); José Pinto Martins (316); José Raimundo do
Paço de Porbem Barbosa (316-317); José Teixeira de Miranda
(317); José Vitoriano da Silveira (317); Leonel de Abreu de Lima
(317); Lourenço Alves Feitosa (317); Lucas Nunes (317-318); Luís
Comes Correia (318); Luís Barba Alardo de Menezes (318-319);
Luís da M. Feo e Tórres (319-320); Luís de Sousa
Corrêa (320); Luís Inácio de Azevedo Bolão
(320); Luís Jácome (321); Luís Manuel de Moura
Cabral (321); Luís Quaresma Dourado (321); Lourenço da
Cosia Dourado (322); Manuel Antônio Galvão (322); Manuel
Batista Padre (322); Manuel da Fonseca Jaime (322-323); Manuel de Azevedo
Nascimento (323); Manuel de Jesus Maria, Frei (322); Manuel de Magalhães
Pinto e Avelar de Barbedo (323-324); Manuel Ferreira Ferro (324); Manuel
Francês (324-325); Manuel Inácio Sampaio (325); Manuel
Joaquim Garcia (326): Manuel José de Faria (326 327); Manuel
Leocádio Rademaker (327-328); Manuel Lopes de Abreu Lage (328);
Manuel Lopes Santiago (328); Manuel Martins Chaves (328-329); Manuel
Pinheiro (329); Matias Ferreira da Costa (329-330); Patrício
da Nóbrega (330); Pedro Cardoso de Novais Pereira (330-331);
Pedro de Morais Magalhães (331-332); Plácido de Azevedo
Falcão (332); Raimundo Alexandre da Fonseca (332); Rogério
Canisio (332); Salvador Alves da Silva (332333); Teodósio de
Gracismão (333); Teodósio Luís da Costa Moreira
(333); Tomás da Silva Pereira (333); Tristão Gonçalves
de Alencar Araripe (333-334); Vitorino Soares Barbosa (334); Vitorino
Pinto da Costa Mendonça (334-335); Vidal de Frascarolo (335).
A seguir, trata da cartografia, mapas, cartas, etc., referentes ao Ceará,
desde a primeira contribuição à cartografia do
Ceará, ou seja, o mapa que se encontra no livro Rezão
do Estado do Brasil. Faz uma espécie de Catálogo das cartas
e mapas referentes ao Ceará. registando 162 itens.
Geographia do Ceará. (Continuação).
t. XXXVIII, 3-124.
Continuando sua excelente e erudita contribuição sobre
a geografia do Ceará, o A. estuda, a princípio, a geografia
física do Estado e depois a política, descendo suas seguras
notas aos menores detalhes. A notícia econômica é
também bastante informativa. Segue-se um valioso capítulo
sobre a educação, a literatura e o jornalismo. Contém
ainda uma parte referente à organização da justiça
e eclesiástica, bem como as freguesias, municípios, cidades.
vilas e povoações, com as respectivas datas de criação.
No final, o A. dá uma lista de palavras tupis na geografia do
Ceará e os nomes indígenas de algumas localidades.
Índice geral das materias contidas nos 20 volumes publicados
na Revista do Instituto do Ceará. (Organizado pelo Barão
de Studart).
t. XX, 357-380.
Organizado em ordem alfabética. Índice geral dos autores
de trabalhos publicados na Revista do Instituto do Ceará, de
1887 a 1906.
t. XX, 381-385.
Os autores são registados pelo primeiro nome e apenas são
registados o tomo e página em que ocorrem os trabalhos, sem se
dar o título destes.
Índice geral dos autores de trabalhos publicados na Revista do
Instituto do Ceará de 1907 a 1918.
t. XXXII, 398-401.
Os autores são relacionados pelo primeiro nome, em ordem alfabética.
Inéditos relativos ao levante occorrido na ribeira do Jaguaribe
no tempo de Manoel Francez e do Ouvidor Mendes Machado, que fazem parte
da Colleção Studart.
t. X, 142-208. Documentos, pp. 157-208.
Refere a nomeação de José Mendes Machado como Provedor
da Fazenda Real do Ceará, por despacho de 3-4-1723, cabendo-lhe
também as funções de ouvidor. Logo de início,
suscitou Mendes Machado a animosidade de um grupo de pessoas importantes,
pela severidade de sua ação como executor das leis fiscais.
Além do mais, estando então dividida a população
do sertão em dois grupos: os Montes e os Feitosas, tomou o partido
destes últimos. Mendes Machado determinou a prisão dos
Montes, com o que fez explodir o levante na ribeira do Jaguaribe, de
que resultaram vários mortos e a destituição do
Ouvidor do seu cargo. O Barão de Studart publica 66 documentos
relativos a esses acontecimentos (pp. 157-208), que melhor servem para
uma visão verdadeira desse levante.
João Capistrano de Abreu.
t. XLI, 243-252.
Valiosa notícia biobibliográfica de Capistrano de Abreu.
Este trabalho é baseado no Dicionário Biobibliográfico
Cearense, vol. 1o, Fortaleza, Ceará, 1910, pp. 420-428. O A.
acrescentou informes posteriores a esta data. Os dados bibliográficos
são incompletos em relação aos publicados por J.
A. Pinto do Carmo, Bibliografia de Capistrano de Abreu, Instituto Nacional
do Livro, 1943 (133 p.).
João Carlos Augusto de Oeynhausen e Manoel Martins Chaves.
t. XXXIII, 3-21.
Baseado em boa documentação, o A. relata a prisão
do Coronel Manoel Martins Chaves, verdadeiro potentado da Ribeira de
Acaracu, criminoso e mandante de vários crimes, e de seu sobrinho
Francisco Xavier. Refuta as narrações de Koster e Southey,
dando-as como falsas e corrige minúcias em que erraram alguns
históriadores cearenses. Transcreve os requerimentos endereçados
pelos dois prisioneiros ao Príncipe Regente e ao Ministro Visconde
de Anadia, de onde ressalta a verdade de sua narração,
João Carlos Augusto de Oeynhausen e Gravenburg, Marquês
de Aracati, governou o Ceará de 1803 a 1807.
Jornaes e Revistas cearenses publicados de 1919 até hoje.
t. esp. 1924, 119-138.
Regista 101 jornais aparecidos nestes seis anos de 1919 a 1924.
Jornaes publicados no Ceará em 1912.
t. XXVI, 372-375.
Lista dos jornais publicados no Ceará em 1912.
Jornaes publicados no Ceará em 1913.
t. XXVIII, 58-61.
Os jornais são registados pela ordem do aparecimento.
Jornaes publicados no Ceará em 1914.
t. XXIX, 357-360.
Lista com pequena nota sobre o aparecimento de jornais em 1914.
Jornaes publicados no Ceará. 1915.
t. XXXI, 99-103.
Lista dos jornais publicados em 1915. Contém pequenas notas sobre
a direção e finalidade dos jornais. Jornaes publicados
no Ceará em 1917.
t. XXXII, 125-126.
Lista dos jornais publicados no Ceará em 1917, com pequenas notas
sobre a redação e o caráter do jornal.
Jornaes publicados no Ceará em 1918
t. XXXIII, 249-251.
Lista dos jornais publicados em 1918
Jornaes publicados no Ceará em 1919 e 1920.
t. XXXV, 349-353.
Essa lista contém também dados sobre a redação
e o caráter dos jornais.
Jornaes publicados no Ceará em 1921.
t. XXXVI, 90-92.
Lista dos jornais publicados em 1921, contendo os nomes dos diretores
e redatores e apontando o caráter de sua orientação.
José Martiniano de Alencar.
t. XLIII-XLIV, 20-28.
Notícia biobibliográfica de José de Alencar. São
registadas suas principais obras, com as várias edições.
Ligeiras notas sobre o café no Estado do Ceará.
t. XLII, 93-102.
O A. faz o histórico do café no Ceará, fala das
variedades cultivadas, zonas de cultura e plantio, adubação
e poda, colheita, beneficiamento e prazos. Dá um mapa estatístico
da Exportação do café pelo porto de Fortaleza dos
anos de 1846-47 a 1926, com o número de quilos e o valor oficial.
Ligeiros traços biographicos dos martyres de 1824.
t. esp. 1924, 618-634.
Dados biográficos de Tristão Gonçalves de Alencar
Araripe (1790-1824), p. 618-21; do Padre Gonçalo Inácio
de Loiola Albuquerque e Melo Mororó (1778-1824), pp. 622-625;
de João de Andrade Pessoa Anta (1778-1824), pp. 626-628; de Francisco
Miguel Pereira Ibiapina (1774-1824), pp. 629-30; de Luiz Inácio
de Azevedo Bolão ( -1825), pp. 630-31; de Feliciano José
da Silva Carapinima ( -1825); pp. 631-633; e ainda pequenas notas sobre
Pereira Filgueiras, José Martiniano de Alencar, Antônio
Bezerra de Sousa Menezes, Frei Alexandre da Purificação
e José Ferreira de Azevedo (633-634). Estes três tiveram
a pena de morte comutada em degredo. Ainda sobre Alexandre Raimundo
P. Ibiapina (634).
Lista dos jornaes publicados em Ceará no 2o semestre de 1898.
t. XII, 277-278.
Dá notícia dos novos jornais saídos no Ceará.
Em nota final, retifica erros do catálogo publicado nesse mesmo
tomo, pp. 167-211.
Luiz da Mota Féo e Torres e seu governo no Ceará.
t. IV, 5-40.
Excelente estudo sobre o período de governo de Féo e Torres
no Ceará, de 1789 até 1802, quando foi para a Paraíba,
baseado em documentação inédita, que divulga. Refere
os terríveis efeitos da grande seca de 1790 a 1794, com as epidemias
de varíola e sezões e a ação da comissão
médica que, a pedido de Féo e Torres, foi mandada de Pernambuco
por D. Tomás José de Melo, Governador e Capitão
General da Capitania, a quem estava subordinado o Governador do Ceará.
Refere outros sucessos dessa administração cheia de acontecimentos
graves e imprevistos e procura restaurar a memória de Féo
e Torres das apreciações malévolas que dele são
geralmente feitas e que considera injustas.
Às pp. 83-117, para documentar seu excelente estudo, o Barão
de Studart publica vários documentos.
No t. IV, 83-117, Studart publica a parte documental referente a este
estudo.
Mais um centenário.
t. XXII, 308-319.
Trabalho datado de 10-9-1908. Registra o primeiro centenário
do aparecimento da Gazeta do Rio de Janeiro, publicada pela Imprensa
Regia, e descreve o primeiro número do Diário do Governo
do Ceará, aparecido em 1-4-1824. Descreve e resume três
exemplares das edições de 30 de julho, 3 e 17 de novembro
de 1824, encontrados por ele e por Eduardo Marques Peixoto no Arquivo
Nacional. Regista o aparecimento quatro meses antes do Typhys Pernambucano,
em 25 de dezembro, e o do Jornal do Comércio, no Rio de Janeiro,
em 1 de outubro de 1827.
Martim Soares Moreno, o fundador do Ceará.
t. XVII, 177-228.
Excelente resenha biográfica de Martim Soares Moreno (1586-1648?).
Foi mais arde reimpressa com documentos pela Tip. Minerva; 54. LXIII
p.
Esta monografia é baseada em 29 documentos, dos quais apenas
um era conhecido antes de suas pesquisas. Os documentos são publicados
no t. XIX, 1905. pp. 1-116.
Moradores do Ceará no Tribunal do Santo Officio.
t. XL, 204-212.
O Barão de Studart publica integralmente os dois processos a
que responderam no Tribunal do Santo Officio Antônio Corrêa
de Araújo Portugal, entalhador de Antônio Mendes da Cunha,
ambos moradores no Ceará e acusados de bigamia. Os processos,
de ns. 6269 e 6274, existentes na Torre do Tombo, foram enviados por
João Lúcio de Azevedo, que então fazia várias
pesquisas naquele arquivo, ao Barão de Studart. A publicação
é precedida de uma pequena nota explicativa do Barão.
Nota ao artigo de J. B. Perdigão de Oliveira, A Imprensa no Ceará.
t. XIV, 258.
Responde a uma crítica que lhe fizera Perdigão de Oliveira
e mostra ser a mesma injusta.
O Ceará deve preparar-se para a commemoração do
movimento de 17.
t. XXX, 308-310.
Propõe o A, que, a exemplo dos Institutos Históricos de
Pernambuco e Paraíba, se prepare uma comemoração
digna do movimento revolucionário de 1817. Lembra que se deveria
escolher o dia 3 de maio, porque nessa data foi que Alencar Alves do
Quental, Inácio Tavares e companheiros sublevaram a vila do Crato
e proclamaram a República. Recorda a figura de Antônio
Rebelo, cearense que morreu na Ponte do Recife.
O Ceará no tempo de Miranda Henriques, Lobo da Silva e as Minas
dos Cariris.
t. VI, 73-114.
Baseado em documentação original e inédita, o A.
escreve magnífica contribuição sobre o capítulo
da mineração no Ceará, durante o governo de Francisco
Xavier de Miranda Henriques, que começou sua administração
em 22-4-1755, substituindo Quaresma Dourado. Traça a história
da Companhia do Ouro das Minas de São José dos Cariris.
Publica as cláusulas do contrato da dita Companhia, divulga as
quotas de entrada de cada sócio, trechos de correspondência
da época relativos ao produto das minas, a ata pela qual ficou
decidida a extinção da Companhia, o balancete provando
os prejuízos da mesma e outras peças do maior interesse
para o assunto.
De passagem, transcreve um trecho da carta de Jacó Viçoso,
administrador das minas, em que este se refere a inscrições
antigas e a construções atribuídas aos holandeses
quando estavam de posse da capitania (pp. 92-93).
O centenário da independência maranhense. 1823-28 de julho
1923.
t. XXXVI, 203-207.
Artigo comemorativo da passagem do centenário da independência
maranhense, em que resume a marcha dos acontecimentos e a história
dos expedicionários cearenses ao Piauí e Maranhão.
O movimento republicano de 1824 no Ceará.
t. esp. 1924, 613-618.
Breve notícia dos principais fatos da revolução
de 1824 no Ceará. O Padre Martin de Nantes e o Cel. Dias dAvila.
t. XLV, 37-52.
O Padre Martim de Nantes foi um dos frades capuchinhos missionários
no Brasil, onde esteve de 1671 a 1687. Escreve uma notícia de
sua missão, que foi publicada sob o título Relation succint
el sincère de la mission da Pe. Martin de Nantes, predicataur
capucin, missionaire apostolique dans te Brèsil parmi les indiens
appeles Cariris, impressa depois de obtida a necessária permissão
em 1706. Baseado nessa obra, o Barão de Studart resume as relações
que manteve com o Padre Martin o célebre potentado baiano Francisco
Dias dAvila, o fundador da Casa da Torre, grande explorador dos índios
e que em muitas ocasiões procurou prejudicar o missionário
capuchinho.
O estudo é transcrito da Revista da Academia Cearense, t. VII,
1902.
O Padre Mestre Ignacio Rolim. Carta Prefácio.
t. XXXII, 62-70.
Carta prefácio para o trabalho do Padre Heliodoro Pires, apresentado
ao Congresso de História. Retifica enganos e omissões
do Padre Pires quanto às partes iniciais da referida obra. Datada
de Fortaleza, setembro de 1916.
O Rio Ceará.
t. III, 51-53.
O autor refuta a afirmação do Ensaio Estatístico
do Senador Pompeu de que o rio Ceará desce do Serrote do Rato
ou Ratos. Mostra como esta é a nascente do rio São Gonçalo.
Retifica as nascentes desse rio, dadas também pelo Senador Pompeu,
e traça então as origens do rio Ceará e seus afluentes.
Os jornaes do Ceará nos primeiros 40 annos. 1824-1864.
t. esp. 1924, 48-118.
Excelente contribuição para a história do jornalismo
cearense. Regista 129 jornais. Reproduz fac-símiles de alguns
dos mais importantes jornais inventariados.
Os mortos do Instituto. (1907).
t. XXI, 415-432.
Dados biográficos de D. Maurício Prichzi (1870-1907),
beneditino, pp. 415-419; João Evangelista da Frota e Vasconcelos
(18 -1907); pp. 419-420; José Alexandre Teixeira de Melo (18331907),
que foi diretor da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. pp. 420-423;
Joaquim de Oliveira Catunda (1834-1907), pp. 423424; Francisco Maria
de Melo Oliveira (1847-1907), médico e autor de vários
trabalhos científicos, pp. 424-431; João César
Bueno Bierrenbach (1872-1907), pp. 431-432.
Os mortos do Instituto. (1908).
t. XXII, 394-416.
Dados biográficos de Paulino Nogueira Borges da Fonseca (1843-1908),
pp. 394-402; com uma nota bibliográfica notícia biobibliográfica
de Tristão de Alencar Araripe (1821-1908), pp. 403-409; dados
biográficos do Conselheiro Joaquim de Toledo Piza e Almeida (1842-1908),
pp. 409-411; notícia biobibliográfica de Joaquim Maria
Machado de Assis (1839-1908). pp. 411-412; nota biobibliográfica
do Comendador José Luís Alves (18321908). pp. 413-414;
e notícia biobibliográfica de Raimundo Ferreira de Araújo
Lima (1818-1908), pp. 415-416.
Os mortos do Instituto. (1909).
t. XXIII, 394-408.
Dados biográficos de Manuel Segundo Wanderley, pp. 395396; Dr.
Vicente Cândido Figueira de Sabóia, pp. 397-404; Miguel
Coelho Sá Barreto, pp. 404-405; Visconde Sanches de Baena, pp.
405-406; Dr. Euclides da Cunha, pp. 407-408.
Os mortos do Instituto.
t. XXII, 400-405.
Notas biográficas do Cônego Agostinho José de Santiago
Lima (1858-1912). pp. 400; Dr. Américo Barreira (1868-1912),
pp. 401-402; Dr. José Manoel Pereira Pacheco (1852-1912). pp.
402-405.
Os mortos do Instituto. t. XXV, 372-382.
Dados biográficos de D. Inês Sabino ( -1911). pp. 372-373;
Raimundo Bizarria, pp. 373-375; Padre Constantino Gomes de Matos (1844-1902),
pp. 375-378; Tristão de Alencar Araripe Júnior (1843-1911),
pp. 378-382.
Os mortos do Instituto.
t. XXVI, 382-395.
Dados biográficos do Dr. Graciano Alves de Azambuja (1847-1911),
pp. 382-383; Gabriel Vítor do Monte Pereira (morto em 1911).
pp. 383-384; Duque de Palmela (morto em 1911). pp. 384-385. Artur Viana,
p. 385, Marquês de Paranaguá, João Lustosa da Cunha
Paranaguá (1821-1911), pp. 386-387; José Maria da Silva
Paranhos, Barão do Rio Branco (1845-1912), pp. 387-389; Afonso
Celso de Figueiredo, Visconde de Ouro Preto (1837-1911), pp. 389-391;
Dr. Oto de Alencar Silva (18741912), p. 391-392; Dr. Joaquim Xavier
da Silveira (1864-1912), p. 392; Domingos Antônio Raiol, Barão
de Guarujá (18301912), pp. 393-394; Conselheiro Duarte de Azevedo
(18311912). p. 394-395.
Os mortos do Instituto.
t. XXIX, 361-398.
Dados biográficos do Comendador F. J. Betencourt da Silva (1831-1911),
pp. 361-363; Conselheiro João Nepomuceno Torres (1855-1913),
pp. 363-364; Dr. Sátiro de Oliveira Dias (1844-1913), pp. 365-368;
Coronel Ernesto Sena (1853-1913), pp. 368-369; Prof. Baltasar de Araújo
Góes (1853-1914), p. 370; Dr. Jacques Huber (1867-1914). pp.
371-375; Dr. Heráclito Pereira da Graça (1837-1914), pp.
375-377; Dr. Virgilio Augusto de Morais (1845-1914), pp. 377-378; Silvio
Romero (1851-1914). pp. 378379; Dr. Manuel Soriano dAlbuquerque (1877-1912),
pp. 380-384; Manuel Curvelo de Mendonça (1870-1914), pp. 384-385;
Dr. Guilherme Conceição Foeppel (1867-1914), pp. 386-394;
Dr. João Cardoso de Meneses e Sousa, Barão de Paranapiacaba
(1827-1915), pp. 394-395 Dr. Vicente Férrer de Barros Wanderley
de Araújo (1857-1915), pp. 395-397; Dr. João Batista Regueira
Costa (18451915), pp. 397-398.
Mortos do Instituto.
t. XXX, 365-374.
Dados biográficos do Dr. João Batista de Lacerda (18461915).
pp. 365-367; do Prof. Fausto Carlos Barreto (1852-1908), pp. 367-369;
Dr. Rodrigo da Costa (1875-1915), pp. 369-370; Dr. Orville Derby (1851-1915),
pp. 370-373; B. F. M. Leite Velho (1823-1915), pp. 373-374.
Os Mortos do Instituto.
t. XXXIII, 343-351.
Dados biográficos de José Veríssimo Dias de Matos
(18571916), pp. 344-345; Dr. Felisbelo Firmo de Oliveira Freire (18581916).
p. 345; Dr. Alfredo Ferreira de Carvalho (1870-1916), pp. 345-349; Monsenhor
João Luís de Santiago (1851-1916), p. 350; Dr. Manuel
de Melo Cardoso Barata (1841-1916), p. 351.
Os Mortos do Instituto.
t. XXXIV, 364-368.
Necrológios do Dr. Estevam Leão Bourroul (1856-1814),
pp. 364-365: e do Dr. José Vieira Fasendo (1847-1917), pp. 365-368.
Os Secretários de Borges da Fonseca.
t. X, 321.
Studart responde ao artigo de Perdigão de Oliveira Os secretários
de Borges da Fonseca, (t. X, 134-141), em que este crítica uma
afirmativa que ele fizera em trabalho publicado no t. V. Diz que não
estudou os secretários e sim os sucessores de Borges da Fonseca.
Lembra que o próprio Perdigão de Oliveira afirma ter sido
Felipe Tavares Brito secretário interino. Sua referência
a este secretário foi meramente acidental. Diz ainda que quando
quis apurar este ponto foi impedido por Perdigão de Oliveira,
que conservava em seu poder os livros da Secretaria.
Os sucessores de Borges da Fonseca. t. V, 232-235.
Publica o termo de vereação do Senado da Câmara
de Fortaleza, de 3-11-1781 pelo qual fica sabido que a retirada de José
Vitoriano Borges da Fonseca do governo se deu naquela data, sucedendo-lhe
um governo interino, que administrou a Capitania até 9-5-1782,
constituído pelo Ouvidor Dias e Barros, o Comandante da Fortaleza
de Nossa Senhora da Assunção, José Pereira da Costa,
e o Vereador mais velho, João de Andrade Faleiros. O A. diz que
a leitura do termo de vereação posteriores o fazem acreditar
que o primeiro e o terceiro membros delegaram de motu próprio
ou de ordem superior a Pereira da Costa a suprema administração
dos negócios do Ceará.
Ouvidoria e ouvidores do Ceará.
t. XXXVI, 60-73.
Transcreve a Provisão Régia datada de 7-1-1723, pela qual
foi criada a Ouvidoria do Ceará. Dá os nomes dos ouvidores
e uma pequena notícia sobre eles. Foram os seguintes José
Mendes Machado, apelidado Tubarão; Antônio de Loureiro
Medeiros; Pedro Cardoso de Novais Pereira, que, apressando-se a vir
para o Ceará, aí chegou antes de haver terminado o tempo
de serventia de seu antecessor, donde resultaram graves perturbações
da ordem pública; Vitorino Pinto da Costa Mendonça; Tomás
da Silva Pereira; Manoel José de Faria; Alexandre de Proença
Lemos; Vitorino Soares Barbosa; João da Costa Carneiro e Sá;
José da Costa Dias e Barros; André Ferreira de Almeida
Guimarães; Manoel de Magalhães Pinto e Avelar de Barbedo;
José Vitorino da Silveira; Manoel Leocádio Rademaker;
Gregório José da Silva Coutinho; Luís Manoel de
Moura Cabral; Francisco Afonso Ferreira; Manoel Antônio Galvão;
João Antônio Rodrigues de Carvalho. Este último
ouvidor com jurisdição sobre toda a Capitania, porque
pelo Alvará de 27-6-1816 foi criada a nova comarca do Crato.
Para a história do jornalismo cearense. (Continuação).
t. XLVII, 143-159.
O A. regista o aparecimento anual de jornais e revistas, desde 1924
a 1932.
Paulistas no Ceará.
t. XLI, 229-230.
O A. trata de um episódio criminoso envolvendo dois paulistas
que viviam em Ibiapaba. O procurador dos dois paulistas ficou com os
bens por eles deixados e quando o sobrinho veio reclamar a herança,
mandou ordem ao Padre João Dias, seu tio, para que o matasse,
o que foi feito.
Principe Imperial.
t. III, 198-203.
Descreve e dá uma notícia histórica da comarca
do Príncipe Imperial, assim chamada até o advento da República,
e hoje comarca de Crateús. Contém curiosas informações
sobre agricultura, população, clima, etc.
Quaes as victimas do 16 de fevereiro.
t. XII, 260-265.
Trata do levante da Escola Militar e parte das forças federais,
que promoveram a deposição, em 16-2-1892, do Governador
José Clarindo de Queirós. Enumera as vítimas desse
levante, dando alguns dados biográficos das mesmas e conta acidentes
ocorridos nesse dia.
Repertorio da Revista trimensal do Instituto do Ceará (1907-1915).
Organizado pelo Director-Redactor Barão de Studart. (Continuação
do Index Geral publicado no final do tomo XX).
t. XXXII, 384-397.
São aqui relacionados todos os títulos em ordem alfabética.
Resenha de cartas. plantas e mappas do Ceará. Seculo XX.
t. XXXVI, 374-380.
As cartas, plantas e mapas são numerados. A primeira é
de 1922, e a última, n. 38, de 1922. Continua o trabalho publicado
na Revista da Academia Cearense, 1906, pp. 65-135. É valiosa
fonte informativa.
Revolucionário e poeta. t. XXIX, 312-314.
O Barão de Studart faz uma curiosa crônica sobre Amaro
Soares de Avelar, um dos revolucionários de 1817 na Paraíba.
Transcreve o A. o soneto A Mocidade Pernambucana, oferecido pelo Promotor
da Justiça, como corpo de delito.
600 datas para a chronica do Ceará na 2a metade do Seculo XVIII.t.
V, 121-231.
Excelente contribuição às efemérides do
Ceará. Abrange de 1750 a 1799.
Sucinta
notícia sobre a Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza.
t. XXIX, 354-356.
Historia a construção da Santa Casa de Misericórdia
de Fortaleza, cujo início se deu na administração
de João Correia de Vasconcelos (1844-1847) e que só foi
inaugurada em 14 de março de 1861. Acrescenta o nome dos irmãos,
capelães, irmãs, etc.
3 de Maio de 1817. O movimento de 17 no Ceará.
t. XXXI, 107-160.
Excelente e erudita contribuição para a história
da revolução de 1817 no Ceará. O A. estuda minuciosamente
as origens do movimento, apontando os principais dirigentes, as ligações
com os chefes pernambucanos, as adesões no Interior do Ceará,
assim como as providências do Governador Manuel Inácio
de Sampaio. Explica, a seguir, as razões do fracasso e indica
os presos e julgados. Retifica erros e aponta omissões de Muniz
Tavares, cujo cap. VII, dedicado ao Ceará na Revolução
de 1817, considera pouco valioso. O mesmo faz em relação
ao trabalho de Dias Martins Mártires de Pernambuco. É
obra baseada em boa e autêntica documentação. O
A. transcreve várias peças oficiais.
Uma Memoria de João da Sylva Feijó.
t. XXVI, 361-363.
O A. dá uma nota bibliográfica na qual indica os trabalhos
em que foram registadas obras publicadas e inéditas de Feijó,
antes de publicar a Memória em que este fala de amostras de excelente
ferro e diamantes encontrados na Capitania.
Uma questão bibliográfica. Carta do Barão de Studart
a Capistrano de Abreu.
t. LIV, 68-69.
Interessante e importantíssima carta do Barão de Studart
a Capistrano de Abreu, datada de 26-6-1893. Declara ter-lhe enviado
suas Notas para a História do Ceará e cópias de
Frei Vicente do Salvador, colhidas durante os doze meses de pesquisa
em Portugal. Diz ter documentos para 6 ou 8 volumes iguais àquele
livro. A parte importante da carta se refere à descoberta do
nome verdadeiro de Antonil, corretamente atribuída a Capistrano
de Abreu. Studart diz a Capistrano que basta colocar os três nomes
ao lado um do outro para se verificar que se trata de criptônimos
e que André João Antonil é João Antônio
Andreoni. A verdade, porém, é que em 13 de junho de 1896
já Capistrano de Abreu fizera tal descoberta. (Vide André
João Antonil e sua obra, por Afonso dE. Taunay, São Paulo,
Cia. Melhoramentos, a. D., p. 41). A carta revela que o Barão
de Studart desconhecia a descoberta de Capistrano e por si só
chegou à mesma conclusão.
Administração de João Carlos Augusto dOeynhausen
no Ceará. Documentos da Collecção Studart, (Continuação
da Revista de 1925).
t. XL, 133-192.
Continua-se aqui a publicação das peças oficiais
relativas à administração de Oeynhausen no Ceará,
de 1803 a 1807. A parte cronológica feita pelo Barão de
Studart foi publicada nesta Revista, t. III, p. 168 e segts.
ANDREONI, João Antônio
Trechos de cartas do jesuíta Pe. João Antônio Andreoni,
escriptas nas Cartas Annuais de 1714-16-21.
t. XXXVI, 77-81.
Azevedo de Montaury e seu governo no Ceará. (Parte documental).
t. VI, 141-178.
Documentando seu estudo sobre Azevedo de Montaury no Ceará, G.
Studart publica aqui peças originais e inéditas da maior
importância.
Errata, p. 247.
Da missão que fizerão o padre Francisco Pinto e o padre
Luiz Figueira ao Rio do Maranhão.
t. XVI, 249-254.
Capítulo da Relação anual das cousas que fizeram
os Padres da Companhia de Jesus, por Fernão Guerreiro (1605-1677),
de 1606 e 1607. Este capítulo foi copiado e publicado pelo Barão
de Studart, que também o anotou.
Dezenove documentos sobre os Palmares pertencentes à Collecção
Studart.
t. XX, 254-289.
Documentos da Revolução de 1817. (Do Archivo do Barão
de Studart).
t. XXXI, 13-93.
Documentos de 1817-1823. (Collecção Studart).
t. XLI, 231-242.
Documentos do tempo da Independência. (Collecção
Studart).
t. XXXVI, 308-323.
Documentos para a história da Confederação do Equador
no Ceará, coligidos pelo Barão de Studart.
t. esp. 1924, 355-565.
Documentos para a história de Martim Soares Moreno, colligidos
e publicados pelo Barão de Studart.
t. XIX, 1-116.
Documentos para a História do Brasil e especialmente a do Ceará.
(Collecção Studart).
t. XXIV, 215-399.
Documentos para a história do Brasil e especialmente a do Ceará.
Collecção Studart.
t. XXXV, 3-137. Índice dos documentos, 138-140.
Documentos para a história do Brasil e especialmente a do Ceará.
Collecção Studart.
t. XXXVI, 97-230.
Documentos para a história do Governo de Bernardo Manoel de Vasconcellos,
(Collecção Studart).
t. XXVIII, 330-366.
Documentos relativos ao Mestre-de-Campo Moraes Navarro. Notícias
para um capítulo novo da história cearense. (Collecção
Studart).
t. XXXI, 161-223.
FONSECA, Luís da
Relazione Inviata del P. Ludovico Fonseca al R. P. Everardo Mercuriano,
Prof. Gen. dell C. de G. (Documento da Collecção Studart).
t. XXIII, 17-63.
Luiz da Motta Féo e Torres e seu governo no Ceará. (Parte
documental).
t. IV, 83-117.
A fim de documentar o seu excelente estudo sobre o governo de Luís
da Mota Feo e Torres no Ceará, o Barão de Studart publica
os seguintes documentos: Dois ofícios a Martinho de Melo e Castro,
Ministro da Marinha, datados de 7-6-1790 e 1710-1791 (pp. 83-88); Carta
de João Cardoso Machado, de 27-101791 (pp. 89-92); id. a Féo
e Torres, 12-11-1791 (pp. 92-96); Carta de Feo e Torres a D. Tomás
José de Melo, 6-12-1791 (pp. 9697); Carta de João Lopes
C. Machado, de 16-12-1791 (pp. 9799) Féo e Torres a D. Tomás,
3-1-1792 (pp. 100-101); J. Machado, 8-3-92 (101-107); Féo e Torres
a D. Tomaz, 9-3-1792 (pp. 100101); Instruções deixadas
ao licenciado João Gomes Coelho (pp. 108-111); D. Tomás
a Melo e Castro, 25-5-1792 (pp. 111-112); Duas cartas de Féo
e Torres a Melo e Castro, 10-10-1792 e 2211-1794 (pp. 113-117) .
MONTAURY, João Baptista de Azevedo Coutinho.
Notícia geral da Capitania do Seará Grande. (Da Collecção
Studart).
t. XLIX, 85-100.
Os dezanove Artigos q pedirão os Holandeses da Compa. do Brasil
em Holanda.
1648.
t. XVI, 265-272.
Trata-se de manuscrito inédito, encontrado pelo Barão
de Studart na Biblioteca Nacional de Lisboa (f. 2.32).
Para a história das Minas dos Cariris. Documentos pertencentes
à Collecção Studart.
t. XXXV, 231-273.
Para o litígio sobre os limites entre o Ceará e Piauhy.
(Documentos da Collecção Studart).
t. XXXV, 160-165.
Sucesso
da viage do Maranhão. An. 1643. Mense Junio.
t. XVI, 255-262.
Documento publicado pelo Barão de Studart, segundo uma cópia
fotográfica que lhe enviou o Padre P. J. B. vau Meurs, do Limburgo,
Holanda. A Biblioteca Nacional de Lisboa e a Biblioteca de Évora
possuem uma cópia do mesmo. Há valiosas notas do Barão
de Studart. É documento de importância incontestável.
Treslado do auto e mais deligencias que se fizerão sobre as datas
de terras da Capitania do Ryo Grande, que se tinhão dado. (Documento
da Collecção Studart).
t. XXIII, 112-159.
Um precioso inédito do Pe. Gonçalo Mororó. (Collecção
Studart)
t. esp. 1924, 568-578.
ABREU, João Capistrano de (1853-1927).
Sobre
uma história do Ceará.
t. XIII, 22-33.
ABREU, João Capistrano de (1853-1927).
Tricentenário do Ceará.
t. XVIII, 57-69.
Barão de Studart.
t. LII, 217.
Nota da Redação, anunciando a morte do Barão de
Studart e a edição de um número especial da Revista
sobre ele.
Barão de Studart.
t. especial, 1938, 122, 1 p.
Todo esse tomo é consagrado ao Barão de Studart. Contém
os discursos proferidos À Beira do Túmulo, por Djacir
Menezes, Joaquim Alves e Fernando Leite; os discursos pronunciados na
sessão fúnebre no 30o dia do falecimento do Barão,
pelo Dr. Andrade Furtado, Padre Misael Gomes, Dr. Jurandir Picanço,
e Dr. Amâncio Filomeno Gomes; Noticiário da Imprensa e
outras referências, com artigos assinados por J. Valdívio,
Poesia por Aristóteles Bezerra, José Leite Gondim, Delfim
Henriques, Júlio Oliveira Filho, Austregésilo Ataíde,
Celso de Alencar; e a Palavra dos do Instituto, com discurso de T. Pompeu
Sobrinho e pequenos artigos de Antônio Teodorico da Costa, Hugo
Vítor, Alba Valdez. Da p. 41 a 105 ocorrem o Noticiário
da Imprensa e outras referências. São os seguintes os jornais
de onde foram extraídas as notícias 1) O Nordeste, de
26-9-1938, pp. 43-47 2) id., 1-10-1938, pp. 47-48; 3) id. 6-10-1938,
pp. 48-49; 4) id. 7-10-38; 49; 5) 26-10-1938, 59-60; 6) Correio do Ceará,
26-9-38, 51-52; 7) id. 28-9-38, 52-56; 8) O Estado, 27-9-38, 57-58;
9) Gazeta de Notícias, 27-9-38, 58-62; 10) Diário da Manhã,
27-9-38, 62-64; 11) Revista do Conselho Central Metropolitano da Sociedade
de São Vicente de Paulo, setembro e outubro de 1938, 64-67; 12)
id. O Senhor Barão de Studart, pelo Professor J. Valdívio,
67-68; 13) id. Poesia À memória do Barão de Studart,
por Aristóteles Bezerra, 69; 14) id. Perda irremediável,
por José Leite Gondim, 69-71; 15) id. Barão de Studart,
por Delfim Henriques, 71; 16) id. Um vicentino modelar, por Júlio
Oliveira Filho, 72-73; 17) id. 74; 18) id. Barão de Studart,
por Austregésilo de Ataíde, 74-75; 19) id. Ceará
de luto, 75-76; 20) A Nota, de 26-9-38, 77; 21) A Noite, 27-9-38, 77-78;
22) Jornal do Comércio, 27-9-38, 78-83; 23) Correio da Manhã,
27-9-38, 83-84; 24) Jornal do Brasil, 28-938, 84-85; 25) Vanguarda,
28-9-38, 85-86; 26) Jornal do Brasil, 30-9-38, Homenagem da Academia
Cearense de Letras ao Barão de Studart, 86-88; 27) A União,
de 2-10-1938, 88-89; 28) O Malho, 3-9-38, 89-90; 29) Revista da Academia
Cearense de Letras, dezembro, 1938, 91-92; 30) A Voz de Santo Antônio,
dezembro, 1938. Um católico íntegro e um cientista notável,
por Celso de Alencar, 91-93; 31) A Reação, s.D. 93-94;
32) O Jornal, s.D. 94-95; 33) Cocktail, ass. Reje, s.D. 95-98; 34) Várias
notícias transcritas, sem indicação de jornal e
sem data, 98105, inclusive a transcrição de trechos do
discurso do Dr. Alfredo Valadão, no Instituto Histórico
e Geográfico Brasileiro (102-105). De todas estas notícias
de jornal, a melhor e mais completa é a do Jornal do Comércio,
78-83.
BARREIRA, Dolor
Discurso.
t. LV, 85-95.
CARVALHO José
Barão de Studart.
t. XLV, 270-274
DOIRA, Escragnolle
Um beneditino da história.
t. LV, 256-260.
Homenagem. O Instituto do Ceará, em sessão especial, presta
significativa homenagem à pessoa de seu presidente, o Exmo. Sr.
Dr. Barão de Studart.
t. XLIII-XLIV, 351-355.
Artigo transcrito da Gazeta de Notícias de Fortaleza, de 8-1-1930.
Resume os dissursos do orador do Instituto, o vicepresidente Dr. Antônio
Augusto de Vasconcelos e o do Barão de Studart. Este último,
entre outras cousas, fala na repercussão da Revista no estrangeiro,
dizendo ter recebido da Inglaterra e da União Soviética
pedidos de coleções da mesma.
Manuscriptos sobre a revolução de 1817.
MELLO, MARIO
t. XXXI, 227-279.
Retrato do Barão de Studart.
t. XLIII-XLIV, entre 12-5 (sic)
ROCHA POMBO, José Francisco da (1857-1932)
Em atitude de Culto.
t. XXXVI, 74-76.
STUDART,
Jorge
Ligeiras noções de língua geral.
t. XL, 26-38.
Estas notas foram encontradas entre os papéis do Dr. Jorge Studart,
que viveu longos anos na Amazônia, onde ocupou altos cargos da
magistratura. Falava corretamente a língua dos nossos indígenas.
Contém palavras e frases da língua geral.
SUCUPIRA,
Luiz
Homenagem a Araripe Júnior (Discurso).
t. LXII, 419-428.
Discurso no Instituto do Ceará, por motivo da passagem do Centenário
do nascimento de Tristão de Alencar Araripe Júnior (1848-1911).
A influência do negro na formação brasileira.
t. LIX, 150-155.
Sumário sobre a história (procedência, comércio,
estatística), psicologia e influência do negro na língua
portuguesa. Não traz novidades e repete a acusação
a Rui Barbosa, da queima dos documentos sobre a escravidão. Desde
1940, o Prof. Américo Jacobina Lacombe já estabeleceu
a verdade (A queima dos arquivos da escravidão, O Jornal, Rio
de Janeiro, 17 de março de 1940).
Synopse da legislação relativa ao Porto da Fortaleza.
(Obras adquiridas pelo Governo Federal por Decreto n. 3602, de fevereiro
de 1900).
t. XXIII, 179-182.
Resumo dos decretos e leis relativos ao porto da Fortaleza desde 1866
até 1899.